Arquibancada abraça o samba da Gaviões em desfile sobre Ronaldo

 

 

Quando Ernesto Teixeira começou a cantar o primeiro verso do samba-enredo da Gaviões da Fiel em 2014 e a arquibancada respondeu, ficou clara que aquela seria uma apresentação acima dos anos anteriores. E foi isso o que aconteceu. Com refrãos fáceis e uma bateria que interagiu com o público, a escola, apesar de uma acelerada na evolução, conseguiu fazer uma boa apresentação na madrugada deste domingo, 2, no Sambódromo do Anhembi. Ronaldo, o grande homenageado da festa veio no último carro, cercado por sua família, e levantou todos os setores do Anhembi enquanto passava pela avenida.

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A comissão de frente veio trazendo as paixões que Ronaldo tem desde a infância. As paixões pela bola, pelos aviões e pelo futebol vieram representadas através de pássaros. Além disso, a passagem do jogador pelo Corinthians, seus títulos e premiações na carreira e a capacidade de dar a volta por cima também foram simbolizados pelos pássaros presentes, como o gavião e a fênix. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Bozó e Gi, representou a infância de Ronaldo em Bento Ribeiro. Bozó se transforma em médico-anjo e corteja a paixão do menino. Os guardiões do casal, vestidos de anjos querubins, cortejavam significando a proteção que os seres celestiais dariam a Ronaldo por toda a vida.

No abre-alas da Fiel, um grande gavião dourado trazendo bolas de futebol em suas asas, guiava a infância do Fenômeno, cercado de pipas, lápis, aviõezinhos e protegido pelas mãos do criador. Na sequência do desfile, os locais e times por onde Ronaldo passou são homenageados, como na ala 2, onde a raposa do Cruzeiro foi retratada. A ala das baianas veio de azul e preto, cores da Inter de Milão, terceiro clube europeu defendido por Ronaldo.

Na segunda alegoria, a mudança de Ronaldo para a Europa e os primeiros passos, com algumas dificuldades, no cenário europeu foram lembradas. Nesse setor, a décima ala da escola, nomeada como “Erupção de Gols” merece destaque. Uma ala coreografada, que simulava os gramados e através da movimentação de seus membros, muitos gols saíam no Anhembi. As crianças da Fiel, vestidas de “Vitória” também merecem destaque.

No terceiro carro alegórico, a transformação em Fenômeno e a consagração no cenário mundial foram citadas. A fé de Ronaldo e a devoção à Nossa Senhora Aparecida, presente nas alas 15 e 16, foram retratadas. No fim do setor, a chegada de Ronaldo ao Corinthians é colocada como o “Voo ao Parque São Jorge”.

No quarto carro, a superação do craque e as adversidades as quais ele enfrentou foram citadas. Na alegoria, o mau agouro dos corvos foi colocado abaixo da fênix, que ressurgia das cinzas na figura de Ronaldo, com a taça da Copa do Mundo nas mãos. Na parte de trás do carro, o Mosqueteiro, um dos mascotes do Corinthians, e a bandeira do clube, cercam a fênix.

No último setor da escola, um Ronaldo aposentado foi retratado. Na ala 20, os componentes estavam caracterizados de camiseta, shorts, chinelos e óculos escuros, na ala intitulada como “Pousei e Vou Sentir Saudades”. No fim do desfile, uma bonita homenagem a Ronaldo e sua família. A ala 21, fazia reverências ao artilheiro e sua família, que vinha logo em seguida. A “Riqueza Maior” trazia os tesouros da família do ex-jogador, seus filhos: Ronald, Alexander, Maria Alice e Maria Sophia. Além disso, o sucesso de Ronaldo como empresário foi citado antes do momento mais aguardado do desfile. “O Império R9”, a quinta alegoria da escola, trazendo o maior artilheiro de todas as copas, Ronaldo Fenômeno, para delírio da Fiel Torcida e de todos os presentes no Sambódromo do Anhembi.

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