Com mais de 500 apresentações, Batuque Digital tem 28 mestres ou diretores na equipe

 

 

Levar o samba onde ele geralmente não pode estar e melhor que isso, adaptar o mais brasileiros dos ritmos à realidade das batidas contemporâneas e assim agradar a gregos e trioanos. Essa é proposta do grupo Batuque Digital, que reúne ritmistas de várias escolas de samba em apresentações em festas particulares, casamentos e eventos corporativos. Em conversa com o CARNAVALESCO, Kleber Komká, um dos idealizadores do grupo afirma como é o Batuque Digital. – A gente procura adaptar a batida do samba às realidades destes eventos. Mas temos em nosso time 28 mestres ou diretores de bateria, disse Kleber.

Na avaliação dele as escolas de samba quando fazem apresentações neste tipo de evento ficam presas à execução de sambas-enredo. – Não que eu queira desvalorizar o gênero, que já anda sofrendo com isso, mas em um casamento por exemplo as pessoas querem ouvir um Tim Maia, um Jorge Ben Jor e nós damos essa opção aos nossos contratantes. E claro que tocamos os grandes sambas-enredo da história, explicou Kleber.

O projeto Batuque Digital já fez mais de 500 apresentações e foi idealizado, além de Kleber, pelo DJ Goody, falecido em 2012. Ritmistas entram em cena como uma bateria de escola de samba – sem precisar de puxador ou cavaquinho – fazendo evoluções e harmonizando com as músicas e bases do DJ, em números ricamente ensaiados de ‘hits’ e clássicos da House, Dance Music e outros ritmos.

Kleber Komká tem formação de sambista, tendo passado por diversas baterias de grandes escolas de samba, como União da Ilha, Beija-Flor e Imperatriz. Experiência que lhe da cancha para fazer as análises de bateria nos ensaios técnicos e nos desfiles oficiais para o site CARNAVALESCO, ao lado de Rodrigo Coutinho. Kleber acredita que o mundo do samba precisa aprender a conviver com a crítica técnica. – Sou muito conhecido em várias baterias pelo tempo que estou nisso, mas vejo que muito amigos não gostam das críticas e evitam expor essa insatisfação. Muitos ainda não entendem que as críticas são em prol da melhoria do espetáculo, disse.

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