Argumento do enredo da Ilha

VINICIUS, NO PLURAL  
Paixão, Poesia e Carnaval

Argumento

 

A proposta do enredo é revelar a importância que Vinicius de Moraes, em seus múltiplos talentos, tem na cultura brasileira. Em um país sem memória como o nosso, é relevante manter vivo o culto às verdadeiras celebridades nacionais, principalmente numa época midiática de tão raso conteúdo como esta.

A União da Ilha do Governador dedica ao público em geral e principalmente às novas gerações um pouco de quem foi esse ser plural:

Escritor, jornalista, diplomata, dramaturgo, crítico e roteirista de cinema, compositor e antes de tudo um Poeta.

O desfile começa pela Ilha do Governador dos anos 20 do século passado, de onde ele guardava ótimas lembranças de sua infância.

A Poesia sempre presente em sua vida é o fio condutor da história.

Sua formação religiosa e suas indagações; os primeiros livros; e a descoberta de um Brasil desconhecido, que a partir de então, muda suas posições ideológicas, encerram o primeiro setor.

Na sequência, como autor de teatro, tem em seu maior sucesso, a fusão do mito grego com a realidade da favela, resultando em seu famoso Orfeu da Conceição.

Orfeu vira filme: Orfeu negro, uma adaptação da peça, ganha premiações internacionais. Área pela qual sempre foi apaixonado ‒ o cinema.

Suas primeiras parcerias com Tom Jobim e Carlos Lyra. O início do movimento da Bossa Nova, na batida do violão de João Gilberto.

Os Afrossambas com Baden Powell.

Os festivais da Canção.

A temporada baiana e a parceria com Toquinho.

Como bom carioca, soube cantar o jeitinho das meninas que passam a caminho do mar. E tem na música símbolo da beleza da mulher brasileira, um sucesso sem igual, dentro e fora do Brasil.

O poeta que dedica aos filhos poemas que se tornam canções infantis.
O amante das mulheres e da noite. Amigo de seus amigos, que foram tantos: da turma da literatura, dos parceiros musicais e os de toda uma vida.

Que alcança postumamente o maior cargo da diplomacia, mas que para nós que o admiramos ele sempre foi o embaixador da paixão.

Que reflete sobre a vida e a morte; e se despede como showman que foi, em uma grande celebração.

Pedimos benção e saravá!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cronologia da Vida e da Obra

1913
Nasce, em meio a forte temporal, na madrugada de 19 de outubro, no antigo nº 114 (casa já demolida) da rua Lopes Quintas, no Jardim Botânico, ao lado da chácara de seu avô materno, Antônio Burlamaqui dos Santos Cruz. São seus pais d. Lydia Cruz de Moraes e Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, este, sobrinho do poeta, cronista e folclorista Mello Moraes Filho e neto do historiador Alexandre José de Mello Moraes. Recebe o nome de Marcus Vinitius da Cruz e Mello Moraes (Vinitius, em latim). A poesia foi herdada por parte do pai Clodoaldo, poeta bissexto. E o gosto pela música através de sua mãe, Lydia, pianista amadora.
1916
A família muda-se para a rua Voluntários da Pátria, nº 192, em Botafogo, passando a residir com os avós paternos, d. Maria da Conceição de Mello Moraes e Anthero Pereira da Silva Moraes.
1917
Nova mudança para a rua da Passagem, nº 100, ainda em Botafogo, onde nasce seu irmão Helius. Vinicius e sua irmã Lygia entram para a escola primária Afrânio Peixoto, à rua da Matriz.
1919
Transfere-se para a rua 19 de fevereiro, nº 127.
1920
Mudança para a rua Real Grandeza, nº 130. Primeiras namoradas na escola Afrânio Peixoto. É batizado na maçonaria, por disposição de seu avô materno, cerimônia que lhe causaria grande impressão.
1922
Aos nove anos de idade vai com a irmã Lygia ao cartório na rua São José, centro do Rio, e altera seu nome para Vinicius de Moraes.                                                       Última residência em Botafogo, na rua Voluntários da Pátria, nº 195. Impressão de deslumbramento com a exposição do Centenário da Independência do Brasil e de curiosidade com o levante do Forte de Copacabana, devido a uma bomba que explodiu perto de sua casa. Sua família transfere-se para a Ilha do Governador, na praia de Cocotá, nº 109-A, onde o poeta passa os fins de semana e férias.
1923
Faz sua primeira comunhão na Matriz da rua Voluntários da Pátria.

