Beyoncés arrasam no ensaio técnico da Unidos da Tijuca

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TIJUCA_BEYONCESO domingo foi dia de jogar o cabelo, fazer carão e arrasar no salto. Seria um dia comum, caso estivéssemos falando de uma ala de passistas, mas na penúltima noite de ensaios técnicos na Sapucaí, a Tijuca mostrou que a sandália de prata também pode dividir a passarela do samba com um belo scarpin preto. A escola do Borel é conhecida popularmente como uma escola pop. Abortando a influência do negro para música norte- americana em 2017, o pavão tijucano pretende trazer 150 “Beyoncés” para a Marquês de Sapucaí na segunda-feira de carnaval.

beyonce4Se uma Beyoncé já causa bastante euforia, imagine 150. Mais de 500 inscrições foram realizadas, e, entre inúmeras audições, a Unidos da Tijuca selecionou 150 homens e mulheres que veneram a cantora americana para compor uma das alas mais aguardadas do Carnaval 2017. Mundialmente conhecida, a cantora de “Single Ladies”, “Crazy In Love” e “Run The World” coleciona prêmios importantes dentro da industria fonográfica norte-americana como Grammy e de artista vanguarda.

– Eu conheci a Beyoncé por uma amiga que ficava ouvindo as músicas dela. Um dia, eu ouvi, vi as coreografias e fiquei maluca. A partir daí, comprei outro DVD dela e fiquei mais ainda. Daí pra cá, fiz tatuagem com o nome dela e dormi dois dias na fila, só com a roupa do corpo pra assistir o show dela no Rock In Rio (2013). Beyoncé pra mim é tudo. Ela é a minha inspiração. Eu faço cover, faço show de Drag Queen. E consigo tirar uma graninha com esses eventos – disse, Penélope Knwoles, 21 anos, moradora de Nova Iguaçu.

beyonce3A Beyoncé é em si um grande espetáculo, e por isso, a artista arrasta uma legião de fãs na maioria das turnês. Elogiados pela cantora, os fãs brasileiros se destacam pela afetividade. Assim como Penélope, muitos se arriscam para ficar diminuir a distância entre a “diva” como é carinhosamente chamada.

– Comecei a gostar no Destiny’s Child (Filhas do Destino, antiga girlband da cantora), ouvi Say MY Name na minha vida, minha vida acabou. E até hoje eu estou nessa caminhada com ela. A minha maior loucura com a Beyoncé foi invadir os dois shows dela. Fui furando, pulando e cheguei – conta Everton Silva, dançarino, 20 anos e morador de Campo Grande.

Beyoncé já realizou duas turnês em solos brasileiros, o que para muitos fãs como Everton, é sinônimo de desafio. Outros fãs também já se arriscaram para chegar cada vez mais perto da “diva”.

– Eu fui para o show dela no Rock In Rio (2013) na sexta, e no sábado, eu fui para um workshop com as dançarinas do ballet dela em São Paulo. E domingo, fomos novamente no show dela no estádio do Morumbi. Depois do workshop acabamos mantendo contato com uma das dançarinas dela: Hasyba. E até hoje conversamos via e-mail, Instagram (…) É muito gente boa também – disse William Carvalho, morador de Quatis (interior do Rio).

Ao finalizar, minutos antes do ensaio técnico da Unidos da Tijuca, Rodrigo Figueiredo em sintonia com os amigos de ala, disse: – Maior desafio é atravessar essa avenida de salto e sambando.

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