Brincando de samba-enredo: entradas marcantes

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A brincadeira começou em uma roda de samba lá na Gomes Freire, no Vaca Atolada. Gente da antiga, sambas inesquecíveis, e alguém pediu aquele sambaço de Lucas de 68, Sublime Pergaminho. Ninguém conseguia lembrar o começo, a frase inicial.

Claro que acabamos lembrando e, mais uma vez, o samba foi cantado por todo mundo. A
noite veio chegando, foi dando a hora e cada um foi buscando seu caminho.

Uma turma pequena ficou ali só com um pandeiro e mais nada. Nenhum cavaco por perto. Foi então que começou a brincadeira. Cada um tinha que lembrar um samba que tivesse
uma palavra capaz de fazer todo mundo sair cantando após ouví-la. Mas tinha que ser uma
única palavra.

Para explicar a brincadeira, citei dois clássicos salgueirenses: Chica da Silva e Chico Rei. Chico Rei começa com uma frase inesquecível: "vivia no litoral africano…", certo? Mas se
você cantar só o "vivia" e parar, ninguém vai sair cantando, certo? Já em Chica da Silva basta você cantar: "apesar …" e todo mundo vai embora cantando.

E era assim, a brincadeira. Aí, cada um cantava só a palavra inicial do samba e aguardava que os demais entrassem.

E veio: "Quaaando…", e foi embora "…uma luz divinal…" (Mangueira). E foi assim seguindo: "Bahiia …" (Salgueiro)
"Car-na-val…" (…doce ilusão… Vila);

"Brilhaaando…"(Zaquia Jorge , que perdeu…);

"Reluziiu… "(Beija Flor);

"Sonheeei…" (Vila, CDA);

"Sonhei… "(Uirapuru, da Mocidade), foi a que demorou mais;

"Veeejam…" (Império);

"Caaanto…" (Rapsódia, da Mocidade);

"O-ba-ta´lá…" (Agudás);

"Co-lo-riii…"(Ilha);

"Serááá???…(mangueira 88);

"Viiveu…" (,,,em Vila Rica a cinderela). E aí, querem brincar também?

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