Alegria e canto forte marcam a gravação de samba do Império da Tijuca

O Império da Tijuca gravou sua faixa para o CD da Série A entoando o samba que irá homenagear o saudoso artista José Wilker. A escola realizou apenas uma alteração na letra do refrão principal, excluindo a repetição do verso “O tempo ruge e a Sapucaí é grande”. Assim, o refrão ficou: “Bye, bye, menino, bye, bye, gigante/ O Império aplaude o artista errante/ O tempo ruge e a Sapucaí é grande”.

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O andamento utilizado para a Sinfonia Imperial foi de 144 bpm (batidas por minuto). Mestre Capoeira, comandante da bateria do Morro da Formiga, optou por não fazer muitas bossas:  – A gravação foi boa, bem rápida. O samba cresceu bastante. Fiz só uma pequena convenção, para poder gravar. A gente vai começar a ensaiar a partir de terça-feira para o próximo carnaval.

O tom cantado na gravação foi o lá maior. O intérprete da agremiação, Rogerinho, fez questão de elogiar a composição escolhida para representar o Império da Tijuca no desfile: – Graças a Deus, deu tudo certo na gravação. A comunidade do Morro da Formiga cantou muito bem. O samba foi bem aceito, era o que a comunidade toda estava querendo, e eu também, embora os outros sambas também fossem muito bons. A gente manteve o tom que foi cantado na quadra, o tom com o qual o samba ganhou. Agora, espero que a obra dê muito trabalho na Avenida.

Após a passagem do verso “E a plateia grita bravo!”, no fim da segunda parte, a comunidade gritava “Bravo!”. No final da gravação do coro, os componentes gritavam “É Sinfonia! Imperial!”, fechando a faixa da escola no CD.

O diretor geral de harmonia da escola, Ailton Freitas, se disse bastante satisfeito com a gravação do coro: – A comunidade veio em peso, está todo mundo empolgado com o samba. É uma obra que ajuda, favorece esse clima de alegria. Os dois refrões são muito bons. Além de tudo, é uma homenagem a esse grande ator, um mito, que todos gostam. Acredito que o CD vai ficar muito legal e o DVD também, com as imagens gravadas de toda essa empolgação. E espero que o Império da Tijuca leve essa empolgação para o desfile.

A verde e branca da Tijuca levou para o estúdio suas passistas, baianas, a rainha de bateria Laynara Telles e os dois casais de mestre-sala e porta-bandeira. A gravação foi marcada por brincadeiras entre os componentes e pelo clima descontraído que Ivo Meirelles busca imprimir no estúdio. Após a gravação, a escola ofereceu macarrão com salsicha para seus integrantes e também para a equipe responsável pelo CD e o DVD.