Bateria conduz desfile da Em Cima da Hora, mas plástica compromete o desfile

Por Geissa Evaristo. Fotos: Magaiver Fernandes

em-cima-da-hora_desfile_2018_09Quinta escola a desfilar pela Série B, nesta terça-feira de carnaval, a Em Cima da Hora apresentou o enredo “A Fascinante Viagem por Uma Cidade em Aquarela” num desfile abaixo do esperado plasticamente, principalmente, para os padrões que a agremiação está acostumada a apresentar na Intendente Magalhães. Destaque para os ritmistas, que deram show na Avenida. Normalmente, vista como candidata ao acesso, a escola teve dificuldades também em harmonia e foi prejudicada por problemas de falhas no carro de som, apesar da bela defesa da obra feita pela dupla de intérpretes Maderson Carvalho e Tem Tem Jr.

Enredo

A agremiação azul e branca de Cavalcanti apresentou o enredo que pretendia dar um passeio pelos vestígios da memória e os registros atuais da cidade do pintor niteroiense Antonio Parreiras, com seus costumes, hábitos, evoluções e transformações como se exposta estivesse na Avenida do samba transformada em galeria de arte. O tema é do carnavalesco Rodrigo Almeida e pode-se perceber que a agremiação encontrou dificuldades financeiras para executar o projeto.

em-cima-da-hora_desfile_2018_15Comissão de Frente

A comissão de frente do coreógrafo Vinny Ramos apresentou a “Dança das Cores”. Com um figurino simples, o grupo representou uma espécie de balé das cores. Uma forma lúdica de encenar a criação das obras do pintor que inspirou o enredo, Antônio Parreiras. Havia uma promessa de que após uma surpresa, uma transformação evidenciaria as suas obras, no entanto, isso não aconteceu. Coreografia simples e correta.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Leonardo Thomé e Amanda Rodrigues em sua bela indumentária representou as obras e as belezas que o pintor Antônio Parreiras, especialista em registrar os belos cenários da cidade, pintava em sua inspiração. A roupa representa o mar. De acordo com a justificativa do enredo, era à beira do mar que muitas de suas obras nasceram. A dupla apresentou uma coreografia tradicional e simples, sem arriscar passos mais ousados. Apresentação sem erros frente a primeira cabine de julgadores.

em-cima-da-hora_desfile_2018_36Alegorias e Fantasias

A agremiação apresentou duas alegorias. O abre-alas intitulado “O teatro e a cia teatral de João Caetano” teve problemas para passar pela passarela de desfiles. Alegoria era larga demais e ocupou toda a extensão da pista. Foi necessário que a equipe da Liesb aumentasse a grade que separa o público da pista para que pudesse passar em segurança. A escola teve o conjunto alegórico menos caprichado até o momento. A cabeça do índio, escultura central da alegoria, estava com problemas de acabamento e isopor à mostra. As fantasias estavam muito bem confeccionadas, mas assim como as alegorias, apresentaram um padrão estético abaixo das demais escolas que já passaram pela passarela da Intendente Magalhães.

Samba-Enredo e Harmonia

Embalados pelos intérpretes Maderson Carvalho e Tem Tem Jr, os componentes deixaram a desejar no canto do samba-enredo dos compositores Serginho Rocco, Gilmafr L. Silva, Wallace Oliveira, Rogério, Orlando Ambrósio, Henrique do Bar, Celinho, Ismael David, Ferreti, Washigton Mota, Michel do Alto e Miguel. Nem no refrão principal a obra explodiu. As falhas constantes no carro de som durante grande parte do desfile ajudaram a prejudicar o quesito harmonia.

em-cima-da-hora_desfile_2018_14Evolução

A Em Cima da Hora evoluiu bem, com as alas soltas e componentes brincando ocupando toda a extensão das laterais da pista, mas faltou garra. A ressalva foi para o buraco que se abriu durante a passagem do abre-alas em frente à primeira cabine de julgadores. Não foi tão extenso, apenas um clarão, mas a escola pode vir a ser penalizada no quesito.

Bateria

A bateria de mestre Gefferson Moura merece destaque especial. Foi dela o papel de levantar o público presente na Intendente Magalhães durante passagem da escola de Cavalcanti.