Alegria da Zona Sul apresenta boas alegorias e evolução, mas não deve brigar para subir

Depois de ter desfilado no Grupo de Acesso A em 2011, a Alegria da Zona Sul parece ter sofrido com a crise financeira que abala as escolas que caem do Grupo A para o Grupo B. Não que o desfile tenha sido fraco, mas pelo histórico da agremiação no grupo, esperava-se mais. As alegorias foram bem concebidas pelo carnavalesco Eduardo Gonçalves, mas as fantasias apresentaram-se simples demais e o enredo, sobre os Saltimbancos, teve o desenvolvimento um pouco repetitivo. A comissão de frente foi um dos principais destaques.

Comandada por Renata Monnier, a comissão de frente da Alegria sintetizou bem o enredo com muita alegria e uma coreografia que apostava na interpretação dos componentes. A fantasia mostrou originalidade e o grupo foi responsável pelo melhor momento da Alegria na pista. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Feliciano Júnior e Naninha, esteve um pouco abaixo do que podem render no primeiro módulo. Pareceram lentos demais e levemente dessincronizados. No terceiro e no quarto módulo, a elegância da dupla reapareceu e eles foram bem. A fantasia, assim como a da comissão de frente, mesclou originalidade e beleza.

Pena que nem todo o conjunto de fantasias da escola tenha conseguido o mesmo efeito. Acabou sendo um pouco irregular o desfile nesse sentido e ficou claro a falta de recursos para cumprir todo o projeto traçado para o desfile. Apesar disso, as roupas estavam bem acabadas. As alegorias da Alegria mostraram bom nível para o desfile do Grupo B, principalmente o abre-alas, que trouxe belas esculturas de animais. O estilo do carnavalesco Eduardo Gonçalves ficou claro e falhas de acabamento não foram notadas.

A evolução da Alegria da Zona Sul foi perfeita. A escola não abriu buracos e a bateria optou por não entrar no recuo. O ritmo de desfile foi bastante regular e a ocupação da pista pelas alas apresentou correção. O canto da escola deixou um pouco a desejar, mas foi o melhor da noite até então. Quem também não esteve num bom dia foi o intérprete Edmiltom di Bem, que pareceu um pouco rouco e não mostrou muito entrosamento com o restante do carro de som.

A bateria comandada pelos mestres Claudinho Tuiuti e Esteves fez, de uma maneira geral, uma boa apresentação. O maior mérito foi o andamento imprimido, bastante confortável para desfilar. As bossas foram bem executadas e feitas na hora certa. Ressalva apenas para a ala de tamborins, que apresentou vários integrantes tocando mal o instrumento.