Chiquinho da Mangueira lamenta falhas em bateria e comissão de frente e vai esperar justificativas

mangueira_desfile_2018_05A Mangueira emplacou em 2018 seu terceiro desfile seguido sob a batuta de Leandro Vieira. Novamente, a escola regressou ao desfile das campeãs. Desde 2011 a escola não conseguia uma sequência de três voltas ao sábado. Mesmo assim, o presidente da Mangueira, Francisco de Carvalho, acredita que o desfile apresentado era para ser campeão, não fossem falhas em bateria e comissão de frente, que afastaram a escola da sua 20ª conquista.

– Eu acho que valeu muito o nosso desfile. A Mangueira fez um belíssimo carnaval e deu um recado que o povo gostaria de dar. Um momento histórico para o carnaval. A disputa foi acirradíssima. Respeito o resultado apesar de não concordar. Mas que fizemos um carnaval muito competitivo e saímos da avenida aclamados isso é um fato. Esse ano perdemos um vice, pois não fomos bem em dois quesitos. Se tivéssemos ido bem em um dos dois. Por enquanto, não iremos mudar e esperaremos a abertura das justificativas – avisa.

Chiquinho evita comparar as críticas feitas pela Mangueira com as da Beija-Flor, que acabou levando o campeonato. O presidente da verde e rosa afirma que sequer viu o desfile da campeã de 2018 e comemora a volta de enredos críticos ao carnaval.

mangueira_desfile_2018_04– Não assisti à Beija-Flor. Foi uma ótima surpresa para bem do carnaval o Tuiuti também. Depende do momento a abordagem crítica. Acho que ano que vem pode ser igual ou pode ser diferente. Nós fizemos um enredo em resposta à falta de consideração de um prefeito da cidade que tem o maior espetáculo do mundo e o fato dele desvalorizar esse espetáculo de uma maneira arrogante. Nos avisou no final de agosto que iria nos cortar a verba, quando as escolas já haviam preparado seus planejamentos – destacou.

O presidente da Mangueira deixará a escola após o carnaval de 2019, quando concluirá seu segundo mandato na verde e rosa. Chiquinho prefere evitar falar em política agora, mas comemora feitos de uma gestão que vem devolvendo a Mangueira ao seu lugar de destaque.

– É cedo ainda para falar em política. É muito ruim por conta da retomada que a Mangueira vem fazendo. O título maior da escola é essa volta de nossa credibilidade e competitividade. Já foram pagos quase R$ 9 milhões dos R$ 14 milhões de dívidas que encontramos. A escola está enxugada e se organizando – afirma.