Com enredo difícil, Santa Cruz faz desfile mediano na Sapucaí

 

 

 

O criticado enredo da Acadêmicos do Santa Cruz sobre a cidade de Jundiaí se confirmou como uma má escolha para a agremiação da Zona Oeste. Com desenvolvimento de difícil compreensão, a escola realizou um desfile morno que, apesar de não ter sofrido com altos e baixos, passou de forma burocrática pela Marquês de Sapucaí na madrugada de domingo. Muitas fantasias precisaram de letreiros para serem entendidas, o canto da escola não foi dos melhores e a Comissão de Frente não conseguiu passar sua mensagem com clareza. De positivo, a evolução da escola, que foi correta. Não chegou a ser uma apresentação que corra riscos de rebaixamento, mas passou longe de ameaçar as primeiras colocadas.

* VEJA A GALERIA DE FOTOS DO DESFILE

O enredo "Do toque do Criador à Cidade Mais Saudável do Brasil. Jundiaí, uma Referência Nacional" não foi bem desenvolvido pela comissão de carnaval da Verde e Branco. A confusão já começava com o significado da Comissão de Frente, que tentou representar a inspiração de Deus para criar a cidade. Muitas fantasias também continham letreiros e sem eles seria muito difícil identificar o significado delas. O último setor ainda teve alas com significados distantes uns dos outros, como "A Festa da Uva", "Paulista de Jundiaí", "Castelo das Águas Serra do Japi" e "Parque Industrial".

* CONFIRA A ANÁLISE CABINE A CABINE

Comissão de Frente e Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A Comissão de Frente comandada por Carlos Muvuca chamava a atenção pelas roupas coloridas que os componentes vestiam. Mas parava por aí. A intenção de representar a criação de Jundiaí por Deus não foi bem sucedida. A coreografia era muito simples, sem momentos de explosão e não passava qualquer mensagem, tornando a compreensão complicada. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Robson e Ana Paula, com a fantasia "Toque mágico do Criador", executou sua coreografia com correção, mas a porta-bandeira tem sua forma de conduzir o pavilhão segurando no mastro e em parte da bandeira, o que não permite que ela fique esticada durante suas apresentações.

Harmonia

Muitos componentes não sabiam cantar o samba, especialmente no segundo setor. As alas "O Ciclo da Cana de Açúcar" e "Os Barões do Café" passaram com quase todos seus componentes calados. No terceiro setor, a ala "Espantalhos" se destacou pela vibração. No último setor houve melhora na harmonia, com mais componentes entoando o samba que foi bem interpretado por Paulinho Mocidade, mas não funcionou bem esbarrando nas próprias limitações que o enredo impôs aos compositores.

Evolução

A Evolução da Santa Cruz foi correta até o fim do desfile, mas a bateria não parou para se apresentar no último módulo de jurados e a agremiação encerrou seu desfile em 55 minutos, limite estipulado para as escolas, o que causou muita comemoração entre os diretores da escola na dispersão.

Fantasias

As fantasias foram outro problema da Verde e Branco da Zona Oeste. Com figurinos de difícil compreensão, a comissão de carnaval recorreu aos letreiros para facilitar o entendimento de grande parte das alas. Além disso, elas eram esteticamente pobres. No segundo setor, as fantasias sobre cana-de-açúcar e café deixaram a desejar. A ala dos imigrantes japoneses, no terceiro setor, foi uma das poucas que se salvou.

Alegorias

O Abre-Alas da Santa Cruz, "Paraíso Abençoado do Criador", foi simples, sem imponência. As outras três alegorias, "A Caminho do Progresso", "Vida Saudável: Circuito das Frutas" e "Graças a Mim Também o Brasil Tornou-se Grande" tinham pequenos problemas de acabamento.

Comente: