Comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira são destaques da Inocentes

 

 

 

Um início encantador marcou o desfile da Inocentes de Belford Roxo. A comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira fizeram apresentações que levantaram o público e abriram a passagem da escola pelo Sambódromo, demonstrando a força e vontade da escola de retornar ao Grupo Especial depois da queda em 2013. A Inocentes, apresentando o enredo "Triunfo da América: O Canto Lírico de Joaquina Lapinha", foi a sétima escola a atravessar a Sapucaí na sexta-feira de Carnaval e encerrou sua apresentação aos 55 minutos de desfile.

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A Inocentes apresentou a história de Joaquina Lapinha, a "Mulata da Lapa", de maneira inteligente e de fácil leitura. As fantasias leves e bem feitas e as  alegorias também foram pontos fortes do desfile da escola de Belford Roxo, que foi muito aplaudida em todos os setores da Sapucaí.

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Comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira

A abertura da passagem da Inocentes pelo Sambódromo foi emocionante devido às fortes apresentações dos dois primeiros quesitos a serem julgados. A comissão de frente de Patrick Carvalho trazia personagens africanos que se transformavam em animais selvagens durante a apresentação. A coreografia muito bem executada e a beleza dos adereços usados pelos bailarinos conquistou o público presente. Em seguida, David Sábia e Fernanda Love deram continuidade ao trabalho de conquistar a simpatia de todos. Com uma dança segura, muita sincronia e troca de olhares, além de uma interação com o público e com os jurados cativantes (principalmente por parte da porta-candeira), o casal fez muito bem o seu dever.

Harmonia e Samba-Enredo

Ciganerey carregou o samba-enredo com uma vontade que contagiou, pelo menos em partes, os componentes da Inocentes. Em parte porque a alegria foi marca registrada do desfile, com componentes animados que cantavam os refrãos com bastante força. No entanto, no restante da letra, poucas alas se destacaram por cantá-la por completo ("O Piano e o Tambor", "Abolicionismo na Folia" e "Orquestra Afro-Brasileira"). O principal destaque negativo na harmonia veio na ala "Abertura", que vinha logo à frente do carro abre-alas e, devido ao destaque de estar praticamente abrindo o desfile, deveria ter apresentado um canto muito melhor do que o que foi visto.

Evolução e Conjunto

A Inocentes evoluiu bem durante a maior parte do desfile. O único momento em que a escola parou por mais tempo que o comum foi quando a segunda alegoria, "A Música Que Reluz Feito Oração", teve uma pequena dificuldade para passar por baixo da torre de TV. No entanto, a Inocentes controlou bem o tempo e encerrou seu desfile com 55 minutos marcados no relógio sem correrias ou confuões. Uma segunda falha em evolução foi o buraco que se abriu no momento em que a bateria entrou no recuo. O conjunto da Inocentes também não teve grandes falhas. Porém, seguindo a ordem descrita no roteiro do desfile, a escola passou com as alas "Costumes" e "Música Sacra" de posições trocadas.

Fantasias

Um dos quesitos mais fortes da Inocentes, as fantasias tinham fácil leitura do enredo, principalmente no segundo setor do desfile, nas alas "Ancestralidade", "Piano e Tambor", "Música Sacra" e "Teatro de Amadores". Nos demais setores, destaque para as alas "O Porto" e "Rituais e Preservação". A ala das baianas da escola também foi ponto forte, com fantasias de muito bom gosto e fácil leitura do Enredo.

Alegorias

Mais um ponto merecedor de elogios no desfile da escola de Belford Roxo. Os carros da Inocentes apresentavam riqueza de detalhes, facilitando a leitura do enredo, e componentes bastente animados. Destaque para a terceira alegoria, "Lisboa Aplaudiu", que levantou o público por onde passava graças aos componentes que gritavam o samba com vontade.

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