Bateria da Vila Isabel busca reencontro com suas características

Bateria da Vila Isabel busca reencontro com suas característicasDepois de dois anos tidos como conturbados por integrantes da Suingueira de Noel, a bateria da Azul e Branco parece reencontrar as características que lhe transformaram numa das alas mais respeitadas do Rio de Janeiro. A tradicional batida de caixa e a precisão das marcações deverão ser vistos novamente durante a passagem da escola na Marquês de Sapucaí em 2012. Pelo menos é o que garante Mestre Paulinho, que ao lado do jovem Wallan, comanda o coração da Vila Isabel.
 
Antes de chegar à Vila, Paulinho se notabilizou pela expressiva passagem na Beija-Flor de Nilópolis, onde comandou a bateria durante 12 anos, quase sempre conseguindo ganhar todas as notas dez. Ele falou sobre o resgate das caracaterísticas da bateria da Vila Isabel.
 
– Estou feliz da vida. Estamos conseguindo resgatar o ritmo da Vila Isabel: cadência, marcação precisa, malemolência. Os ritmistas também estão felizes com o início do trabalho. Graças a Deus, o Wallan e eu não tivemos problema nenhum. Está tudo correndo como deve ser. Antes de vir pra cá, as pessoas do mundo do samba me disseram que eu teria problemas com a parte disciplinar da bateria, mas não estou vendo isso. Todos são respeitosos e me tratam bem – concluiu Paulinho.
 
Sem querer entrar no mérito de alguns problemas de relacionamento tidos pelo antecessor – mestre Átila – Paulinho disse confiar na sua forma de liderança. Além disso, usa o conhecimento que tem do ritmo da Vila a seu favor.
 
– As pessoas pensam que ter liderança é mandar. Não é assim. Liderança é ter ciencia de estar comandando um projeto e respeitar as características do lugar onde você chega. No samba não tem o que inventar, mudar batida. Na verdade agradeço muito à diretoria da Vila por ter me colocado na escola. Tenho certeza que, em breve, vocês terão uma agradável surpresa.
 
Em 2012, Paulinho, Wallan e os ritmistas da Vila Isabel tentarão quebrar um tabu de seis carnavais sem conquistar todas as notas máximas dos julgadores. A última vez que isso aconteceu foi no ano de 2005, quando mestre Mug, hoje presidente de honra da bateria, comandava a Suingueira de Noel.