Camarote do King repete sucesso e público de 2017 volta para o Carnaval 2018

Por Philipe Rabelo

A segunda noite de desfiles da Série A no Camarote do King foi marcada pela fidelidade. Isso mesmo, várias pessoas que estiveram no espaço em 2017 retornaram no carnaval de 2018 e se disseram bem satisfeitos. As mudanças estruturais já chamam a atenção, pois parece que o camarote dobrou de tamanho. Além disso, a qualidade das bebidas também foi muito elogiada, bem como a variedade do cardápio e as atrações disponíveis aos foliões.

king_camarote2018_sabado-4Vinicius Freitas e Diego Antunes foram entrevistados pelo site CARNAVALESCO no ano anterior e esse ano, como estavam de volta ao camarote, puderam opinar sobre a diferença de um ano para o outro. – Apesar do ano anterior ter sido muito bom, era a estreia do King na Avenida. Esse ano a decoração, o atendimento e, principalmente, a qualidade das bebidas aumentou muito – disse Vinicius. Já Diego, além de endossar as considerações, ainda acrescentou um elogio especial para a cerveja premium da Itaipava, que também está disponível no camarote.

E não foram apenas eles. O casal portelense Geova e Edith também voltou. Geova conversou novamente com a nossa reportagem e apresentou mais elogios. – O camarote ficou maior, mais confortável e organizado. Eu reparo em detalhes. Lá em cima, por exemplo, eles trocaram uns bancos por arquibancadas, para que as pessoas consigam assistir aos desfiles com uma visão melhor. Esses detalhes fazem a diferença – contou.

Mas não é apenas de veteranos que o King se vale, pelo contrário, os argentinos Gonzalo Scalerandi e Mariano Albrisi vieram ao carnaval do Rio pela primeira vez e ficaram extasiados com os desfiles. – É uma viagem do sonho para a realidade, é uma experiência única que eu só vi uma vez na vida e tem que ser aproveitada – afirmou. Já Mariano foi categórico em dizer que o camarote é melhor do mundo, assim como o carnaval do Rio. Ele também já manifestou o interesse de voltar no próximo ano.

king_camarote2018_sabado-1As mudanças não aconteceram de um dia para o outro. Lilian Martins, organizadora do camarote, disse que está executando as obras de melhorias desde junho e ressaltou que tudo foi feito pela equipe do King. – Com o aumento das frisas e os banheiros novos, se tornou um outro camarote. Não teve arquiteto, fomos nós que fizemos, minha mãe que decorou – revelou. Ela também explicou que o objetivo da família é proporcionar um camarote que seja cômodo, sem filas para banheiro, comida e bebida. – Não pode ficar com um monte de filas, mas também não pode ser um camarote vazio, as pessoas querem ver gente no carnaval – concluiu.

Já o João King discursou na boate durante o show de Suelem e Serginho e disse que o espaço de dança desse ano é apenas “brincadeirinha”. – No próximo ano o segundo andar inteiro será uma boate e a varanda do terceiro ficará ainda maior – disse. Além dos shows de Suelem e Serginho também tiveram apresentações de Leandro Sapucahy, The Funk!, Grupo Identidade, Chacal do Sax e mais um show do Mister Catra.

Uma curiosidade interessante sobre um dos estandes do camarote é a respeito da hookah, que são bares especializados em narguilés. Nas escadas do segundo para o terceiro andar há um desses chamado Vilão, de origem goiana. Nele o público pode chegar e aproveitar os vários aromas do fumo, como maracujá roxo, melão e melancia, chocobol e explosão de tangerina com menta. A pratica do Narguilé é de origem libanesa.

king_camarote2018_sabado-2Rui Dias é o gerente da hookah e explica o funcionamento. – O narguilé é composto por um fumo que vai dentro de uma peça de cerâmica, que é coberta com papel alumínio. A fumaça passa por um recipiente de água que é responsável por filtrar a nicotina presente no fumo. O objetivo do narguilé é para relaxar, deixar as pessoas mais tranquilas – afirmou.

Por serem aromatizados e por passarem por um filtro de água a fumaça é muito mais leve que a de um cigarro, por exemplo. No entanto, a quantidade de fumaça é significativamente maior e permite que os usuários se divirtam fazendo espécies de desenhos à medida em que vão soltando a fumaça. José Augusto é mangueirense e estreante na Sapucaí. Veio ao camarote e adorou o que viu ao longo da noite, inclusive, aproveitou para experimentar o narguilé. – Nunca fumei nem cigarro, mas a experiência foi bacana. Acho que vou até levar um Narguilé para casa, já que a minha esposa também gostou – brincou.