Bate-Papo com casal de mestre-sala e porta-bandeira da União da Ilha, Marcinho e Cristiane

 

 

Com a missão de fazer do seu desfile uma grande brincadeira e, finalmente, conquistar uma vaga no desfile das campeãs, a União da Ilha do Governador mexeu em alguns de seus quesitos mais importantes. Com a saída de Bira, a escola promoveu Marcinho ao posto de primeiro mestre-sala da agremiação para fazer dupla com a porta-bandeira Cristiane Caldas. O casal defensor do pavilhão insulano conversou com o site CARNAVALESCO e contou como anda a preparação para buscar as notas máximas e ajudar sua escola a conquistar a tão sonhada vaga no desfile das campeãs.

Qual é a importância de ensaiar no Sambódromo?

Cristiane Caldas: A importância do ensaio técnico é muito grande. Afinal, é fundamental ensaiar aqui no Sambódromo. Dá para a gente sentir a receptividade do público em relação à nossa dança. Dá para medir o tempo de execução da coreografia, a interação com os outros segmentos e, principalmente, o cansaço durante as apresentações no caminhar do ensaio.

Como está o ritmo de ensaios durante a semana?

Marcinho: Estamos ensaiando cinco vezes por semana. Dividimos nossos ensaios em diversos locais. Estamos treinando aqui no Sambódromo, na quadra, no ensaio de rua, onde a gente pode, fazemos um ensaio. Quanto mais vezes ensaiarmos melhor. Só assim conseguiremos nosso objetivo. É muita ralação durante a semana, fora a academia, os treinos de atividade física e tudo mais.

Desfilar atrás da comissão de frente ou na frente da bateria?

Marcinho: É melhor desfilar na frente da escola, logo atrás da comissão de frente. É bem mais tranquilo para a gente desenvolver nosso trabalho. Não tem tanta gente em volta, fica bem mais fácil trabalhar e bem mais técnico. Vir na frente da escola é muito mais sossegado para desenvolver um bom trabalho.

O que é mais importante no quesito: a dança, a bandeira no alto ou a forma de cortejar do mestre-sala?

Cristiane Caldas: A dança, a bandeira no alto, a forma de cortejar do mestre-sala, tudo isso é muito importante. Conduzir o pavilhão pesa e a coreografia tem que ter todos esses elementos para que a gente consiga as notas. Tem que estar aqui dentro de corpo e alma, se não o resultado não vem.

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