A febre do samba – O samba-enredo no século XX

O SESI Cultural esquenta os tamborins para o Carnaval 2012 realizando a partir do dia 17 de janeiro, às 19h, A FEBRE DO SAMBA – O Samba Enredo no Século XX, série de 10 espetáculos onde sambistas e passistas apresentarão os 76 sambas enredo mais bonitos da história do Carnaval carioca, selecionados pelo diretor musical Guilherme Gonçalves. O público da velha guarda e da nova geração vai poder reviver e conhecer os sambas desde 1929. Os espetáculos têm ainda roteiro e direção de Emmanuel Santos e serão apresentados às terças e quintas-feiras, às 19h, no Teatro SESI Centro, com ingressos a R$ 5,00.

 

A série A FEBRE DO SAMBA – O Samba Enredo no Século XX transformará o Teatro SESI num mini Sambódromo. Um elenco de primeira e convidados especiais, como Selminha Sorriso, a grande porta-bandeira da “Beija-Flor de Nilópolis”, e Manoel Dionísio, lendário mestre-sala e responsável pela única escola carioca de mestres-sala e portas-bandeira do Rio de Janeiro, contarão a evolução das Escolas de Samba. Completam o espetáculo 21 músicos: 4 cantores, 2 cavaquinhos, 2 violões e uma uma bateria formada por 14 ritmistas escolhidos a dedo, com a participação especial do mestre Odilon Costa, um dos mais premiados mestres de bateria do carnaval carioca. Além disso, bailarinos vindos das comissões de frente de algumas das principais Escolas farão circular pelo teatro personagens como: a Nega Maluca, a Baiana, o Malandro, a Colombina, a Tia Ciata e Carmem Miranda.

 

Os shows são distintos: às terças-feiras, às 19h, entram na passarela 40 sambas começando pelo “Ando sofrendo”, da “Deixa Falar”, fundada por Ismael Silva, Nilton Bastos e Mano Edgard e considerada por muitos a primeira Escola de Samba. Às quintas-feiras, no mesmo horário, uma seleção de 36 músicas, começando no final dos anos 70 e encerrando em 1999. Segundo o diretor Guilherme Gonçalves, a escolha das músicas teve como prioridade a beleza musical de cada uma delas. “Não levei em conta se pertencia a esta ou aquela Escola, ou se havia ganho algum prêmio. Queremos mostrar a evolução dos sambas enredo, os que tiveram maior repercussão e, sobretudo, a qualidade musical.”

 

Para o diretor cênico Emmanuel Santos, “escrever e dirigir um show com toda essa matéria prima, o samba enredo, foi bastante estimulante, um grande desafio que aceitei encarar. Já tive outras experiências de juntar  um “monte” de gente talentosa,  num espetáculo com várias linguagens artísticas  e dar destaque a cada uma nas suas devidas esferas. A FEBRE DO SAMBA junta uma turma de primeira  e o melhor de nossa cultura popular, através de um espetáculo musical e divertido. O público dirá se conseguimos alcançar o objetivo”.

 

SHOW DE 3ªs FEIRAS, às 19h
O primeiro espetáculo da série começa com o primeiro samba enredo “Ando sofrendo” apresentado em 1929, pela Escola de Samba “Deixa Falar”. A seguir, o diretor musical, Guilherme Gonçalves selecionou mais 39 músicas apresentadas nas décadas de 30, 40, 50, 60 e 70.

 

Anos 30
1929 – “Ando sofrendo” (Deixa Falar) e “Chega de demanda” (Mangueira)
1930 – “Linda demanda” (Mangueira) e “Eu quero é nota” (Mangueira)
1934  – “Divina dama” (Mangueira)
1936 – “Não quero mais amar a ninguém” (Mangueira) e “Natureza bela do meu Brasil (Unidos da Tijuca)
1937 – “Linda Guanabara” (Portela)
1939 – “Teste ao samba” (Portela)
Anos 40/50
1949 – “Exaltação a Tiradentes (Império Serrano)
1953 – “Sessenta e um anos de República” (Império Serrano)
1955 – “As quatro estações do ano” – (Mangueira)
Anos 60
1960 – “Quilombo dos Palmares” (Salgueiro)
1963 – “As três capitais” (Imperatriz Leopoldinense) e “Xica da Silva” (Salgueiro)
1964 – “Chico Rei” (Salgueiro) e “Aquarela brasileira” (Império Serrano)
1965 – “Cinco bailes da história do Rio” (Império Serrano)
1967 – “O mundo encantado de Monteiro Lobato” (Mangueira)
1968 –“Sublime pergaminho” (Unidos Lucas) e “Quatro séculos de moda e costumes” (Unidos de Vila Isabel)
1969 – “Yayá do cais dourado” (Unidos de Vila Isabel) e “Bahia de todos os deuses” (Salgueiro)
Anos 70
1970 – “Lendas e mistérios da Amazônia” (Portela)
1971 – “Lapa em três tempos” (Portela) e “Festa para um Rei Negro” (Salgueiro)
1972 – “Mangueira, minha madrinha querida” (Salgueiro), “Alô, Alô taí Carmem Miranda” (Império Serrano); “Ilu Ayê (Terra da vida) (Portela); “Martim Cererê” (Imperatriz Leopoldinense); “Onde o Brasil aprendeu a liberdade” (Unidos de Vila Isabel)
1973 – “Lendas do Abaeté” (Mangueira)
1974 – “A festa do divino” (Mocidade Independente de Padre Miguel); “O mundo melhor de Pixinguinha” (Pizindin) (Portela)
1975 – “Festa do Círio de Nazaré (Unidos de São Carlos)
1976 – “A lenda das sereias rainhas do mar” (Império Serrano), “Os sertões” (Em Cima da Hora) e “A arte negra na lendária Bahia” (Unidos de São Carlos)
1976 – “Sonhar com rei dá leão” (Beija-Flor)

