Alegria da Zona Sul: experiência é o trunfo do casal de mestre-sala e porta-bandeira para 2016

O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Alegria da Zona Sul, Wanderson Orelha e Bárbara Falcão, contou ao site CARNAVALESCO suas histórias no carnaval, rotina de ensaios e opiniões acerca do universo da dança. Simpáticos e queridos por todos os segmentos da escola, das baianas à velha guarda, eles falaram sobre o envolvimento com o mundo do samba. Bárbara atua como porta-bandeira há oito anos, e Wanderson, por sua vez, já está no carnaval há 21 anos. O mestre-sala começou sua carreira em um projeto do Cubango, quando tinha apenas oito anos de idade. Já Bárbara iniciou na escola de casais de Manoel Dionísio, de onde seguiu para diversas agremiações.

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Bárbara falou para o site sobre a preparação dos dois para 2016: – Por enquanto, nosso ritmo de ensaios ainda está moderado. A gente ensaia duas vezes por semana, mais o ensaio de quadra. Então, acaba que ensaiamos três vezes, porque a apresentação na quadra também conta.

Questionados sobre o estilo de dança que preferem, o casal reconheceu a importância do balé e da coreografia, porém afirmou preferir uma apresentação o mais tradicional possível. – Acho que hoje em dia é essencial o balé, mas sem perder a característica tradicional do casal de mestre-sala e porta-bandeira, porque acho que atualmente a maioria tem priorizado muito o balé e a coreografia e estão esquecendo um pouco da tradição. Então, teremos algum tipo de coreografia sim, mas sempre priorizando um estilo mais tradicional – disse Wanderson. Bárbara endossou o que o companheiro disse: – O balé é muito bom para os braços, para a fluidez, mas o gingado e a leveza vêm de raízes muito antigas, da tradição dos casais de mestre-sala e porta-bandeira.

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O casal não quis revelar o que irão representar no desfile da Alegria em 2016, cujo enredo é ‘Ogum’. Bárbara fez mistério, afirmando que será uma surpresa até o último momento antes do desfile, e Wanderson respondeu com versos do samba de 2010 da co-irmã Unidos da Tijuca: “É segredo, não conto a ninguém…”.

Vida pessoal e carreira no carnaval

Além do trabalho na agremiação, ambos possuem uma profissão fora do carnaval. Bárbara afirmou ser preciso outra profissão para complementar o salário que recebe como porta-bandeira. – A minha paixão é o carnaval, amo ser porta-bandeira, mas, além disso, sou professora de educação física em escola e trabalho em academia. O salário de porta-bandeira sustenta mais os gastos que própria profissão nos dispõe – disse Bárbara. Wanderson também possui uma vida comum: – Eu trabalho, sou motorista. Mas minha paixão é pelo samba, sem o qual não consigo viver. Meu dia a dia é mais corridinha na praia, futebolzinho com a rapaziada, e é só isso.

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O mestre-sala contou que, normalmente, o casal realiza umas cinco provas de fantasia antes do dia do desfile: – Fazemos prova de fantasia três vezes. Mas, como a gente sempre quer dar uma mudada na fantasia pra consertar algo que a gente ache que pode vir a ser um problema, acabam sendo umas cinco vezes – brinca.

Bárbara falou sobre a emoção de atuar como porta-bandeira já há oito anos no carnaval: – O grande momento é quando a gente pisa naquela faixa inicial e sente o calor e a vibração da plateia. E o principal momento de tensão é aquele antes de se apresentar para os jurados, aquela hora de espera. Aí, temos que fazer um pensamento positivo, ter fé e tudo acaba dando certo.

Ela destacou também seus momentos no carnaval que considera mais importantes em sua carreira: – Meu melhor desfile foi no Império da Tijuca, em 2013, ano do enredo ‘Negra, Pérola Mulher’, onde eu era segunda porta-bandeira e nos sagramos campeões da Série A. Outro ano pessoalmente maravilhoso foi  2014, minha estreia como primeira porta-bandeira, no Império Serrano, e estreia da minha irmã, de apenas 12 anos, como primeira porta-bandeira da Tradição. Foi uma emoção enorme, meu coração explodiu de tanta felicidade.

Wanderson também falou sobre seu momento preferido em sua história: – Foi em 2012, quando tive a oportunidade de defender o meu pavilhão do coração, a escola em que eu sou nascido e criado, que é o Cubango.

O casal irá buscar os quarenta pontos em 2016 para a Alegria da Zona Sul, segunda escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, na Série A, com o enredo ‘Ogum’, do carnavalesco Marco Antônio Falleiros.