Alegria enfrenta muitos problemas e tem final de desfile dramático

 

 

 

A Alegria da Zona Sul enfrentou diversos problemas em seu desfile na Marquês de Sapucaí e terminou a apresentação de maneira dramática com 55 minutos cravados, no limite permitido pelo regulamento. A quebra do último carro impediu a entrada dele na Avenida, o que certamente fará a escola perder muitos pontos em Conjunto, Alegorias e Enredo.

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Apesar dos problemas a Alegria fez um desfile que fez jus ao seu nome, com muitos componentes de várias alas cantando o samba com muito entusiasmo. Justo no último módulo de julgamento, onde os problemas se agravaram, a escola cantou com mais força recebendo o apoio das pessoas que estavam nas frisas.

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O Enredo proposto pela comissão de carnaval para o bairro de origem da escola, Copacabana, começou sendo bem proposto, com uma divisão bem coerente abordando as origens, a cultura e a praia. Isso até o problema impedir a entrada da última alegoria, que vinha representando "Fé e Alegria", que abordaria a diversidade cultural do bairro. Foi possível perceber, além disso, um diferente sequenciamento de alas, diferente do roteiro oficial fornecido pela escola.

Comissão de Frente e Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A comissão de frente enfrentou problemas antes mesmo de chegar à Marquês de Sapucaí. A reportagem do CARNAVALESCO apurou que foram os próprios integrantes quem terminaram de confeccionar as fantasias com as quais desfilariam. O esforço acabou surtindo pouco efeito, afinal a indumentária acabou se desfazendo ao longo da avenida. A apresentação também foi um tanto quanto confusa. O Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Feliciano Júnior e Eliana Fidéllys, representaram o Império Inca e a fantasia estava muito bonita. A apresentação foi correta, mas não empolgou o público.

Harmonia

O samba da Alegria da Zona Sul se mostrou funcional para o desfile da escola. A escola iniciou o desfile cantando forte e mesmo com os problemas enfrentados pela agremiação, o canto se manteve linear, apesar de uma certa queda. As alas que passaram cantando mais o faziam com muita garra. No trecho final da escola, onde os problemas se acentuaram, os componentes receberam incentivos do público e cantavam com mais empolgação.

Evolução e Conjunto

Os quesitos evolução e conjunto devem ser os mais penalizados pelos jurados no desfile da Alegria da Zona Sul. A escola correu desesperadamente no final para não estourar o tempo e acabou concluindo sua apresentação com 55 minutos cravados, evitando mais perda de pontos. No momento do problema com o carro 4, a escola chegou a ficar parada 8 minutos na pista. O conjunto também acabou quebrado pela falta da última alegoria, mas além disso, no setor "Copacabana Vai Ganhando Corpo", algumas alas vieram muito bem trajadas e outras nem tanto. O carro que fechava o setor não esteve abaixo da primeira alegoria, uma falha importante, uma vez que a alegoria representava o hotel Copacabana Palace.

Fantasias

O conjunto de fantasias esteve irregular, com algumas alas com figurinos muito bem elaborados e de bom gosto, como aquelas localizadas no segundo setor da escola. Outras no entanto apresentaram figurinos incompletos, como a de número 9, que representava o "Requinte Francês" e pecou justamente pela falta de requinte. A fantasia do 3º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, William e Amanda, foi a mesma usada pelo primeiro da Portela no Carnaval 2013, Diogo e Danielle Nascimento. Uma questão que deve ser observada pela comissão de obrigatoriedades da Lierj.

Alegorias

A alegoria que abriu o desfile da Alegria, que representava o surgimento do bairro veio muito imponente e bonita, entretanto apagada. Já o carro 2, que representava o Copacabana Palace usou de um recurso visual de gosto questionável ao reproduzir uma imagem do hotel e não produzir uma escultura. Ficou a sensação que a escola investiu apenas no abre-alas e mesmo esse apresentou problemas.

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