Casal de mestre-sala e porta-bandeira da Imperatriz é o destaque do ensaio técnico

 

 

Não chegou a ser uma bola fora, mas também passou longe de ser um golaço. Com um refrão que até fez a “arquibancada cantar junto”, mas apresentando falhas em pequenas harmonia e alguns problemas em evolução, a Imperatriz Leopoldinense ainda precisa de alguns ajustes para o desfile oficial. O ponto alto ficou com a excelente apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Teodoro.

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Wagner Araújo, diretor de carnaval, analisou o ensaio técnico. – Infelizmente a gente não tem uma impressão geral porque viemos na frente da escola. Então analisamos ali no final, quando a gente está tirando a escola, a reação do componente. Como temos apenas o carro de som como base, a gente olha em especial para aquele componente que vem longe do som. Se ele está cantando, evoluindo. E a impressão que eu tive é que todo mundo cantou, evoluiu e se divertiu que é o mais importante. Acho que o ensaio foi bom para a escola, foi útil. As camisas, todas iguais, ajuda a harmonia a não perder o foco. Então acho que o ensaio foi muito produtivo – explicou o diretor.

* VEJA AQUI: LUIS CARLOS MAGALHÃES ANALISA O ENSAIO

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Começando seu ensaio com uma hora de atraso, e debaixo de uma leve garoa, a verde e branco de Ramos esquentou as arquibancadas com seu clássico “Liberdade, Liberdade, abre as asas sobre nós”. A essa altura, Zico, o homenageado da escola em 2014, já estava acompanhando a Imperatriz, causando alvoroço na pista do Sambódromo.

Mestre Noca analisou o desempenho da bateria. – A emoção foi total. Acho que até o dia está tudo no lugar. A alegria deles correspondeu a expectativa do público. Foi muito bom – disse.

Comissão de Frente

A comissão de frente, infelizmente, não apresentou ao público qualquer parte de sua coreografia para o desfile oficial, com seus membros se limitando a “brincar” e marcar alguns passos, tendo a participação inclusive de sua nova coreógrafa Débora Colker. Uma pena que o público presente não teve a oportunidade de assistir nada do talento da coreógrafa e seus comandados.

– Após oito anos afastada do carnaval, volto a uma comissão de frente com a missão e a responsabilidade de homenagear Zico. Isso é coisa de craque e só há uma chance de fazer o gol. Tô aqui pra arrebentar. O público só vai saber no dia 3 de março o que representaremos. A comissão é toda formada por homens entre bailarinos e pessoas comuns, todos misturados. Carnaval é uma ópera em movimento – disse a coreógrafa.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O grande destaque do ensaio. Phelipe Lemos usando uma coroa de Rei, camisa do Flamengo por baixo do paletó e uma espécie de chuteira, juntamente com Rafaela Teodoro, que estava muito bem trajada, fizeram uma apresentação perfeita, com muita sincronia, leveza e cumplicidade. O entendimento acontecia no simples toque e na sutileza do olhar. A técnica se une à ousadia e à criatividade de ambos. Com muito gingado e uma belíssima coreografia exibida ao lado de Phelipe Lemos, Rafaela Theodoro se destacou no ensaio da Imperatriz Leopoldinense e foi presenteada com um kit da D'Samba. "Estou muito emocionada", disse ela ao fim da apresentação. – Estou muito feliz com esse prêmio. O ensaio técnico é algo super importante. Queria agradecer  muito por hoje, primeiramente a Deus, ao meu presidente, e a torcida, que ficou o tempo todo gritando mandando boas vibrações pra gente. Só quem está comigo no dia a dia sabe a importância deste ensaio – finalizou.

Evolução

O fato de todas as alas apresentarem camisas iguais dificultou demais o trabalho da direção da escola. O alinhamento das alas era difícil e muitas vezes elas se misturavam. Houve também algum descompasso no andamento da escola, muito por conta do início, mais lento, com Comissão de Frente (que mesmo sem apresentar qualquer coreografia, parava em frente aos módulos de jurados), Mestre-Sala e Porta-Bandeira e duas alas coreografadas em sequência. Outro problema foi a presença de Zico à frente da bateria, pois muitos componentes paravam para observar e até mesmo tirar fotos com o ídolo rubro-negro.

Harmonia

A maioria das alas cantou com empolgação o samba e outras deixaram a desejar. Não foi homogênea a harmonida da escola. Além disso, muitas alas passavam cantando os refrões a plenos pulmões, mas diminuíam a intensidade do canto no restante do samba, que com seu refrão principal, levantava alguns setores das arquibancadas, principalmente aqueles onde as torcidas organizadas da Imperatriz estavam presentes. A volta de Preto Jóia ao carro de som merece ser destacada.

A escola de Ramos ensaiou em 82 minutos, fato preocupante, já que esse é o tempo máximo por regulamento para o desfile oficial, lembrando que no ensaio não há a participação de qualquer alegoria. A escola será a quarta a desfilar na segunda-feira de carnaval com o enredo: “Arthur X – O reino do galinho de ouro na corte da Imperatriz”, do carnavalesco Cahe Rodrigues.

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