Componentes do Paraíso do Tuiuti garantem: o samba-enredo 2018 será antológico

Por Geissa Evaristo

sambatuiutiA Paraíso do Tuiuti ficou em 12º lugar no Carnaval de 2017, não sendo rebaixada por decisão da Liga em comum acordo com as agremiações, após as tragédias ocorridas. A agremiação mexeu nos quesitos importantes buscando se reestruturar para alcançar o objetivo de ser campeã do Grupo de Elite. Comissão de frente, casal de mestre-sala e porta-bandeira, direção de carnaval e intérprete ganharam novos nomes na azul e amarela de São Cristóvão. Mas para os componentes da agremiação, o grande destaque foi o samba-enredo e garantem que vai virar antológico.

A obra encomendada foi a primeira a ser cantada no Grupo Especial fugindo da tradicional disputa de samba-enredo. Os compositores Cláudio Russo, Moacyr Luz, Dona Zezé, Aníbal e Jurandir responsáveis pela obra-prima acompanharam o carro de som orgulhosos. Muito elogiado pela crítica, a obra foi entoada com força e emoção por componentes e pelo público presente na noite de domingo na Marquês de Sapucaí. A cantora Grazzi Brasil entoou o alusivo em tom de lamento em uma arrancada carregada de emoção. O carro de som da escola, formado ainda por Celsinho Mody e Nino do Milênio brilhou.

Para Ariolana Conceição, moradora da comunidade do Tuiuti e desfilante na escola desde a ala das crianças, o hino oficial de 2018 será lembrado pelas próximas gerações e entra desde já no hall dos grandes sambas da história da agremiação.

– O samba é maravilhoso. Só tenho ouvido elogios do nosso samba-enredo. As pessoas dizem que é o melhor, e é mesmo! O melhor é que ele exalta a nossa raça, as nossas origens conta a nossa história, do negro e do Brasil. Retrata a Africa em poesia, tem ritmo, tem balanço, tem melodia e tem emoção acima de tudo. Ficará para história como outros sambas-enredos. A arquibancada veio junto – atesta a componente da velha guarda.

No que depender do samba em tom de lamento, a Tuiuti com muita força brigará pela nota 10 no quesito. Anatan do Carmo, também morador da comunidade e integrante da agremiação desde os 5 anos de idade é só elogios à obra 2018.

– Sou nascido e criado na escola e não é só porque eu sou Tuiuti, mas acho um dos melhores sambas do carnaval e não sou apenas eu quem estou falando. Toda imprensa falada e escrita fala isso e todos os grupos de samba também. Quando chega na Avenida e começa o desfile, a briga fica séria – avalia o componente da Velha Guarda.

A Paraíso do Tuiuti foi a quarta agremiação a se apresentar na Marquês de Sapucaí no domingo de carnaval com o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?