Belas e poderosas, rainhas do Grupo Especial dominam os sambas para o Carnaval de 2016

As rainhas do Grupo Especial são um show a parte e fazem toda diferença à frente dos ritmistas. Donas de corpos esculturais e muito samba no pé, elas são sensação por onde passam. Na festa de lançamento do CD das escolas de samba do Grupo Especial para o Carnaval de 2016, na Cidade do Samba, não foi diferente. A primeira escola a subir no palco foi a Estácio de Sá. Apesar de presente na Cidade do samba a rainha de bateria Luana Bandeira, que vestia um vestido vermelho aveludado e sem brilho, não subiu ao palco para se apresentar junto com a escola. A segunda agremiação a se apresentar foi a Vila Isabel. A presença da sempre simpática rainha Sabrina Sato foi sentida. Quem subiu ao palco foi Dandara Oliveira, musa da agremiação há mais de três anos. O assunto samba no pé é fichinha para ela, afinal, ela foi responsável por “treinar” Sabrina Sato. Cria da comunidade, está com o samba afiado para 2016. 

Assim como Sabrina, Claudia Leite, rainha de bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel não compareceu a festa. Usando um macacão rosa com pedrarias e um generoso decote, Evelyn Bastos, rainha de bateria da Estação Primeira de Mangueira foi a primeira rainha a pisar no palco, e claro, deu um show. Sempre interagindo com Ciganerey, intérprete da Mangueira, Evelyn mostrou porque ganhou o posto de rainha em 2014. – É uma honra retomar as raízes da minha escola. Já vou para o terceiro ano consecutivo à frente da bateria da Mangueira, uma comunidade que sou nascida e criada e tenho todo um carinho, um apreço da comunidade, que é inexplicável. É eletrizante, principalmente porque piso ali por amor. 

Questionada pelo site CARNAVALESCO se rainha de bateria deveria virar ou não quesito obrigatório, a beldade foi taxativa. – Eu acho que todas as escolas de samba colocariam uma mulata do morro à frente da bateria. Acredito que teria um peso muito grande, já que uma pessoa só seria responsável por defender o quesito sozinha, mas com preparação, com samba e o principal, com amor a escola, seria possível sim, e seria a consagração de quem realmente ama o carnaval.

Segunda rainha a subir no palco, Bianca Leão, da União da Ilha, parece ainda se acostumar com o posto. Coroada em agosto de 2015, Bianca tem a missão de substituir Bruna Bruno, que reinou por 11 anos na frente da bateria da escola. Simpática a bela usava um vestido dourado e enquanto sambava, cantarolava o refrão do samba. Com 16 anos, Raphaela Gomes subiu ao palco com a São Clemente vestindo um modelito preto e brilhoso. Ainda menina ocupando um posto desejado por inúmeras mulheres, Rapha, que é filha de Renato Gomes, presidente da Preta e Amarela, cantou com devoção o samba de sua escola de coração.

No início da apresentação da Imperatriz Leopoldinense a presença de Cris Vianna foi sentida, mas, mesmo atrasada devido ao trabalho, Cris correu para Cidade do Samba e conseguiu pegar a apresentação da Verde e Branca. No fim, ela se justificou. – Gente, mil desculpas, fiquei agarrada no trabalho. Mas eu não poderia deixar de vir participar dessa festa tão bonita. Que nós tenhamos um maravilhoso carnaval, com muita alegria, paz, muito amor e menos preconceito! Recentemente, a rainha foi vítima de racismo em suas redes sociais.

Patrícia Nery era só sorriso. Antes da apresentação da Portela, a rainha circulou pela Cidade do Samba tirando fotos e distribuindo simpatia. De vestido branco rendado todo trabalhado em cristais Patrícia sambou e interagiu com cinegrafistas durante a apresentação. Logo em seguida foi a vez de Juliana Alves se apresentar junto com a Unidos da Tijuca. Vestindo um look azul pavão e amarelo ouro, com direito a rabo de pavão, Juliana mostrou a que veio. Com muito samba no pé a morena vibrou muito durante a apresentação. Juliana ainda revelou que não pretende parar de desfilar pela escola do Borel. – Não penso em parar de desfilar pela Tijuca, agora o posto de rainha é algo muito volúvel, então acredito que a rainha que estiver à frente da bateria tem que ter disponibilidade de tempo para fazer jus ao cargo, dar atenção e conseguir somar com a escola. Enquanto eu puder fazer esse trabalho eu ficarei feliz. Amo a Pura Cadência, sou tijucana de coração, mas não sou apegada a cargo ou a postos.

Sobre rainha de bateria virar quesito obrigatório Juliana não é defensora da ideia, pois acredita que a situação esteja satisfatória da maneira atual. Porém, diz que se virasse uma obrigação das escolas e contasse ponto haveria maior contribuição para os resultados, e as escolas se empenhariam em ter a frente de suas baterias pessoas de fato comprometidas. 

Assumindo o posto este ano, Paloma Bernardi esbanjou simpatia e alegria ao subir ao palco com a Grande Rio. Apesar de vestir uma roupa que não valorizou muito seu corpão, a atriz mostrou muito samba no pé e na ponta da língua. Paloma cantou o samba do início ao fim.

A rainha das rainhas, Viviane Araújo subiu ao palco ao lado dos compositores e intérpretes do Salgueiro. De cabelo preso em um rabo de cavalo, e vestindo um look vermelho rendado, Viviane foi ovacionada na Cidade do Samba. A rainha falou ainda da sua paixão pelo Salgueiro e da relação com a escola. – O salgueiro é minha vida. Estar no Salgueiro e a frente da Furiosa é um orgulho, uma honra, é minha paixão. Hoje o Salgueiro é minha família. Sei que não ficarei aqui a vida inteira, tenho 40 anos, 20 de carnaval, vai ter uma hora que deixarei o posto de rainha, mas jamais irei abandonar minha escola.

Finalista do Dança dos Famosos, quadro do Domingão do Faustão, Viviane está suando para conciliar as agendas e revelou que quase não participou da festa realizada nesta terça. – Hoje confesso que quase não vinha, mas o coração falou mais alto, gosto de estar com todas as escolas, encontrar os amigos, é uma confraternização – disse. Ao contrário de suas colegas, Viviane não considera positivo que rainha vire quesito obrigatório nos desfiles. – A rainha é a cereja do bolo. Mas a bateria é que merece todos os méritos.

Última rainha a se apresentar na festa, Raissa Oliveira estava deslumbrante em um vestido dourado. À frente da bateria da Beija-Flor de Nilópolis por 14 anos, a beldade falou da responsabilidade de permanecer tanto tempo no posto e da sua relação com os ritmistas. – É muito gratificante, fico muito feliz por ter sido escolhida pela minha escola, minha comunidade e até hoje permanecer como rainha. Acredito que o carisma e a humildade são os requisitos básicos para permanecer durante tanto tempo. Tendo esses requisitos você conquista o mundo. Sobre minha relação com os ritmistas, é uma relação de pai e filha. Eles me viram crescer. Quando me veem na rua falam: Ó vou contar para sua mãe! Então a minha relação com eles é muito gostosa, totalmente familiar. Quando o assunto é rainha virar quesito, Raíssa diz: E por que não? As rainhas tem a responsabilidade de apresentar a bateria e agraciar o público, nos preparamos e vivemos o carnaval. Acharia legal sim rainha ser um quesito.