Bate-Papo com casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade, Rogerinho e Lucinha Nobre

 

 

Eles são considerados um dos maiores casais de mestre-sala e porta bandeira do carnaval. Passaram por escolas grandiosas como Unidos da Tijuca e Portela. Após receberem as notas mais baixas da carreira, defendendo as cores da Inocentes de Belford Roxo no último carnaval, Rogerio e Lucinha estão de volta à Mocidade Independente, escola que os projetou. O site CARNAVALESCO conversou com os dois para saber da expectativa da reestreia pela escola de coração e da preparação para o desfile oficial.

Qual a expectativa da volta à Mocidade Independente?

Rogério Rodrigues: A expectativa é muito boa. A gente está bem feliz de voltar para a nossa escola e hoje vamos dar a nossa contribuição de sempre. Vamos mostrar o que a gente tem ensaiado todos os dias e vamos fazer aquilo que sempre fizemos, ou seja, dançar.

Lucinha Nobre: A expectativa é a melhor possível. Não tem como não estar feliz. A gente está voltando pra casa. Estamos dançando com o coração e isso é muito importante. Isso deixa qualquer um feliz. Eu estou muito realizada em poder vir pra cá, justamente nesse momento, e ajudar a escola no que a gente puder.

Qual é a importância de ensaiar no Sambódromo?

Lucinha Nobre: O objetivo do ensaio técnico é ajeitar os últimos detalhes da coreografia, medir o tempo de desfile, ver o que está encaixado, o que está funcionando e saber o que poderemos levar pra Avenida.

Como está o ritmo de ensaios durante a semana?

Rogério Rodrigues: Estamos ensaiando três vezes por semana aqui na Sapucaí. Também estamos trabalhando em Bangu, na quadra, e nos ensaios técnicos em Guilherme da Silveira. Nosso ritmo de trabalho anda intenso, mas tenho certeza que vai dar tudo certo.

Desfilar atrás da comissão de frente ou na frente da bateria?

Lucinha Nobre: Sem dúvidas é muito melhor desfilar junto da comissão de frente, e olha que fui a última a sair de frente da bateria. Desfilar junto com os ritmistas tem uma energia muito boa, mas no profissionalismo que o carnaval vive atualmente, ir dançar junto da comissão é bem mais tranquilo para gente e, principalmente, facilita para a escola realizar um bom trabalho.

O que é mais importante no quesito: a dança, a bandeira no alto ou a forma de cortejar do mestre-sala?

Lucinha Nobre: O mais difícil, no meu caso, é lidar com a emoção. Eu tenho que me cuidar para não chorar. Os outros detalhes a gente resolve com ensaio, mas entrar na Avenida novamente com a Mocidade é de apertar o coração. Vou ter que treinar muito para conseguir segurar as lágrimas.

Rogério Rodrigues: O mais difícil para o mestre-sala é estar sempre focado em cortejar a porta-bandeira. Eu tenho que ficar alerta o tempo todo para preservar a Lucinha e fazer os gestos com a leveza e delicadeza que o quesito pede.

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