1924
Inicia o Curso Secundário no Colégio Santo Inácio, na rua São Clemente.
Começa a cantar no coro do colégio, durante a missa de domingo. Liga-se de grande amizade a seus colegas Moacyr Veloso Cardoso de Oliveira e Renato Pompéia da Fonseca Guimarães, este, sobrinho de Raul Pompéia, com os quais escreve o "épico" escolar, em dez cantos, de inspiração camoniana: “Os acadêmicos”.
A partir daí participa sempre das festividades escolares de encerramento do ano letivo, seja cantando, seja atuando nas peças infantis.
1927
Conhece e torna-se amigo dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajós, com os quais começa a compor. Com eles, e alguns colegas do Colégio Santo Inácio, forma um pequeno conjunto musical que atua em festinhas, em casa de famílias conhecidas.
1928
Compõe, com os irmãos Tapajós, "Loura ou morena" e "Canção da noite", que têm grande sucesso popular.
Por essa época, namora invariavelmente todas as amigas de sua irmã Laetitia.
1929
Bacharela-se em Letras, no Santo Inácio. Sua família muda-se da Ilha do Governador para a casa contígua àquela onde nasceu, na rua Lopes Quintas, também já demolida.
1930
Entra para a faculdade de Direito da rua do Catete, sem vocação especial. Defende tese sobre a vinda de d. João VI para o Brasil para ingressar no "Centro Acadêmico de Estudos Jurídicos e Sociais" (CAJU), onde se liga de amizade a Otávio de Faria, San Thiago Dantas, Thiers Martins Moreira, Antônio Galloti, Gilson Amado, Hélio Viana, Américo Jacobina Lacombe, Chermont de Miranda, Almir de Andrade e Plínio Doyle.
1931
Entra para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR).
1933
Forma-se em Direito e termina o Curso de Oficial de Reserva.
Estimulado por Otávio de Faria, publica seu primeiro livro, O caminho para a distância, na Schmidt Editora.
1935
Publica Forma e exegese, com o qual ganha o prêmio Felipe d'Oliveira.


