Compositores finalistas na Mangueira relatam ao CARNAVALESCO expectativa para grande final

Os compositores das três parcerias finalistas na Estação Primeira de Mangueira atenderam a equipe do CARNAVALESCO e relataram a ansiedade e expectativa para a grande noite deste sábado, onde será definido o hino oficial da Verde e Rosa para o Carnaval 2016. Nossa reportagem ouviu Renan Brandão, Lequinho e Pedrinho da Flor. A Mangueira recebeu 34 sambas para o seu concurso de 2016 e apenas três deles conseguiram o sonho de alcançar a finalíssima. A Verde e Rosa apresenta em 2016 o enredo "Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá", do carnavalesco Leandro Vieira, que faz sua estreia no Grupo Especial e na escola.

'Nossa parceria sempre deu 10 para a escola', declara Renan Brandão

A parceria composta por Alemão do Cavaco, Almyr, Cadu, Lacyr D Mangueira, Paulinho Bandolim e Renan Brandão é a atual campeã na escola e busca o bicampeonato. A união de três antigas parcerias vencedoras resultou no grupo atual.

* OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS

O compositor Renan Brandão lembra que toda vez que a Mangueira desfilou com um samba de algum desses compositores as notas não foram diferentes de 10. – Juntos ou em parcerias diferentes, tivemos a felicidade de conquistar os 40 pontos em samba-enredo sempre que a Mangueira desfilou com um samba nosso. Foi assim em 2004, 2010, 2011 e 2015. Espero que tenhamos a felicidade de vencer o concurso e repetir a dose, com todo respeito aos demais finalistas, que compuseram ótimos sambas – lembrou o compositor.

* VEJA AQUI: LUIS CARLOS MAGALHÃES COMENTA SOBRE OS SAMBAS FINALISTAS DA MANGUEIRA

Segundo Renan Brandão, o grande mérito da composição da parceria para buscar o título é a construção da obra na primeira pessoa. – Acho que fomos felizes ao traduzir a sinopse de forma bastante poética e usando um recurso que costuma dar muito certo em homenagens: a construção em primeira pessoa. Foi nossa decisão inicial, desde a apresentação da sinopse. Essa escolha nos permitiu chegar a um refrão principal forte, que puxa o componente pela emoção, sintetiza o enredo com poesia e faz referência a músicas marcantes na carreira da homenageada de forma contextualizada – afirma o compositor.

'A Mangueira não precisa se preocupar com samba em 2016', avalia Lequinho

Lequinho é um dos autores do último samba-enredo que tomou conta de todo o Brasil. Em 2002, a Mangueira venceu o carnaval pela última vez com o enredo "Brasil com Z é pra cabra da peste. Brasil com S é a nação do Nordeste". O compositor tem oito vitórias na escola.

Garantido em mais uma final, Lequinho conta à nossa reportagem que acredita que a Mangueira não tem com que se preocupar na hora da escolha. – Qualquer um dos três que venha a ser o vencedor fará a Mangueira ter um dos grandes sambas do ano, tudo porque possui o melhor enredo do carnaval – opinou.

Ao lado dele estão os compositores Gilson Bernini, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Flavinho Horta e Igor Leal. É uma das parcerias mais sólidas, sofrendo poucas alterações ao longo dos anos. Para Lequinho, o samba possui a valentia necessária aos sambas da escola. – A melodia é o diferencial do nosso samba, vai ajudar muito a escola. Isso é uma característica nossa. Eu acredito que um samba não deve ter só participação do componente, mas também do público. Vejo essa composição com semelhanças em relação a 2002 – afirmou.

'Já me sinto vitorioso', diz Pedrinho da Flor

Pedrinho da Flor já não é nenhum novato no mundo do samba. Com vitórias na Unidos da Tijuca, Império da Tijuca, Salgueiro e Unidos de Padre Miguel, está estreando na ala de compositores da Mangueira e chegando logo na grande final ao lado de parcerias gigantes.

O compositor relata à nossa reportagem que o fato já o torna um vitorioso nessa decisão. – Chegar na final da Mangueira no primeiro ano já é inusitado. Contra essas parcerias então, é uma honra. Eu não tinha essa expectativa e quando cheguei na semifinal já me considerei vitorioso. Estar na final então é um sonho – relata.

A parceria é composta por Pedrinho da Flor, Cosminho, Alex Bousquet, Marcelo Mendes, Wagner Santos e Poeta. Segundo Pedrinho, a obra como um todo é de boa qualidade. – Temos um grande samba, onde não vi comentários negativos, seja da escola ou pela internet. Na quadra conseguimos dividir atenção. É uma melodia alegre, com a cara da escola, lembrando que somos a última agremiação a desfilar. Tivemos o cuidado de nos adequar ao enredo. Não foi uma tarefa difícil, devido à excelente sinopse. Temos bons e fortes refrões – disse Pedrinho da Flor.