Com abre-alas luxuoso e requintado, Imperatriz retorna ao clássico

Por Gabriel Leal

imperatrizA Imperatriz Leopoldinense homenageou os 200 anos do Museu Nacional, para isso a escola preparou um retorno à estética clássica que a consagrou. A Verde e Branca não ficou devendo nada para os áureos anos 90 e caprichou no requinte. O abre-alas da escola trazia a fachada do Museu Nacional e tinha tanto a lateral, quanto a parte traseira completamente trabalhada em tons dourados. Para trazer essa atmosfera de realeza a inspiração veio nada mais nada menos que o Palácio de Versalhes, um dos mais tradicionais castelos do mundo.

Conhecida por ser certinha, a Imperatriz não economizou nos detalhes da alegoria e também na segurança.

– O processo foi trabalhoso tivemos dificuldade em transportar. Esse ano a coroa é hidráulica. Todas as medidas de segurança foram tomadas, foi tudo bem feito. Daqui a pouco o motorista vai fazer o teste do bafômetro pra poder conduzir as alegorias – disse Fábio Martins, 41, diretor de alegorias.

O tom clássico e tradicional do desfile gresilense permeou não só as alegorias, como a comissão de frente. A coreógrafa Cláudia Motta trouxe os eternos defensores do pavilhão de Ramos Chiquinho e Maria Helena e dispensou o elemento cenográfico. Se o abre-alas prezava pelo requinte o segundo carro “Santuário de ossos” trouxe ousadia e uma coreografia sensual na parte frontal da alegoria.

– A gente traz todo o espírito da ancestralidade. Vai ser uma coreografia bem sensual. É interessante estar na ala e sentir o calor do chão. Mas fazendo uma coreografia ensaiada a gente tem uma responsabilidade – ponderou o bailarino Felipe Ferreira, de 27 anos.