1936
Publica, em separata, o poema "Ariana, a mulher".
Substitui Prudente de Morais Neto, como representante do Ministério da Educação junto à Censura Cinematográfica.
Conhece Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, dos quais se torna amigo.
1938
Publica Novos poemas e é agraciado com a primeira bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford (Magdalen College), para onde parte em agosto do mesmo ano.
Funciona como assistente do programa brasileiro da BBC.
Conhece, em casa de Augusto Frederico Schmidt, o poeta e músico Jayme Ovalle, de quem se torna um dos maiores amigos.
1939
Casa-se por procuração com Beatriz Azevedo de Mello.
Regressa da Inglaterra em fins do mesmo ano, devido à eclosão da II Grande Guerra. Em Lisboa encontra seu amigo Oswald de Andrade com quem viaja para o Brasil.
1940
Nasce sua primeira filha, Susana.
Passa longa temporada em São Paulo, onde se liga de amizade com Mário de Andrade.
1941
Começa a fazer jornalismo em A Manhã, como crítico cinematográfico e a colaborar no Suplemento Literário ao lado de Ribeiro Couto, Manuel Bandeira, Cecília Meireles e Afonso Arinos de Melo Franco, sob a orientação de Múcio Leão e Cassiano Ricardo.
1942
Inicia seu debate sobre cinema silencioso e cinema sonoro, a favor do primeiro, com Ribeiro Couto, e em seguida com a maioria dos escritores brasileiros mais em voga, do qual participam Orson Welles e madame Falconetti.
Nasce seu filho Pedro.
A convite do então prefeito Juscelino Kubitschek, chefia uma caravana de escritores brasileiros a Belo Horizonte, onde se liga de amizade com Otto Lara Rezende, Fernando Sabino, Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos.
Inicia, com seus amigos Rubem Braga e Moacyr Werneck de Castro, a roda literária do Café Vermelhinho, à qual se misturam a maioria dos jovens arquitetos e artistas plásticos da época, como Oscar Niemeyer, Carlos Leão, Afonso Reidy, Jorge Moreira, José Reis, Alfredo Ceschiatti, Santa Rosa, Pancetti, Augusto Rodrigues, Djanira, Bruno Giorgi.
Frequenta, nessa época, as domingueiras em casa de Aníbal Machado.
Conhece e se torna amigo da escritora argentina Maria Rosa Oliver, através da qual conhece Gabriela Mistral.
Faz uma extensa viagem ao Nordeste do Brasil, acompanhando o escritor americano Waldo Frank, a qual muda radicalmente sua visão política, tornando-se um antifacista antifascista  convicto. Na estada em Recife, conhece o poeta João Cabral de Melo Neto, de quem se tornaria, depois, grande amigo.
1943
Publica suas Cinco elegias, em edição mandada fazer por Manuel Bandeira, Aníbal Machado e Otávio de Faria.
Ingressa, por concurso, na carreira diplomática.
1944
Dirige o Suplemento Literário de O Jornal, onde lança, entre outros, Oscar Niemeyer, Pedro Nava, Marcelo Garcia, Francisco de Sá Pires, Carlos Leão e Lúcio Rangel, em colunas assinadas, e publica desenhos de artistas plásticos até então pouco conhecidos, como Carlos Scliar, Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti, Eros (Martim) Gonçalves, Arpad Czenes e Maria Helena Vieira da Silva.
1945
Colabora em vários jornais e revistas, como articulista e crítico de cinema.
Faz amizade com o poeta Pablo Neruda.
Sofre um grave desastre de avião na viagem inaugural do hidro Leonel de Marnier, perto da cidade de Rocha, no Uruguai. Em sua companhia estão Aníbal Machado e Moacir Werneck de Castro.
Faz crônicas diárias para o jornal Diretrizes.
1946
Parte para Los Angeles, como vice-cônsul, em seu primeiro posto diplomático. Ali permanece por cinco anos sem voltar ao Brasil.
Publica em edição de luxo, ilustrada por Carlos Leão, seu livro Poemas sonetos e baladas.
1947
Em Los Angeles, estuda cinema com Orson Welles e Gregg Toland. Lança, com Alex Viany, a revista Film.
1949
João Cabral de Melo Neto tira, em sua prensa manual, em Barcelona, uma edição de cinquenta exemplares de seu poema "Pátria minha".
1950
Viagem ao México para visitar o amigo Pablo Neruda, gravemente enfermo. Ali conhece o pintor David Siqueiros e reencontra seu grande amigo, o pintor Di Cavalcanti.
Morre seu pai.
Retorno ao Brasil.

