Cabine a cabine de jurados: como foi o desfile da Porto da Pedra

Cabine 1 (por João Santoro)

A comissão de frente soube interagir com o público que ficou todo momento aplaudindo. Uma das escolas que mais interagiu com o público com uma coreografia trazendo diversos palhaços. O casal não teve problema e estava bem sincronizado. Alegorias de fáceis leituras, mas o abre-alas passou apagado na cabine. Fantasias de fáceis leituras e a harmonia da escola bem. Destaque maior para o segundo e terceiro setor da escola. A escola não teve problema de evolução na primeira cabine. O samba rendeu o que se esperava, com o público dos primeiros setores interagindo.

Cabine 2 (por Tatiana Perrota)

A comissão chegou ao segundo módulo com 14 minutos de desfile. O grupo representava uma trupe com grandes palhaços brasileiros conhecidos.
Comandados por Patrick Carvalho arrancaram aplausos do público ao inflar uma grande lona de circo. O jurado do módulo 2 também aplaudiu a apresentação. A coreografia foi de fácil entendimento. A apresentação durou 2 minutos.

Aos 16 minutos de desfile aconteceu a apresentação do primeiro casal. Em uma fantasia belíssima, em tons de rosa e vermelho, o casal, caracterizado de palhaços, com direito a nariz vermelho, estava mantendo um bom desempenho, até a porta-bandeira apresentar desconforto com sua fantasia e tropeçar.

O samba, de letra fácil foi bem cantado. Anderson Paz desenvolveu um ótimo trabalho à frente do carro de som. A parte mais cantada do samba era a que tinha o trecho "Tá certo ou não tá".

Durante a passagem pelo segundo modulo a escola não apresentou problemas em evolução. A escola passou bem organizada com os componentes brincando à vontade.

Com exceção do abre-alas, que passou apagado, todas as alegorias passaram iluminadas, entretanto o carro de número 3 teve um problema com um dos canhões de iluminação bem à frente dos jurados. Ainda no carro 3, havia um grupo coreografado. Todas as alegorias estavam com acabamento perfeito, além de bem coloridos. Em dois carros a escola usou o recurso de telões.

A proposta feita pelo carnavalesco ficou clara nas fantasias. Foi possível entender a história contada. O carnavalesco abusou de criatividades. Destaque para ala das baianas e passistas, além das alas que representavam muito bem as músicas de Carequinha.

As alas passaram de acordo com o roteiro dos desfiles e assim o enredo ficou claro para o público presente.

Cabine 3 (por Thiago Barros)

Uma apresentação praticamente irretocável da Porto da Pedra em frente ao módulo três. Os problemas foram apenas na iluminação do abre-alas e do último carro. De resto, boa passagem da Vermelha e Branca pela cabine de julgadores. O destaque ficou por conta da harmonia e da evolução da escola. O samba funcionou bem, sua comunidade cantou forte e mostrou a alegria necessária para um desfile sobre uma referência do circo nacional. Destaque para as alas 2, 3, 12,16 e 17.

A comissão de frente levantou o público presente com sua apresentação. Destaque para o circo inflável, a reunião de palhaços famosos para homenagear Carequinha e um integrante anão, que mostrou o samba no pé, bom humor e uma ótima atuação. Logo em seguida, veio o casal, no qual o ponto positivo foi José Roberto, com muita leveza, mas com firmeza nos passos. Thais pareceu nervosa, mas foi bem durante a apresentação.

Cabine 4 (por Vitor Rangel)

A divertida comissão de frente da Porto da Pedra chegou à cabine aos 30 minutos de desfile. A apresentação, que durou dois minutos e foi muito bem executada e, ganhou muitos aplausos de público e jurados. Em seguida, foi vez do casal, que não conseguiu repetir o sucesso da primeira atração da escola. A sincronia entre José Roberto e Thais Romi foi comprometida por um aparente nervosismo da porta-bandeira, que trocou mais olhares com a cabine de jurados do que com o seu par, atrapalhando a apresentação em alguns momentos. Além disso, a apresentação foi muito rápida, durando menos de um minuto e meio.

O samba da escola de São Gonçalo rendeu bem na avenida. A maioria absoluta dos componentes acompanhou a boa performance de Anderson Paz e cantou bastante a obra. O destaque negativo ficou por conta da  ala "O Circo Alegre", que não acompanhou o restante da escola nesse ponto. As alas que traziam o canto mais afiado na passagem pelo módulo foram "Deu a Louca na Corrida!", "O Bonde da Alegria", "Patrimônio da Cultura Popular" e "A Alegria está no Céu", além dos componentes da terceira alegoria, "O Palhaço Carequinha no Encanto do Cinema e da TV". A evolução foi outro ponto forte da escola. O ritmo foi bem controlado e as fantasias contribuíram muito para que os componentes pudessem brincar na Sapucaí. Grande destaque para a graciosidade da ala das crianças, "Sapo Cururu" e para o ótimo desempenho da ala "Sherlock de Araque", onde os componentes se divertiam e trocavam a todo momento de lugar dentro da ala sem causar nenhum tipo de desordem.

O único ponto negativo em fantasias e alegorias diante do último módulo ficou por conta do abre-alas da agremiação, "O Mágico Circo do Tigrão", que passou pelos jurados com a iluminação apresentando falhas. A passagem da Porto da Pedra pela cabine terminou aos 49 minutos de desfile.