CARNAVALESCO conta como foi o lançamento do CD das Escolas Mirins do Rio

A AESM-RJ (Associação das Escolas Mirins do Rio de Janeiro) realizou na tarde deste sábado, na quadra da Estácio de Sá, a festa de lançamento do CD para o carnaval 2012. O evento reuniu todas as 16 escolas do grupo,que entoaram seus sambas ao público presente. Antes das apresentações, mestres-sala e porta-bandeiras fizeram suas respectivas danças, entregando o pavilhão aos diretores da AESM-RJ para serem guardados. Depois, foi apresentado o casal da Associação da mirim, Jefinho e Edna, e logo em seguida, Thiago Inácio cantou o hino da Associação. Quatro escolas reeditaram sambas: Mel do Futuro (Imperatriz 1999), Filhos da Águia (Portela 2008), Ainda existem crianças na Vila Kennedy (Portela 1971) e Mangueira do Amanhã (Mangueira 1998). Durante o evento, também foi apresentada a corte real mirim, formada por Jéssica Dias (2º princesa), Andressa Regina (1º princesa), Yasmin Oliveira (Rainha do carnaval) e David de Souza (Rei Momo).

O presidente da AESM-RJ, Edson Marinho, conversou com o CARNAVALESCO e falou sobre a suposta mudança de data dos desfiles das escolas mirins e também do público que acompanha no Sambódromo:

– As especulações são muitas, porém o carnaval da mirim vai, sim, continuar nas sextas. São 29 anos as crianças abrindo o carnaval e elas merecem todo o respeito. Em um seminário, recentemente, o presidente da Liga, Jorge Castanheira, falou que o público da mirim chega a ser maior do que especial. Estamos aqui fazendo um trabalho digno para as crianças.

Ele também falou sobre os obstáculos que vivenciam e do seu grande sonho:

– As dificuldades existem sempre no carnaval. O nosso maior é o financeiro. Já melhorou, mas ainda não está na nossa realidade. Esse ano o prefeito aumentou a nossa verba, mas ficamos oito anos sem aumento. Para fazermos um carnaval digno, temos que ter de 100 a 125 mil reais. Ano passado, recebemos R$ 25 mil. Às vezes, não precisamos do dinheiro, mas se tivéssemos doações de tecido, cola e sapatilha melhoraria. O meu sonho é ver todo mundo calçado na Avenida. Tem escola muito pobre e tem escolas que têm a escola-mãe por trás. Isso é um investimento para eles.

O presidente finalizou dizendo sobre as escolas que estavam no Carandiru:

– A prefeitura arrumou um espaço debaixo do viaduto que fica no Catumbi. É um espaço legal, que dá para fazermos algumas coisas. Ali ficarão cinco escolas. Estamos pleiteando o “Planeta do Samba Mirim”, que seria um local para as escolas mirins. Estamos vendo um local.

Jeferson Rocha, presidente da Inocentes da Caprichosos, falou da dificuldade que é montar um carnaval das escolas mirins:

– O carnaval das crianças é montado com muita dificuldade, porque a gente trabalha da metade do ano em diante, porém é com muito carinho e dedicação de todos os componentes e diretoria. Com tudo isso, a gente consegue fazer um carnaval bacana.

Pedro Farias, presidente da Filhos da Águia, falou sobre a ajuda que a Portela dá a sua escola mirim:

– A Portela, como toda escola-mãe, ajuda como pode. Esse ano, a gente ainda teve o problema que o carnaval da Portela queimou. E ainda não temos quadra, nem barracão. Estamos lutando com muita garra e vamos fazer um belo carnaval.

Camila Soares, presidente da Pimpolhos da Grande Rio, contou sobre como é a formação e a pensamento do carnaval:

– A Grande Rio ajuda muito na Pimpolho. Ela ajuda, mas não se coloca como dona. Ela incentiva a mirim a andar com as próprias pernas. Nós entendemos que somos uma ferramenta de educação mais do que simplesmente do momento de alegria. Trabalhamos vários projetos e levamos para Avenida enredos educativos.

Marilene Monteiro, presidente do Corações unidos do CIEP, falou da dificuldade de uma escola em não ter um escola-mãe por trás:

– Vontade, muito respeito por criança e compromisso com a educação muito grande. É uma escola que samba. Usamos o samba para aprender. Nós trabalhamos o carnaval na sala de aula. São 2700 crianças. Elas fazem o carnaval na sala de aula e nós levamos para a Avenida.

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