1951
Casa-se pela segunda vez com Lila Maria Esquerdo e Bôscoli.
Começa a colaborar no jornal Última Hora, a convite de Samuel Wainer, como cronista diário e posteriormente crítico de cinema.
1952
Visita, fotografa e filma, com seus primos, Humberto e José Francheschi, as cidades mineiras que compõem o roteiro do Aleijadinho, com vistas à realização de um filme sobre a vida do escultor, que lhe fora encomendado pelo diretor Alberto Cavalcanti.
É nomeado delegado junto ao festival de Punta Del Leste, fazendo paralelamente a cobertura para o Última Hora. Parte logo depois para a Europa, encarregado de estudar a organização dos festivais de cinema de Cannes, Berlim, Locarno e Veneza, no sentido da realização do Festival de Cinema de São Paulo, dentro das comemorações do IV Centenário da cidade.
Em Paris, conhece seu tradutor francês, Jean Georges Rueff, com quem trabalha, em Estrasburgo, na tradução de suas Cinco elegias.
1953
Nasce sua filha Georgiana.
Colabora no tabloide semanário Flan, de Última Hora, sob direção de Joel Silveira.
Aparece a edição francesa das Cinq élégies, em edição de Pierre Seghers.
Liga-se de amizade com o poeta cubano Nicolás Guillén.
Compõe seu primeiro samba, música e letra, "Quando tu passas por mim".
Faz crônicas diárias para o jornal A Vanguarda, a convite de Joel Silveira.
Parte para Paris como segundo secretário de Embaixada.
1954
Sai a primeira edição de sua Antologia poética. A revista Anhembi publica a peça Orfeu da Conceição, premiada no concurso de teatro do IV Centenário do Estado de São Paulo.
1955
Compões em Paris uma série de canções de câmara com o maestro Cláudio Santoro. Começa a trabalhar para o produtor Sasha Gordine, no roteiro do filme Orfeu negro. No fim do ano vem com ele ao Brasil, por uma curta estada, para conseguir financiamento para a produção da película, o que não consegue, regressando em fins de dezembro a Paris.
1956
Volta ao Brasil em gozo de licença-prêmio.
Nasce sua terceira filha, Luciana.
Colabora no quinzenário Para Todos a convite de seu amigo Jorge Amado, em cujo primeiro número publica o poema "O operário em construção".
Paralelamente aos trabalhos da produção do filme Orfeu negro, tem o ensejo de encenar sua peça Orfeu da Conceição, no Teatro Municipal, que aparece também em edição comemorativa de luxo, ilustrada por Carlos Scliar. Elenco predominantemente de negros. Seria na estreia um acontecimento: a primeira vez que um negro pisava no palco do Teatro Municipal. Orfeu era interpretado por Haroldo Costa; Eurídice era Dirce Paiva; Léa Garcia fazia Mira e Cyro Monteiro era Apolo.
Convida Antonio Carlos Jobim para fazer a música do espetáculo, iniciando com ele a parceria que, logo depois, com a inclusão do cantor e violonista João Gilberto, daria início ao movimento de renovação da música popular brasileira que se convencionou chamar de bossa nova.
Retorna ao posto, em Paris, no fim do ano.
1957
É transferido da Embaixada em Paris para a Delegação do Brasil junto à UNESCO. No fim do ano é removido para Montevidéu, regressando, em trânsito, ao Brasil.
Publica a primeira edição de seu Livro de sonetos, em edição de Livros de Portugal.
1958
Sofre um grave acidente de automóvel. Casa-se com Maria Lúcia Proença. Parte para Montevidéu. Sai o LP Canção do amor demais, de músicas suas com Antonio Carlos Jobim, cantadas por Elizete Cardoso. No disco ouve-se, pela primeira vez, a batida da bossa nova, no violão de João Gilberto, que acompanha a cantora em algumas faixas, entre as quais o samba "Chega de Saudade", considerado o marco inicial do movimento.
1959
Sai o Lp Por toda minha vida, de canções suas com Jobim, pela cantora Lenita Bruno.
O filme Orfeu negro ganha a Palme d'Or do Festival de Cannes e o Oscar, de Hollywood, como melhor filme estrangeiro do ano.
Aparece o seu livro Novos poemas II.
Casa-se sua filha Susana.
1960
Retorna à Secretaria do Estado das Relações Exteriores.
Em novembro, nasce seu neto Paulo.
