Bastidores dos ensaios e reflexão sobre os desfiles marcam debate ‘O samba e suas performances’

Ainda no primeiro dia do 2º Congresso Nacional do Samba, na tarde deste sábado, o debate ficou por conta de Helena Theodoro, Denise Zenicola, Guilherme José, Ricardo Barbieri, Rosa Claudia e Teresa Cristina e, como mediador Fábio Fabato. O tema abordado foi: “O Samba e suas performances”.

A primeira a se apresentar foi Helena Theodoro, professora e pesquisadora de Cultura Negra e Relações Raciais, que falou sobre a dança do samba de terreiro que retrata as pessoas e histórias da comunidade. A pesquisa resultou na construção do DVD Samba de terreiro. Durante sua apresentação, Manoel Dionísio foi chamado e deu uma sambadinha, arrancando aplausos dos presentes.

Teresa Cristina, historiadora da ciência, foi a segunda e apresentou o estudo sobre as escolas que ensinam os Mestres. A doutora falou sobre a carta do samba de 1962 e ainda citou grandes nomes do carnaval, como Delegado. Cristina também falou sobre a representação dos casais de mestres-salas e portas-bandeiras. O principal foco de seu estudo foi a escola de mestre-sala e porta-bandeira, de Manoel Dionísio.

Denise Zenicola, que é bailarina e coreógrafa, também pediu a participação de mestre Manoel Dionísio. A palestrante propôs a reflexão da performance afrodescendente. Em uma de suas falas, pediu para o público praticar a dança.

Guilherme Faria, graduado em história pela UERJ, fez uma reflexão dos desfiles das escolas de samba de 1960 até o ano 2000. Faria mostrou a importância desses 80 anos e afirmou que as escolas jamais irão morrer. Fechando esse debate, Ricardo Barbieri, que atualmente desenvolve um projeto de pesquisa junto às escolas de samba de Manaus, contou sobre os bastidores dos ensaios na Sapucaí, sobre dirigentes de agremiações que negociam algo para o seu desfile com outras escolas. Citou também o livro que deve ser lançado em dezembro com o título “A Acadêmicos do Dendê quer brilhar na Sapucaí”.