 


SHOW DE 5ªs FEIRAS, às 19h
Foram selecionadas 36 músicas desta segunda fase, com grandes destaques.
1977 – “Domingo” (União da Ilha)
1978 – “O amanhã” (União da Ilha) e “A criação do mundo na tradição Nagô” (Beija-Flor)
Anos 80
1980 – “O quê que a Bahia tem” (Imperatriz Leopoldinense)
1981 – “Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite” (Portela)
1982 – “Bum bum paticumbum prugurundum” (Império Serrano) e “É hoje” (União da Ilha)
1984 – “Pra tudo se acabar na quarta-feira” (Unidos de Vila Isabel) e “Skindô, Skindô” (Salgueiro), “Contos de areia” (Portela) e Yes, nós temos Braguinha” (Mangueira)
1985 –“E por falar em saudades” (Caprichosos) e Ziriguidum 2001, carnaval das estrelas” (Mocidade Independente de Padre Miguel)
1986 – “Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia e a Mangueira tem” (Mangueira)
1987 – “No Reino das Palavras, Carlos Drummond de Andrade” (Mangueira) e “Raízes” (Unidos de Vila Isabel)
1988 – “Cem anos de liberdade, realidade ou ilusão” (Mangueira) e “Kizomba, festa da raça” (Unidos de Vila Isabel)
1989 – “Ratos e urubus, larguem a minha fantasia” (Beija-Flor de Nilópolis); Liberdade, liberdade! Abra as asas sobre nós (Imperatriz Leopoldinense) e “Festa profana” (União da Ilha)
Anos 90
1990 – “Vira virou, a Mocidade chegou” (Mocidade Independente de Padre Miguel)
1991 – “Chuê, chuá, as aguas vão rolar” (Mocidade Independente de Padre Miguel) e “De bar em bar Didi um poeta” (União da Ilha)
1992 – “Paulicéia desvairada setenta anos de modernismo” (Estácio de Sá)
1993 – “A dança da lua” (Estácio de Sá); “ No mundo da lua” (Grande Rio) e “Peguei um Ita no Norte” (Salgueiro)
1994 – “Muito prazer… pode me chamar de Vila” (Unidos de Vila Isabel) e “Atrás da Verde e Rosa só não vai quem já morreu” (Mangueira)
1995 – “Gosto que me enrosco” (Portela)
1997 – Trevas! Luz! A Explosão do Universo (Viradouro)
1998 – “Pará – O mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-Anu” (Beijia-Flor de Nilópolis) e “Orfeu, o negro do Carnaval” (Viradouro)
1999 – “O dono da terra (Unidos da Tijuca) e “Araxá, lugar alto onde primeiro se avista o sol” (Beija-Flor de Nilópolis)

 

FICHA TÉCNICA
Texto e direção – Emmanuel Santos
Direção musical – Guilherme Gonçalves
Participação especial: Selminha Sorriso e Manoel Dionísio
Atores: Iléa Ferraz, Isabel Nessimian, Matisael Lima, Sol Miranda, Zé Paulo Pessoa  e
Emmanuel Santos
Cantores: Edu Silva, Chamon, Patrícia Ferrer e Thaís Motta
Bailarinos: Carlos Magno, Gabriela C. Patrício, Jardel Augusto, Narielli Nunes, Thiago Paixão e
Yara Barbosa
Músicos: Carlinhos do Cavaco e Amendoin SP (cavaco), Rogério Fernandes (violão), Diogo Cunha (violão de 7 cordas)
Percussão: Odilon Costa, Luciano Valle, Rocyr Abbud, Erico de Souza, Georgia Camara, Isabela Iung, Marcos de Azevedo, Raphael Guerra, Claudio Boca Cunha, Maninho Costa, Luis Alfredo Luz, Nilson "Betão" Sampaio e Julio Cear.