Ainda há tempo para corrigir!

A São Clemente resolveu juntar os seus finalistas. Até aí nada de novo. Embora seja a primeira fusão da história dela, o fato já é corriqueiro
no mundo das escolas de samba. O problema é outro.

Depois de dois meses ouvindo as melodias, analisando detalhadamente as letras de sua melhor safra dos últimos anos a comissão julgadora
da escola conseguiu criar um samba com dois problemas graves, que podem ser resolvidos com uma simples mudança.

O primeiro deles é na letra. O terceiro setor do enredo 'Império Tropical", que trará um dos carros mais promissores do desfile (sobre as águas do Rio de D. João), simplesmente não é citado. O samba da parceria de Helinho 107 o abordava na sua primeira parte, mas esta foi
"limada". Já a obra de Ricardo Góes trabalhou seu lindo, mas agora desprezado, refrão de meio em cima do tal "Império Tropical". A letra apresentada na hora do resultado pula do segundo para o quarto setor. Uma escola que descarta sambas de seus concursos por ausência
de elementos de enredo não poderia cometer tal deslize após tanto tempo de audição dos sambas.

O outro problema é o nítido "tropeço" melódico entre o final da primeira parte do samba e o refrão central. O mesmo fato aconteceu ano passado com a junção feita pela União da Ilha do Governador e os jurados "canetaram" o samba sob esta justificativa.

Mas ainda é tempo de corrigir. A gravação é só no dia 19. E a solução é simples por demais. Trocar o atual refrão do meio animado, mas que não acrescenta nada à descrição dos setores do enredo, pelo de Ricardo Góes que além de completar as necessidades da letra
resolveria o problema de encaixe melódico. E, diga-se de passagem, é muito mais bonito. Uma outra solução, ainda que parcial, é mudar a letra original do refrão de Helinho, incluindo alguma referência ao setor.

Espero quero que o "toque" acima não seja visto como crítica, mas como uma ajuda à escola que trago no coração.