Bate-Papo com casal de mestre-sala e porta-bandeira do Salgueiro, Sidclei e Marcella Alves

 

 

Diz o ditado que o bom filho sempre volta pra casa, mas no caso do casal de mestre-sala e porta-bandeira do Salgueiro, filha. Marcella Alves está de volta à escola de seu coração. A Vermelha e Branca da Tijuca que já havia repatriado Sidclei no último carnaval, trouxe a premiada dançarina para formar um casal de filhos salgueirenses. Os dois conversaram com o site CARNAVALESCO e mostraram que estão se preparando para fazer um carnaval inesquecível pela agremiação que tanto amam e, com exclusividade, adiantaram que a fantasia do casal representará a “Criação do Mundo” no enredo sobre Gaia, desenvolvido pelos carnavalescos Renato Lage e Márcia Lávia.

Qual é a importância de ensaiar no Sambódromo?

Sidclei: Aqui é o Maracanã. Você passa o tempo todo treinando em outro lugar e vem jogar aqui no Maracanã do samba. Então, é o clima de desfile, de festa e de responsabilidade, tudo misturado. Esse ambiente todo acaba propiciando um bom treino, onde podemos nos aperfeiçoar e fazer um desfile excelente. É acertar os últimos detalhes. É a prova final.

Como está o ritmo de ensaios durante a semana?

Sidclei: A preparação é sempre pesada. São ensaios em vários lugares, quase todos os dias. Passamos pela Marques de Sapucaí, pela Cidade do Samba, pela quadra da escola, tem o treino na academia, enfim. Fazemos uma preparação muito forte para visar o melhor desfile pro Salgueiro.

Desfilar atrás da comissão de frente ou na frente da bateria?

Marcella Alves: Se for falar em emoção, é melhor desfilar na frente da bateria. Se for falar em técnica, e melhor desfilar na cabeça da escola, logo atrás da comissão de frente.Mas para ser sincera, quando se está em sua escola de coração, tanto faz. O importante é ajudar a escola a conquistar as notas máximas.

O que é mais importante no quesito: a dança, a bandeira no alto ou a forma de cortejar do mestre-sala?
 
Sidclei: O entrosamento do casal tem que estar perfeito. Quando o casal está entrosado tudo caminha sozinho e conseguimos fazer o nosso trabalho da melhor maneira possível.

Marcella Alves: Acho que o mais complicado é conseguir transmitir a graça, a leveza e o entrosamento que um bom casal precisa ter. É uma coisa que parece fácil, mas não é.  Esse é o diferencial. Quando se olha de fora parece simples fazer o básico. Mas esse básico, bem feito, é que dá faz a diferença na dança do casal.

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