Sai a segunda edição de sua Antologia poética, pela Editora do Autor; a edição popular da peça Orfeu da Conceição, pela livraria São José; e Recette de femme et autres poèmes, tradução de Jean-Georges Rueff, em edição Seghers, na coleção Autour du Monde.
1961
Começa a compor com Carlos Lyra e Pixinguinha.
Aparece Orfeu negro), em tradução italiana de P.A. Jannini, pela Nuova Academia Editrice, de Milão.
1962
Começa a compor com Baden Powell, dando inicio à série de afrossambas, entre os quais, "Berimbau" e "Canto de Ossanha".
Compõe, com música de Carlos Lyra, as canções de sua comédia-musicada Pobre menina rica.
Em agosto, faz seu primeiro show, de larga repercussão, com Antonio Carlos Jobim e João Gilberto, na boate Au Bon Gourmet, que daria início aos chamados pocket-shows, e onde foram lançados grandes sucessos internacionais como "Garota de Ipanema" e o "Samba da bênção".
Show com Carlos Lyra, na mesma boate, para apresentar Pobre menina rica e onde é lançada a cantora Nara Leão.
Compõe com Ary Barroso as últimas canções do grande compositor popular, entre as quais "Rancho das namoradas".
Aparece a primeira edição de Para viver um grande amor, pela Editora do Autor, livro de crônicas e poemas.
Grava, como cantor, seu disco com a atriz e cantora Odete Lara.
1963
Começa a compor com Edu Lobo.
Casa-se com Nelita Abreu Rocha e parte para um posto em Paris, na delegação do Brasil junto a UNESCO.
1964
Regressa de Paris e colabora com crônicas semanais para a revista Fatos e Fotos, assinando paralelamente crônicas sobre música popular para o Diário Carioca.
Começa a compor com Francis Hime.
Faz show de grande sucesso com o compositor e cantor Dorival Caymmi, na boate Zum-Zum, onde lança o Quarteto em Cy. Do show é feito um LP.
1965
Sai Cordélia e o peregrino, em edição do Serviço de Documentação do Ministério da Educação e Cultura.
Ganha o primeiro e o segundo lugares do I Festival de Música Popular de São Paulo, da TV Record, com canções de parceria com Edu Lobo e Baden Powell.
Parte para Paris e St. Maxime para escrever o roteiro do filme Arrastão, indispondo-se, subsequentemente, com seu diretor, e retirando suas músicas do filme. De Paris voa para Los Angeles a fim de encontrar-se com o parceiro Antonio Carlos Jobim.
Muda-se de Copacabana para o Jardim Botânico, à rua Diamantina, nº 20.
Começa a trabalhar com o diretor Leon Hirszman, do Cinema Novo, no roteiro do filme Garota de Ipanema.
Volta ao show com Caymmi, na boate Zum-Zum.
1966
São feitos documentários sobre o poeta pelas televisões americana, alemã, italiana e francesa, sendo que os dois últimos realizados pelos diretores Gianni Amico e Pierre Kast.
Aparece seu livro de crônicas Para uma menina com uma flor, pela Editora do Autor.
Seu "Samba da bênção", de parceria com Baden Powell, é incluída, em versão do compositor e ator Pierre Barouh, no filme Un homme… une femme, vencedor do Festival de Cannes do mesmo ano.
Participa do júri do mesmo festival.
1967
Aparecem, pela Editora Sabiá, a 6ª edição de sua Antologia poética e a 2ª do Livro de sonetos (aumentada).
É posto à disposição do governo de Minas Gerais no sentido de estudar a realização anual de um Festival de Arte em Ouro Preto, cidade à qual faz frequentes viagens.
Faz parte do júri do Festival de Música Jovem, na Bahia.
Estreia do filme Garota de Ipanema.
1968
Falece sua mãe no dia 25 de fevereiro.
Aparece a primeira edição de sua Obra poética, pela Companhia José Aguilar Editora.
Poemas traduzidos para o italiano por Ungaretti.
1969
É exonerado do Itamaraty.
Casa-se com Cristina Gurjão.
1970
Casa-se com a atriz baiana Gesse Gessy.
Nasce Maria, sua quarta filha.
Início da parceria com Toquinho.
1971
Muda-se para a Bahia.
Viagem para Itália.
1972
Retorna à Itália com Toquinho, onde gravam o LP Per vivere un grande amore.
1973
Publica "A Pablo Neruda".
1974
Trabalha no roteiro, não concretizado, do filme Polichinelo.
1975
Excursiona pela Europa. Grava, com Toquinho, dois discos na Itália.
1976
Escreve as letras de Deus lhe pague, em parceria com Edu Lobo.
Casa-se com Marta Rodrigues Santamaria.

