Bate-Papo com casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mangueira, Raphael e Squel

 

 

O carnaval 2014 foi um dos mais movimentados em relação aos casais de mestre-sala e porta-bandeira. Parcerias premiadas foram desfeitas e escolas que não mexiam no quesito havia algum tempo, resolveram mudar. Uma dessas mudanças aconteceu na Estação Primeira de Mangueira. Após o retorno de Marcella Alves para o Salgueiro, a diretoria da Verde e Rosa trouxe Squel Jorgea para formar a dupla com o mestre-sala Raphael, que vai para o seu quinto carnaval como defensor das cores mais tradicionais do carnaval. Em conversa com o site CARNAVALESCO, a nova dupla falou do rápido entrosamento e cumplicidade que adquiriram, além de como está a rotina de ensaios do casal.

Qual é a importância de ensaiar no Sambódromo?

Squel: É a hora de testar tudo aquilo que foi proposto. Além de ser uma excelente oportunidade para ver como está o preparo físico, é um momento de saber controlar a emoção, saber controlar os nervos, observar nossa resistência e sentir o calor do público. Pegar fôlego e ir para o desfile 100%.

Como está o ritmo de ensaios durante a semana?

Raphael: Ensaiamos todos os dias. De segunda a sexta-feira treinamos com os coreógrafos, no sábado aproveitamos os ensaios de quadra e domingo estamos na rua Visconde de Niterói, no ensaio técnico da escola.

Desfilar atrás da comissão de frente ou na frente da bateria?

Raphael: Particularmente, prefiro desfilar na frente da bateria. Aquele lugar tem uma emoção que mexe muito comigo. Lá o ambiente é melhor. Não que na frente da escola não seja, mas, perto da bateria, você fica com a vibração no seu ouvido. É bem mais cativante e bem mais emocionante.

Squel: Eu prefiro desfilar na frente da escola. É mais rápido, mais seguro, mais tranquilo. Ali na frente da escola você não para, não tem os problemas que acontecem quando você vem com a bateria. Inclusive, a bateria tem que parar no módulo e isso faz a gente parar. Fora a quantidade de pessoas que cercam os ritmistas.

O que é mais importante no quesito: a dança, a bandeira no alto ou a forma de cortejar do mestre-sala?

Squel: Graças a Deus, Raphael e eu, não encontramos dificuldades para nos entrosarmos. Desde o inicio, houve uma química e uma cumplicidade muito grande. A harmonia surgiu naturalmente e somou muito o nosso trabalho. O problema acontece quandonão existe essa química, essa harmonia. O casal tem que ter, acima de tudo, cumplicidade.

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