Casal de mestre-sala e porta-bandeira da Vila Isabel trabalha forte

Pelo quinto ano consecutivo, Ruth e Julinho, serão os responsáveis por levar o pavilhão da Vila Isabel em 2012. Eles, que participam do ensaio tanto na quarta quanto no sábado, ainda ensaiam durante os outros dias da semana, tudo isso visando à nota máxima do quesito no desfile. A porta-bandeira, que vai para o seu nono carnaval, na agremiação falou sobre a preparação do casal e sobre os ensaios:

– A gente corre no Maracanã às segundas, quartas e sextas. Eu brinco com o Julinho que ele é meu personal trainer, por ele ser professor de educação física. Em dezembro, vamos começar os ensaios com o Misallidis (coreógrafo da comissão de frente) para começar a montar a coreografia para os jurados. E ainda temos que pegar condicionamento e resistência para fazer nossa dança na Avenida.

Já o mestre-sala Julinho, que está na agremiação desde 2008, falou como ficam corridos os ensaios com a proximidade do carnaval e o que fazer para buscar os 50 pontos que a escola tanto precisa:

– Faltando dois meses para o carnaval, a gente intensifica. Algumas vezes ensaiamos duas vezes no mesmo dia. Ensaiamos com a comissão de frente, tem o ensaio tático na Marquês de Sapucaí (madrugada) e também aqui na quadra. A gente sempre procura melhorar, independente das notas, sempre procuramos algo diferente, mas sem perder as características da dança.

A roupa sempre é uma preocupação para os casais de mestre-sala e porta-bandeira. Além disso, a escola pode entrar na Avenida já com o sol raiando. Ruth falou do figurino e afirmou não estar preocupado com a possibilidade de desfilar já de manhã:

– A Rosa Magalhães é muito carinhosa com a gente. No último carnaval, o Wilsinho mostrou para ela como foram as nossas roupas dos outros carnavais. Ela já contou para a gente do figurino, porém não vimos ainda, mas sabemos que está leve e também o que vai representar. É muito difícil não ter algum tipo de incômodo, mas temos a liberdade de falar e tentar mudar alguma coisa. Nunca mudamos a ideia e a concepção que a carnavalesca criou. Em se tratando da Rosa, não tenho que me preocupar com sol ou chuva.

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