Bateria de mestre Casagrande presta homenagem a Elvis Presley

Por Geissa Evaristo

tijuca_desfile_2017_068Mundialmente denominado como o Rei do Rock e lembrado pela forma extravagante e ousada como dançava e se mexia, Elvis Presley foi o personagem que a Unidos da Tijuca escolheu para ser representado pela bateria Pura Cadência, de mestre Casagrande. Os reis do samba transformam-se em Reis do Rock, mas na batucada, só samba! Garantiu o regente dos ritmistas, ainda na concentração.

– Será uma honra representar Elvis, personagem que marcou época. A escola está feliz, a bateria está tranquila. Será fantástico. Os carnavalescos fazem o figurino, apresentam para a direção da bateria e a gente chega num consenso. Hoje em dia essa prática é importante para garantir que a fantasia não prejudique o desempenho dos meus ritmistas. – explicou Casagrande.

No ano em que a agremiação conta a história da música dos Estados Unidos com o enredo “Música na alma, inspiração de uma nação”, a bateria da amarelo ouro e azul pavão veio bem brasileira. Nada de inserção de outros ritmos na “batucada” da Pura Cadência.

– Tenho o compromisso de tocar samba para as pessoas sambarem. Nada contra a quem insere outros ritmos, mas aqui não terá isso. Somos tradicionais. Uma bateria comprometida com o desfile. A música americana tem outras nuances como o jazz e o blues por exemplo, mas nada disso vai entrar na bateria, sou contra. Acredito inclusive que a bateria da Unidos da Tijuca será a única nesta segunda-feira que tocará apenas samba-enredo adiantou o mestre.

vitor-salermo

Elvis tornou-se ícone da cultura mundial em uma época em que a maioria dos ritmistas da agremiação ainda nem eram nascidos. Mesmo depois de quarenta anos da sua morte, Elvis ainda é um dos artistas com maior número de “hits” nas paradas mundiais. Com apenas 20 anos, Bruna Cruz, ritmista da Pura Cadência aprovou o figurino.

– Nossa fantasia foi feita sob medida e é confortável da cabeça aos pés. Não sabíamos que fantasia seria, mas imaginávamos que fossemos o Michael Jackson. Adorei ser o Elvis. A Tijuca será uma mistura de ritmos e nada mais acertado – disse.

Não menos jovem, Vitor Salermo de 23 anos, tamborim da Tijuca concorda com a parceira de ala.

– Gostei da proposta e principalmente do conforto. Leve, não atrapalha o nosso movimento e desempenho. Fico feliz em representar o Rei do Rock que não representou minha época, mas a época do meu pai. Nós últimos anos os figurinos da Tijuca têm sido sensacionais. Nós ritmistas, agradecemos. É muito melhor desfilar se sentindo bem – opina.

Mesmo jovens, os ritmistas aprovaram o figurino e quarenta anos depois da morte do homenageado.

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