Bomba: Associação estuda possibilidade de não ter desfile em 2012

Em reunião extraordinária realizada da sede na noite desta segunda-feira, na Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro, responsável pelo carnnaval das escolas de samba dos grupos C, D e E, que desfilam na Intendente Magalhães, a direção da entidade mostrou preocupação com o futuro do carnaval das suas agremiações, uma vez que a situação de despejo dos barracões atinge 27, das 40 filiadas à entidade. Além do espaço de barracões, chamado Carandiru, outros locais, como o lugar que abriga algumas agremiações em Campinho, também foram alvos de ações de despejo.

Na próxima quarta-feira, representantes das quarenta agremiações decidirão que atitude tomar em relação ao futuro das escolas. Há possibilidades que ocorra uma manifestação na sede da prefeitura do Rio dentro dos próximos dias, em protesto ao descaso dos os órgãos públicos com as agremiações do grupo de Acesso da Associação.
 
 – Queremos reivindicar atenção às agremiações que levam um público de trinta mil pessoas por dia à Intendente Magalhães. Se a manifestação vier a acontecer queremos que seja de forma justa, honesta, digna e democrática – diz Fernando Leopoldino, vice-presidente da AESCRJ.
 
Ao contrário das seis escolas do Grupo de Acesso ligadas a Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso (Lesga) e da Renascer de Jacarepaguá que serão acomodadas a partir desta terça-feira em um terreno de 6 mil metros quadrados alugado pela prefeitura do Rio, na rua Peter Lund, 30, Caju, Zona Portuária do Rio, quatro agremiações (Unidos de Lucas, Acadêmicos de Vigário Geral, Acadêmicos do Dendê e Boca de Siri) que atualmente possuem seus barracões localizados no Carandiru (terreno da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), na Praça Marechal Hermes 63, no Santo Cristo) terão que deixar o local por conta de ação de reintegração de posse movida pela União, proprietária do terreno, porém sem destino.
 
– Há possibilidades concretas de não termos Carnaval em 2012. Além das quatro agremiações que deverão deixar o Carandiru até amanhã (terça-feira), vinte e três agremiações que possuem seus barracões no Campinho também já receberam ordem de despejo, pois o local não de propriedade das agremiações – disse o vice-presidente da AESCRJ Fernando Leopoldino.
 
A prefeitura do Rio não iniciou esforços para solucionar o problema. Riotur e Cdurp (Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro, empresa responsável pela implantação do projeto Porto Maravilha) não se reuniram com as agremiações para encontrar um terreno com espaço adequado para que as escolas ligadas a AESCRJ, pudessem acomodar os barracões.

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