As homenageadas gostaram. Tom Maior abusa do luxo para celebrar as imperatrizes no Anhembi e sonha com campeãs

tom_maior_desfile2018_-56Já era dia em São Paulo quando a Tom Maior iniciou seu desfile no Sambódromo do Anhembi nas primeiras horas deste sábado de carnaval. Mas engana-se quem aposta que a escola se apresentou de forma cansada ou fria. E não é qualquer uma que consegue agradar às homenageadas da noite, acostumadas ao apuro do luxo. No enredo em homenagem às imperatrizes a Tom se vestiu de classe e elegância, como tantas vezes a Imperatriz Leopoldinense. Uma beleza que encheu os olhos do público como há muito a escola não fazia. Com uma das melhores apresentações da noite, a escola pode sonhar com a sexta das campeãs.

Enredo

tom_maior_desfile2018_-40A escola setorizou o desenvolvimento do tema iniciando com as nobres origens de D. Leopoldina, personagem central do enredo. Em seguido a travessia em direção ao Novo Mundo, o Brasil. A chegada e o cortejo da Baía de Guanabara ao Paço de São Cristóvão estiveram inseridas na apresentação. A mulher que arquitetou a independência e mostrou a força da imperatriz foi o quarto setor do enredo. O desfile foi encerrado lembrando a Zona da Leopoldina, no subúrbio carioca, e as glórias do GRES Imperatriz Leopoldinense.

tom_maior_desfile2018_-7Comissão de Frente

A representação teve D. Leopoldina, a princesa austríaca, saindo de seu palácio em Viena rumo ao novo mundo, para consagrar-se a arquiteta de nossa independência e imortalizada por seus súditos. Tornava-se, então, a Imperatriz do Brasil, e a Imperatriz de nosso carnaval. A comissão de frente da Tom Maior sintetizou este movimento de transformação, resumindo o enredo. Comissão que lembrou os grandes trabalhos de Fábio de Mello na Imperatriz. Uma belíssima indumentária rica em detalhes e os famosos movimentos em diagonal formando desenhos. O grupo interagiu com um elemento alegórico muito bem acabado.

tom_maior_desfile2018_-57Alegorias e Adereços

No carro abre-alas a representação da riqueza da família Habsburgo, origem de D. Leopoldina. O carro dois sintetizou o que foi explanado nas alas do segundo setor, realizando seu encerramento, especialmente no que tange aos sonhos da jovem princesa com a fauna, a flora e os povos do Brasil. O terceiro carro simbolizou a chegada de D. Leopoldina ao Brasil, um momento aguardado com ansiedade e curiosidade pelo povo. O quarto carro alegórico marcou a transição da vida da Imperatriz Leopoldina para sua imortalidade. A quinta e última alegoria simbolizava a apoteose da escola de samba Imperatriz Leopoldinense. Detentora de oito títulos do carnaval carioca, a agremiação orgulhosamente ostenta o nome de D. Leopoldina. Um dos melhores conjuntos da noite. A escola trouxe cinco pede-passagem à frente de seu abre-alas. Os carros estavam luxuosos bem ao feitio das duas imperatrizes.

Bateria

A bateria da Tom Maior, sob o comando de mestre Carlão, representou na avenida um importante personagem da vida da imperatriz D. Lepoldina. D. Pedro I, imperador do Brasil e por quem batia o coração da grande homenageada no desfile.

tom_maior_desfile2018_-42Fantasias

Os figurinos da ala de passistas representaram o romantismo da Imperatriz. Aliaram-se a cor vermelha, símbolo cromático da paixão, ao medalhão cravejado de diamantes que lhe foi presenteado pelo Marquês de Marialva por ocasião do casamento, contendo a fotografia de D. Pedro I. No último setor da escola alguns figurinos remeteram à região do subúrbio de Ramos, como o Cacique, o celeiro de bambas, como Villa-Lobos e Pixinguinha, e a ala de baianas que foi a própria representação da Imperatriz Leopoldinense.

O figurino trouxe representações da coroa símbolo da Rainha de Ramos, bem como as estrelas que representam os bairros que compõem a Zona da Leopoldina. Rosa Magalhães, Arlindo Rodrigues e Fábio de Mello também foram homenageados no setor. Rosa Magalhães e Arlindo Rodrigues assinariam. Os figurinos estavam à feição dos melhores trabalhos da dupla de carnavalescos que criaram o estilo luxuoso consagrado pela Imperatriz Leopoldinense. Reunião de materiais variados e uma grande diversidade de cores. Simplesmente

tom_maior_desfile2018_-51Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Jairo Silva e Simone Gomes representaram a cerimônia de casamento: um sonho de princesa. Materializamram-se as aspirações da jovem princesa em seu imaginário romântico, de um casamento feliz e apaixonante nos dourados salões do palácio de Schobrunn.

Samba, Evolução e Harmonia

O bom samba da Tom Maior teve um rendimento muito satisfatório na passarela do Anhembi. O intérprete Bruno Ribas realizou uma condução bastante firme, apesar de a escola ser a última a desfilar. Não houve nenhuma frieza das alas, muito pelo contrário. A evolução da escola foi um pouco lenta no início do desfile da Tom, o que acabou acarretando um aceleramento no fim.

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