1977
Grava um LP em Paris, com Toquinho.
Show com Tom, Toquinho e Miúcha, no Canecão.
1978
Excursiona pela Europa com Toquinho.
Casa-se com Gilda de Queirós Mattoso, que conhecera em Paris.
1979
Leitura de poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, a convite do líder sindical Luís Inácio da Silva.
Voltando de viagem à Europa, sofre um derrame cerebral no avião. Perdem-se, na ocasião, os originais de Roteiro lírico e sentimental da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
1980
É operado a 17 de abril, para a instalação de um dreno cerebral.
Morre, na manhã de 9 de julho, de edema pulmonar, em sua casa, na Gávea, em companhia de Toquinho e de sua última mulher.
Extraviam-se os originais de seu livro O dever e o haver.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


RECADO AOS COMPOSITORES


– LEIAM ATENTAMENTE  TODOS OS TEXTOS

– PRESTEM BASTANTE ATENÇÃO NAS “RESPOSTAS” DO POETA, ELAS CONTÊM TRECHOS DE MÚSICAS, POEMAS E DEPOIMENTOS IMPORTANTES.

– A SEQUENCIA DO ENREDO SERÁ ESSA:


– ILHA

– POESIA

– PÁTRIA MINHA

– ORFEU DA CONCEIÇÃO

– CINEMA

– BOSSA NOVA

– AFROSSAMBAS

– ARRASTÃO

– TARDE EM ITAPUÃ

– ELA É CARIOCA

– GAROTA DE IPANEMA

– A ARCA DE NOÉ

– PARA VIVER UM GRANDE AMOR

– A NOITE

– O PALCO


CONSULTEM OS LIVROS E ENTREM NA PÁGINA OFICIAL NA INTERNET:

www.viniciusdemoraes.com.br

 


LEIAM SEUS POEMAS, CONTOS, CRÔNICAS E COMPARTILHEM COM SEUS FAMILIARES. DIVULGAR CULTURA É O PRINCIPAL OBJETIVO DESSE CARNAVAL.

RECOMENDO:


PROSA

Menino de ilha

O aprendiz de poesia

Meu Deus, não seja já

Do amor à pátria


POESIAS

Ilha do Governador

O operário em construção

Pátria minha

Receita de mulher


OUÇAM SUAS CANÇÕES, USEM E ABUSEM PARA SE INSPIRAREM.

EU SUGIRO ESPECIALMENTE:


Gente Humilde

O Morro não tem vez

Lamento no Morro

Se todos fossem iguais a você

A Felicidade

Chega de Saudade

Canto de Ossanha

A Tonga da Mironga do Kabuletê

Meu pai Oxalá

Berimbau

Arrastão

Tarde em Itapuã

Garota de Ipanema

Carta ao Tom

A Casa

Aquarela

O Pato

A Arca de Noé

Eu sei que vou te amar

Para viver um grande amor

Soneto de Fidelidade

Marcha da Quarta-Feira de Cinzas

Onde anda você

Samba da benção

Sei lá…a vida tem sempre razão