Bira e Denadir apostam na afinidade para o sucesso na São Clemente

De dez quesitos, o único que os 40 pontos pontos são defendidos por duas pessoas é o de mestre-sala e porta-bandeira. Uma responsabilidade muito grande e que acima de tudo precisa de muito esforço e trabalho para alcançar o desejado, e assim tirar um enorme peso das costas. Defendendo o pavilhão da São Clemente estão Bira, pelo segundo ano consecutivo, e Denadir, estreando na agremiação. A porta-bandeira que já tem 18 anos na função, conversou com o CARNAVALESCO e contou sobre sua chegada a escola:

– O Bira me ligou e me fez o convite, em seguida fui conversar com o presidente (Renato Almeida) e aceitei. Eu já conhecia o Bira, dancei com ele uma vez num show fora do Rio, ainda na ápoca que ele estava na Tijuca e dançava com a minha amiga Lucinha, que não pode comparecer. Depois disso viramos amigos.

Ela ainda contou como estão ocorrendo os ensaios e também frisou que devido o seu dia de trabalho não dá tempo de pensar em malhar:

– Nosso treinamento está bem puxado. Nada que seja dferente de outras escolas. Nosso ensaio particular é segunda e quarta, ensaiando a coreografia e isso dura em torno de 2 horas. E ensaiamos também junto com a comunidade as terças e sextas. Estamos na fase de limpar a coreografia, ou seja, nós montamos, marcamos os passos e depois treinamos ela por completa. Em seguida treinamos as mãos e a reverência. Eu trabalho muito durante o dia, então, quando chego em casa já tenho que pensar no dia seguinte, não tenho tempo de ficar em academia.

Já o mestre-sala Bira, que começou na ala mirim da Mangueira em 1982, contou ao CARNAVALESCO a importância dos ensaios e sobre sua parceira Denadir:

– Ajuda no entrosamento e na afinidade com a escola. Não adianta a gente querer chegar ao maximo se o casal não participar. Eu sempre fiz questão de estar presente na escola por onde eu passei. Quando virar o ano então aí mesmo que ninguém é de ninguém (risos), fica uma loucura. Gosto muito de trabalhar com a Denadir, porque ela é um talento. Vou parar de dançar e vou continuar a assistindo. Ela faz cada coisa que me surpreendi. Ela não se intimida, dança muito.

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