Cara a cara com Regina Celi: ‘Sou pré-candidata à presidência do Salgueiro’

A presidente do Salgueiro Regina Celi afirmou, em entrevista exclusiva ao ‘Cara a cara’ do site CARNAVALESCO, que vai se candidatar para mais um mandato na escola depois do carnaval. O pleito acontece em abril. Pelo estatuto da vermelha e branca estes serão seus últimos quatro anos. Regina recebeu nossa reportagem no barracão e falou de outros temas polêmicos, como escolha de samba e a sombra de Quinho para o carro de som.

Antes da sua gestão o Salgueiro vivia um momento complicado. O que mudou de lá pra cá?

regina01Regina Celi: “Eu vejo como virtude a união e o trabalho da minha gestão. Eu amo o carnaval. Não vou pro barracão ou para a quadra insatisfeita. Isso ajuda bastante. Fazer carnaval e acima de tudo respeitando cada pessoa que participa dos processos é a nossa grande virtude”.

Apesar da escola estar sempre brigando pelo título ele não vem desde 2009. O que está faltando?

Regina Celi: “Não acho que falte nada. Eu sou uma das 13 agremiações que disputa um campeonato de alto nível. O que digo sempre é que eu não faço desfile para voltar sábado, mas para vencer. Pode pegar todos esses anos à frente do Salgueiro, quais os desfiles que a escola não fez carnaval para brigar? Mas desfile se resove na avenida. Hoje eu falo para você, se fosse por barracão, organização e gestão o Salgueiro seria campeão. Ali, somos julgados”.

O estilo mãe dos salgueirenses já está conquistado. O que você acha do apelido Sinhá?

Regina Celi: “Gosto bastante. Aquela minha roupa de 2015 está guardada. O meu jeito de ser mãe não é uma coisa forçada porque não preciso disso. As pessoas da comunidade me procuram para desabafar. Eu sou comum, estou presidente, mas sou igual a todos. Uma senhora em um ensaio me pediu R$ 280 para comprar uma cama para o neto. Eu dei. O que eu puder fazer eu faço. Quando eu não posso eu sou sincera e digo que não tenho como ajudar”.

regina03Eleição em 2018 vem para mais um mandato? O que falta fazer na escola que você sonha?

Regina Celi: “Sou pré-candidata. Serão meus últimos 4 anos. Eu quero fazer o Salgueiro se transformar em uma casa de shows. Com um palco bonito, um camarim bem estruturado. Eu tenho um grande sonho de fazer um estúdio do Salgueiro dentro da sala da bateria. A gravação dos sambas seria ali. E usar como receita para a escola”.

E a presidência da Liesa. Seu nome é sempre ventilado e o pleito é em maio. Toparia disputar caso o presidente Castanheira não seja candidato?

Regina Celi: “A Liesa está muito bem entregue nas mãos do Jorginho. Minha relação com o carnaval é de amor. Administrar uma escola já é difícil, imagino 13”.

A disputa de samba no Salgueiro sempre gera muita expectativa e polêmica. Acha que um dia mudará o formato e para qual?

Regina Celi: “A democracia é assim mesmo. Quando o samba era escolhido por uma determinação não havia polêmicas. Se todo mundo gostasse do verde o que seria do azul? O que me entristece é que aquele compositor que estava um ano com você, no outro ano está com outro compositor. Eu não cortei um samba, nem escolhi esse ano. Foi a minha diretoria. O nosso samba de 2018 é todo o enredo, uma obra que encaixa, emociona. Quem é mãe e canta o samba sente a maternidade”.

Vamos falar do carro de som. Muitos salgueirenses querem o Quinho, mas o grupo de hoje vem garantindo boas notas e internamente alguns salgueirenses não querem o Quinho. O que você pensa disso tudo?

regina02Regina Celi: “Recentemente fui abordada por um jornalista e dentre todas as perguntas uma foi sobre o Quinho. O que eu disse é que um dia ele pode voltar, não tenho o controle do futuro. Muito se fala que o Quinho é querido, mas dentro da escola tem muita gente que gosta do Bessa também. O Tuninho está aqui dentro desde a escola mirim. Nossa equipe de carro de som não me preocupa. Olhe para o nosso time de apoios. Eu tenho total confiança neles. Eu não tenho nada contra o Quinho, mas ele colocou a escola na justiça naquela época. Como presidente eu tenho que pensar no Salgueiro. Como eu ia manter na escola uma pessoa que acionou a gente na justiça?”.

Você ficou magoada com o Renato Lage?

Regina Celi: “Chateada não. Foi uma saída profissional. Só não acho legal cuspir no prato que comeu. Aqui no Salgueiro não devemos nada ao Renato. Tudo que ele pedia a escola fornecia. Todos os projetos dele aqui dentro foram 100% executados de acordo com o que ele queria”.

Você reformou os banheiros da quadra. Alguma ideia de obra para 2018?

Regina Celi: “Vamos pintar a quadra, reformar os bares. Depois do carnaval fecharemos dois meses. Pelo estatuto só tenho mais uma opção de mandato. Independente de eleição eu preciso pensar na escola. O Alex de Souza está renovado. O restante da equipe vamos aguardar as eleições”.