Com enredo sobre mestres-sala e portas-bandeira, Porto da Pedra tem comissão de frente como destaque

 

 

 

A Porto da Pedra mostrou força nesta sexta-feira, na Marquês de Sapucaí, com o enredo em homenagem aos casais de mestres-sala e portas-bandeira. A comissão de frente conduziu o desfile da escola com uma apresentação que arrancou muitos aplausos do público e dos próprios jurados, tendo a porta-bandeira da Mocidade, Lucinha Nobre, como protagonista da coreografia. As fantasias e o canto da agremiação também foram pontos positivos. Entretanto, a evolução teve problemas e deve causar a perda de alguns décimos para o Tigre, que terminou o desfile em 54 minutos.

* VEJA A GALERIA DE FOTOS DO DESFILE

O enredo da agremiação gonçalense foi bem desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Valente, que conseguiu mesclar a história dos casais com merecidas homenagens aos nomes do presente e do passado. As fantasias eram didáticas, facilitando o entendimento do público. Com "Majestade do Samba: os defensores do meu pavilhão", a Porto da Pedra foi a quinta escola a entrar na Avenida.

* CONFIRA A ANÁLISE CABINE A CABINE

Comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira

A comissão de frente do coreógrafo Márcio Moura foi o grande destaque do desfile da Porto da Pedra. Com Lucinha Nobre como protagonista, os dançarinos representaram a coroação dos casais de mestres-sala e portas-bandeira que eram batizados pelos "Espíritos do Carnaval" como Majestades do Samba. O ponto alto era quando Lucinha e seu par ficavam no centro do círculo formado pelos outros bailarinos, que abriam cartazes com fotos de grandes nomes do quesito, como Delegado, Wilma Nascimento, Dona Dodô e a própria Lucinha Nobre, entre outros. Quando os dançarinos saíam da posição, Lucinha e seu par já vestiam outra roupa. As apresentações arrancaram aplausos do público e dos jurados em todas as cabines. Já o casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por José Roberto e Thaís Romi, executou suas apresentações com segurança e correção, apesar da fantasia simples que vestiram justamente em um enredo sobre eles. Os dois também contaram com a luxuosa companhia de Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis, que apresentou a dupla de forma emocionada durante todo o desfile.

Harmonia

A harmonia também teve participação positiva no desempenho da Porto da Pedra. Os componentes de todas as alas da agremiação de São Gonçalo cantaram inteiramente o samba, o que gerou uma regularidade no quesito durante todo o desfile, sem qualquer problema de oscilação no canto da obra, que passou muito bem, sendo intepretada de forma competente por Anderson Paz.

Evolução e Conjunto

A Porto da Pedra teve alguns problemas em sua evolução durante o desfile, principalmente na entrada e na saída do segundo recuo da bateria. Na primeira, houve um pequeno buraco na manobra, já que a ala que vinha logo atrás, "Os protegidos de tia Ciata", demorou a preencher o espaço, mas foi rapidamente corrigido. Ainda durante a entrada no recuo, um ritmista discutiu com um diretor de bateria e deixou seu chapéu cair, demorando muito para conseguir pegá-lo. O incidente atrapalhou outros ritmistas que entravam no recuo. Na saída, a escola não parou para esperar a bateria e abriu um grande buraco. Também houve buracos em frente a primeira e terceira cabines de jurados.

Fantasias

As fantasias da Porto da Pedra também merecem ser destacadas positivamente. Entre fantasias luxuosas, como a da primeira ala, "O Esplendor da Realeza", com outras mais simples, como a que vinha logo depois, representando a "Festa na Senzala". O conjunto funcionou bem, contando o enredo de forma bastante didática.

Alegorias

O começo foi bom, com um imponente abre-alas que chamava a atenção, batizado de "Minueto: a inspiração dos primeiros passos". O tigre, símbolo da escola, tinha movimentos e funcionou bem na abertura. O segundo carro, "Da África o gingado da raça", era de bom gosto, mas tinha um pequeno problema de acabamento no braço direito de uma escultura na lateral direita da alegoria. Os dois últimos carros, "O sofrimento do morro é coroado no asfalto" e "Altar mais alto do samba", destoaram negativamente dos primeiros no que tange a beleza estética.

Comente: