Castanheira garante que contracanto da Vila não configura quebra harmônica

Na noite desta quarta-feira, na sede da Liga Independente das Escolas de Samba, Centro do Rio, aconteceu o segundo dia do curso de jurados do Grupo Especial, oferecido pela entidade aos 40 nomes que terão a responsabilidade de julgar as 13 escolas que desfilarão na Marquês de Sapucaí no domingo e na segunda de carnaval. Os quesitos em pauta foram harmonia, evolução e samba-enredo, e o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, aproveitou para garantir que a forma usada pela Unidos de Vila Isabel para interpretar o contracanto presente em seu samba não configura quebra harmônica.
 
Castanheira ressaltou que o tema foi debatido durante a plenária com os julgadores e comparou com o artifício usado pela Mangueira no carnaval passado.
 
– De forma nenhuma é quebra harmônica. Isso foi passado aos julgadores de harmonia. O puxador pode parar de cantar o samba a hora que bem entender se os componentes continuarem cantando. A Mangueira já fez isso no ano passado, com a sua paradona, e a interpretação não pode ser diferente – garantiu o dirigente.
 
No ensaio técnico na Marquês de Sapucaí, realizado pela Azul e Branco no último domingo, os intérpretes do carro de som cantavam a primeira expressão do verso que contém o contracanto e os componentes completavam o verso. Em entrevista concedida a Radio Tupi, no próprio domingo, o presidente da escola, Wilsinho Alves, já havia garantido que o artifício não configuraria quebra harmônica.

Troca no Júri

Outra informação divulgada na noite desta quarta-feira é a saída do corpo de julgadores do maestro Jésus Figueiredo. Ele esteve presente na plenária desta quarta apenas para informar ao presidente da Liesa que precisará passar por uma intervenção cirúrgica. Logo, não poderá participar do julgamento. Jorge Luis Castanheira disse que já está analisando outros currículos e que até a próxima semana a entidade irá divulgar o novo nome. Jésus Figueiredo julgaria o quesito harmonia.