Alegorias de qualidade são destaque do descontraído desfile da Curicica

 

 

 

A União do Parque Curicica fez uma passagem pela Sapucaí que certamente encheu seus integrantes de orgulho. Com a descontração como marca registrada do desfile, a escola teve como destaques o bom gosto na concepção de grande parte das fantasias, a beleza e riqueza de detalhes das alegorias. A Curicica trouxe o enredo "Na Garrafa, No Barril, Salve a Cachaça Patrimônio Cultural do Brasil", desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes, e a apresentação da escola na Passarela do Samba durou 53 minutos.

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O enredo que já indicava um desfile descontraído e brincalhão se refletiu em um trabalho bem executado. No aspecto geral, as Fantasias eram de bom gosto e com fácil entendimento de seus significados e as Alegorias foram um dos maiores pontos positivos do desfile. Grandiosos, com efeitos, bem acabados e possibilitando a leitura do enredo, os carros da escola foram dignos de muitos elogios.

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Comissão de Frente e Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A comissão de frente da Curicica trazia a "Lenda da Cachaça", onde interagiam negros escravizados que cultivavam a cana, além de personagens que simbolizavam Jesus e o Diabo, e uma "Moça Branca", que dava origem ao açúcar. A coreografia foi bem executada, com sincronia e beleza de movimentos. A falha maior veio na apresentação diante do terceiro módulo de jurados, quando um componente perdeu um sapato e a dançarina deixou o adereço cair. Outro ponto a se destacar foi a caracterização dos dançarinos do coreógrafo Helder Satiro. Após a comissão, entravam em cena Wanderson Sodré e Mara Rosa, e o casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola fizeram passagens tranquilas nas cabines de jurados, com segurança e sem cometer erros. Mais uma vez, destaque para a caracterização realizada. As fantasias do casal eram de extremo bom gosto.

Harmonia

O samba fácil e irreverente da União do Parque Curicica ganhou mais força com Ronaldo Yllê. O intérprete ajudou a chamar os componentes, que cantavam os refrãos com muita força e animação e oscilavam em alas que cantavam o samba inteiro com muita animação (como nas alas "Escravos da Cana", "Glória à Cachaça" e "Paraty ao Som dos Violeiros") e outras que passavam sem cantar quase nada (caso das alas "Anhanguera" e "Cana Holandesa"). Vale destacar que o animado refrão levantou as arquibancadas da Sapucaí.

Evolução e Conjunto

As principais falhas vistas na passagem da Curicica se deram nesses quesitos. Passando em frente à segunda cabine de jurados, a ala "Festa da Colheita" invadiu a que vinha à frente, "Alquimia". Outra falha aconteceu na hora de a bateria entrar no recuo. A ala que vinha à frente dos ritmistas, "Santo Preto Ronca no Peito", tinha avançado um pouco e, para evitar o surgimento de um buraco, visivelmente se deslocou para trás. A outra falha também se deu na parte final do Sambódromo. Inexplicavelmente, a escola apertou o passo e as alas entre a terceira e quarta alegorias passaram muito rápido pelo último módulo de jurados. No fim, a correria fez com que a escola terminasse sua passagem pelos últimos jurados tão cedo que a bateria ficou brincando com o público durante cerca de 5 minutos antes de sair da área de desfile.

Fantasias

Com o já citado fácil entendimento, a grande parte das fantasias da Curicica foram um ponto positivo do desfile. Fantasias de muito bom gosto, como das alas "Glória à Cachaça", "Embalada a Quentão", "Pinga Folia", e a ala de passistas, "Marafo de Exu", foram exemplos positivos. A falha maior veio na ala "Alquimia", onde os componentes estavam sem a cabeça da fantasia e alguns sem o peitoral.

Alegorias

Destaque maior do desfile da Curicica, as Alegorias impressionavam pela beleza, riqueza de detalhes e fácil leitura do enredo. Destaque maior para o abre-alas "Cana, Fonte de Riquezas Desta Terra" e o último carro, "Cachaça Não é Água Não", que trazia bonecos gigantes e bem feitos.

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