Confira a análise cabine a cabine de jurados do desfile da Beija-Flor

 

 

Cabine 1 por João Santoro

Comissão de frente confusa, o tabuleiro de xadrez não foi usado em nenhum momento. A apresentação do casal foi correta, com um bailado e um sincronismo perfeito. O abre-alas da Beija-Flor apagou bem em frente à cabine. Carros bem acabados e o mesmo pode falar das fantasias. Entretanto, as fantasias de algumas alas foram caindo ao longo do desfile. Harmonia da escola ficou abaixo dos últimos anos. A escola não teve problemas na evolução.

Cabine 2 por Daniel Guimarães

Comissão de Frente se apresentou junto do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. O casal se apresentou muito bem, enquanto os outros membros da Comissão de Frente eram içados, voando como Beija-Flores. Primeira parte do abre-alas passou apagada. Sétimo carro passou com um dos refletores apagados. Harmonia impecável.

Cabine 3 por Geissa Evaristo

Inovando mais uma vez, aos 24 minutos de desfile da Beija-Flor, chegou ao terceiro módulo de julgadores o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Claudinho e Selminha, seguidos da Comissão de Frente que os cercaram. Fazendo uma apresentação conjunta, alguns integrantes da comissão eram erguidos no tripé e viravam beija-flor e voavam sobre o casal. Ao mesmo tempo que o tripé emanava um jogo de luz na dupla, dando um efeito visual belíssimo. Representando um jogo de xadrez, fica a dúvida de como o julgador analisará a Comissão de Frente, que nada mais, nada menos, serviu de Guardiões do casal. Importante frisar também, que em determinada parte da apresentação saia uma fumaça branca que cobria completamente o pavilhão da agremiação.

O primeiro carro acoplado do abre-alas passou frente a cabine jurados com suas luzes apagadas e o segundo carro do acoplado passou com duas lampadas da traseira que iluminava a ala 2, também apagadas. No quarto carro havia um rasgo no tecido que forrava a alegoria, na parte da frente próximo a lateral direita. A 7ª alegoria foi a que mais transmitiu maior a reação do público ao desfile da escola, fora a bateria, o que já é comum. Nesta alegoria vieram vários artistas da emissora do homenageado, que passou despercebido frente a bateria.

Nas fantasias foi notado problemas de acabamento somente na ala 12, onde os resplendores de praticamente toda a ala estavam despencando. O canto da escola não foi arrebatador, à plenos pulmões como de costume com a escola de Nilópolis, mas toda a escola cantou o criticado samba-enredo da agremiação que não teve problemas de harmonia e evolução frente a este módulo. As alas 15 e 16 destoavam do enredo, quando apenas significam duas paixões do homenageado (vinho e gastronomia)  fugindo do proposto na sinopse do tema, a comunicação.

Cabine 4 por Vitor Rangel

A Comissão de Frente e Casal da Beija-Flor tiveram problemas na passagem pela quarta cabine. Logo no início da apresentação, uma das dançarinas que seriam suspensas não conseguiu prender sua roupa no cabo que a levaria para cima. Dessa forma, quando a fumaça jogada no meio dos componentes sumiu, a bailarina ficou no chão, a princípio sem saber o que fazer, até que depois de alguns segundos, a componente ficou na direção de onde estaria caso fosse erguida e fazendo os passos no chão mesmo. Paralelo a isso, uma falha também pôde ser notada na apresentação do Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira em uma clara falta de simetria entre ambos numa sequência de giros próximo ao fim da dança, quando Claudinho terminou seu último giro e ficou por um instante com o braço esticado esperando que Selmynha completasse o giro e tocasse a mão dele. De qualquer forma, a performance foi muito aplaudida por todo o público da Sapucaí.

A Harmonia da escola passou pelo módulo deixando a desejar. Com exceção das alas "Televisão em Cores" e "O Fantástico Show da Vida", com um canto muito forte, e o destaque da ala das damas, "A Elegância Cinematográfica da Plateia", que deu um show de disposição em muita gente jovem e chegou à cabine cantando e dançando muito, de maneira geral, a agremiação passou com um canto fraco, sem demonstrar a comum força comunidade  no quesito. A escola ainda não evoluiu bem na primeira metade do desfile devido à sequência de paradas que foi obrigada a fazer devido a problemas com alegorias no fim da avenida. Isso, inclusive, fez com que o sexto setor de desfile da Beija-Flor passasse rapidamente pela cabine dos jurados numa tentativa de recuperar o tempo perdido e finalizar seu desfile sem estourar o tempo. Em alegorias e fantasias, mais problemas diante da cabine. Um integrante que vinha pendurado na lateral do terceiro carro alegórico, "Hermes – O Mensageiro dos Deuses, estava muito incomodado com o cinto que o mantia naquela posição e passou pela cabine reclamando de muitas dores, mas tentando disfarçar o incômodo diante dos jurados. Além disso, o Abre-Alas e a alegoria "Publicidade – Histórias e Estórias da Comunicação" passaram sem iluminação e algumas letras das fantasias da ala "Redator – o Dom de Criar e Informar" passaram penduradas ou caindo pela pista.

 

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