Bateria se destaca no desfile do Império de Casa Verde

 

 

Com a difícil missão de falar sobre sustentabilidade, o Império de Casa Verde foi a penúltima escola a entrar na Avenida, na madrugada deste domingo. A bateria do Tigre, regida por Mestre Zoinho, foi o ponto alto da apresentação, mantendo uma cadência praticamente perfeita durante todo o desfile. A harmonia deixou a desejar, pois algumas alas não cantaram com intensidade o samba-enredo da escola.

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A Comissão de Frente do Império de Casa Verde mostrou a criação do mundo através dos quatro elementos naturais. O Tigre, criador do universo travou uma batalha com a treva. O elemento cênico mostrou-se, em primeiro momento, o planeta Terra em sua plenitude. Na segunda parte da coreografia, o globo terrestre já aparecia com elementos de degradação. Logo atrás da comissão veio a primeira ala da escola. Coreografados, os componentes representavam a dança das engrenagens na revolução industrial.

Em cores metálicas, o carro Abre-Alas lembrou uma enorme metalúrgica com andaimes e ferros espalhados por todo o espaço ocupado pelos trabalhadores. Engrenagens e uma grande chaminé cercavam o tigre, símbolo da escola, todo confeccionado em ferro retorcido para lembrar os metais utilizados pela indústria no início da revolução industrial. Com a fantasia nas cores do universo das águas, o primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Marlon Lamar e Jéssika Barbosa, representou os seres marinhos e toda a vida no fundo do mar. Os guardiões do casal fizeram o papel de defensoras das águas sagradas.

A leveza do fundo do mar foi transportada para a ala das baianas do Império em uma fantasia de tons claros e riqueza de detalhes. O acabamento todo feito em conchas mostrou o capricho da equipe na preparação do figurino. A segunda alegoria mostrou em dois momentos distintos. Nas laterais, a água como fonte da vida. Na parte de trás, jorravam das tubulações esgoto a poluição que agridem o meio ambiente e poluí os rios, fazendo que os animais precisem batalhar pela vida. Peixes com equipamentos de mergulho deram o toque de bom humor a critica.

A bateria “Barcelona do Samba” de Mestre Zoinho lembrou os quatro elementos naturais. Com o figurino dividido em azul, branco, marrom e amarelo, os ritmistas representaram a água, o ar, a terra e o fogo. Os passistas foram o planeta Terra em sua plenitude.

O terceiro carro mostrou como a destruição da terra pode ser prejudicial para o ser humano. Todos os itens que contribuem para o desmatamento estavam bem descritos na alegoria. Troncos de árvores cortados, serras elétricas, carcaças de animais mortos, o chão rachado, nada ficou de fora da reprodução do cenário de horror, incrementado por uma escultura diabólica localizada no centro do carro.

No quarto setor, a escola apresentou os problemas causados pela degradação do ar. Chaminés lançavam simulações de poluição manchando de cinza, o branco do ar puro. Formas psicodélicas deram o tom da decoração do ambiente. Esculturas com máscaras de oxigênio mostravam como o nível de poluição do ar andam críticos atualmente.

A escola aproveitou o encerramento do desfile para dar um grande grito de alerta e mostrar que existem alternativas para que o planeta seja habitado de maneira sustentável. Placas de energia solar, construções modernas, moinhos de energia eólica, bicicletas como alternativa de transporte, reciclagem, todos esses elementos foram lembrados na última alegoria. Crianças vestidas com figurinos feitos de material reciclado cercavam o globo terrestre deixando a certeza que se algo for feito agora, o futuro delas estará garantido.

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