Concorrente Mangueira 2012 – Samba 62-D

Samba 62-D
 
A tribo da Mangueira chegou pra festejar
Bater tambor, caciquear, até o dia clarear

Hoje, nesse cenário de beleza vou festejar
Já me vesti de verde e rosa
Ah mãe África!
Eu ainda menino, sem saber meu destino cruzei o mar
Quando aqui desembarquei escravizado, com Iemanjá me encantei
Um certo dia na senzala caminhei a reluzir sob a tamarineira
Sonhei com um guerreiro caçador daí então tudo mudou

Molha molha mela mela, limão de cera
Batuque na cozinha, sinhá não quer
Vem bate o bumbo, Zé Pereira
A Mangueira não é brincadeira

No carnaval de Paris, de Veneza
Da burguesia um olhar seduzia
Cantando e dançando, rezamos em louvor aos orixás
Fantasias nos cordões, mascarados nos salões
Praça XI, palco da folia
No luxo das grandes sociedades, o corso pelas ruas da cidade
Samba… Lindas melodias, sublime prazer de cantar
O tempo passou, o Bafo da Onça reinou
Sem vacilação o Cacique conquistou seu coração
O grão da poesia brotou do fundo do quintal
Germinou à sombra da tamarineira, em forma de samba atravessou fronteiras
Cacique de Ramos, celeiro de bambas, seu nome é alta bandeira
No compasso do surdo um a homenagem da Estação Primeira