Bate-Papo com casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Julinho e Rute

 

 

Desde que começaram a dançar juntos, Julinho e Rute se tornaram um dos mais simpáticos, competentes e premiados casais de mestre-sala e porta-bandeira do carnaval carioca. Com apresentações cheias de vigor e uma energia que impressiona que assiste, os novos defensores do pavilhão azul e amarelo do Borél mostram que estão cheios da gás para ajudar a Unidos da Tijuca a conquistar o quarto título do Grupo Especial. Em conversa com o site CARNAVALESCO, Julinho e Rute deixaram claro que o foco está muito bem ajustado e que a rotina de treinamentos está intensa nesses dias que antecedem a apresentação oficial.

Qual é a importância de ensaiar no Sambódromo?

Julinho: A gente leva o ensaio técnico muito a sério. Por mais que exista uma descontração, por não ser o desfile oficial, a gente faz como se fosse pra valer. Pra gente é muito importante sair daqui com a sensação que o carnaval realmente começou e que o desfile chegou.

Como está o ritmo de ensaios durante a semana?

Julinho: Pra ser sincero, ensaiamos quase todos os dias. Só descansamos domingo. Estamos treinando aqui na Sapucaí de manhã, bem cedinho. É onde fazemos nosso ensaio técnico e tático. Ensaiamos com  a comissão de frente, com o Rodrigo Negri e a Priscilla Mota. Ensaiamos com o Niltinho, que nos auxilia no desfile. Estamos ensaiando o máximo possível. Não pensamos duas vezes em nos doar, para depois não lamentar uma perda de nota e saber que poderia ter feito mais. Agente esta fazendo mais agora e o resto deixamos na mão de Deus.

Desfilar atrás da comissão de frente ou na frente da bateria?

Rute Alves:Hoje em dia tenho a plena certeza de que desfilar na frente da escola é bem mais tranquilo. A gente não tem que depender da bateria para sentir emoção, para se impulsionar.  O sentimento tem que vir de dentro. A gente não tem que esperar emoção do público, na verdade, nós temos passar a emoção para ele e receber, automaticamente, um retorno em troca. Quando me passaram para frente da escola, eu reclamei, chiei, e até chorei. Mas, hoje, não troco por nada poder desfilar na frente da escola. Principalmente, por que perto da bateria é sempre uma confusão danada. Sei que todo mundo precisa trabalhar, mas tem fotógrafo e jornalista que não respeita a escola. Inclusive, já fui empurradapróximo de uma apresentação. É uma confusão maluca.

O que é mais importante no quesito: a dança, a bandeira no alto ou a forma de cortejar do mestre-sala?

Rute Alves: Não vejo complicação dentro do quesito. Tudo se resolve com ensaio. Nós sabemos o que precisa ser feito para conseguir as notas. O que nos resta é ensaiar mais e mais para poder atingir um resultado que nos agrade, agrade o jurado e, assim, conquiste as notas máximas para a agremiação.

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