Casal tijucano estreia com expectativa de notas máximas

Por Diogo Cesar Sampaio

Estreando com o pavilhão tijucano, o mestre-sala Alex Marcelino e a porta-bandeira Jack Pessanha conversaram com o site CARNAVALESCO sobre o trabalho da dupla para o carnaval de 2018 e a chegada à escola do morro do Borel.

tijuca_ensaio1801_-45-Não vou mentir que está sendo um frio na barriga de verdade. Mas garças a Deus, com a minha experiência, eu estou bem focada nos ensaios, na minha nova parceria com Alex. Então, já deu tudo certo – assegurou Jack.

– A Tijuca é uma escola muito forte. Todo trabalho é novo, a gente tem que estar preparado. A Jack e eu temos feito uns trabalhos intensos para defender o pavilhão da Tijuca e obter as notas. A Jack é uma pessoa que eu já conhecia lá atrás, mas eu não tinha essa proximidade, que está se tornando uma amizade muito boa. E graças a Deus, por isso, as coisas estão fluindo mais fáceis. Dessa forma, a gente consegue dividir esse peso para obter as notas máximas no desfile da Tijuca – afirmou Alex Marcelino.

Quando o mestre-sala é indagado sobre sua saída da Portela, após a conquista do título do ano passado, ele é sucinto. Afirma não existir qualquer tipo de mágoa com a azul e branca de Madureira.

– Minha saída da Portela foi tranquila. Não guardei mágoas, como diz a Jack, terror nenhum – garantiu Alex.

tijuca_ensaio1801_-42Perguntados como se deu o encontro eles, para formarem o primeiro casal da Tijuca, eles afirmam ter sido indicação de terceiros.

– Seu Fernando (Horta, presidente da escola) com a indicação de outras pessoas. Meu nome foi citado, e aí teve a conversa, e aconteceu – resumiu Alex.

– É isso aí. Eu, na verdade, fui contratada primeiro. Eu estava naquela de procurar um mestre-sala e tal, até vir a indicação do Alex e graças a Deus fechar a parceria – afirmou Jack.

Sobre a polêmica relação da dança tradicional com as coreografias de mestre-sala e porta-bandeira, o casal defendeu que é preciso haver um casamento entre ambos os estilos. Porém, na opinião dos dois, deve se sobressair o clássico na apresentação.

– A dança do casal de mestre-sala e porta bandeira é uma cumplicidade. Acho que a gente atualizar a dança com um pingo de coreografia, junto com a dança tradicional, para mim é o que há. Porque não adianta a gente só fazer a dança tradicional, e os jurados pedirem algo que envolva dentro do samba. Unir a dança tradicional com um pouquinho de coreografia é excelente – defendeu Jack Pessanha.

tijuca_final2018_-72– Eu sempre fui adepto da dança tradicional, mas hoje a gente tem que botar aquele pouquinho de coreografia. É aquele algo a mais que é pedido. Porém, sem fugir do tradicional. E pra mim o peso maior, é a gente unir essas duas coisas – declarou Alex.

A dupla também revelou quem são suas inspirações e referências no mundo do carnaval, entre os outros casais de mestre-sala e porta bandeira, na ativa ou não.

– Infelizmente, a minha inspiração está lá no andar de cima, que é o mestre Peninha. Ele, pra mim, foi e é o cara. Tipo, uma outra pessoa que não está com a gente no Especial, mas que para mim é um exemplo nota 10 é o Julinho, hoje mestre-sala da Viradouro – revelou Alex.

– Minha referência, desde pequenininha, lógico e óbvio é a Priscila Rosa, que vem a ser minha madrinha, que hoje não é mais porta-bandeira. Das de hoje, eu gosto muito, sou muito fã, da Denadir. Aí vem Lucinha Nobre, Marcella Alves, que é uma referência minha no Salgueiro. Todas muito boas, mas para mim a Denadir está no meu top 3 – finalizou Jack.