Confira a análise cabine a cabine de jurados do desfile da Mangueira

Cabine 1 por João Santoro

A Comissão de Frente da escola levantou o público com uma boa coreografia. Interessante que a escola não trouxe um tripé grande, muito pelo contrário, mostrando a dança no chão. Casal também não teve problemas, com uma bela fantasia rosa. Alegorias bem acabadas e de fácil leitura, o mesmo não podemos dizer das fantasias, que estavam mais pobres. A escola precisou acelerar o passo na cabine 01 já no final de desfile, prejudicando a evolução. A harmonia foi melhor nas primeiras alas da escola do que no restante, o que compromete a harmonia também.

Cabine 2 por Antonio Junior

Com um começo de desfile um pouco acelerado, a Mangueira vinha se apresentando bem, até que no fim do 3º setor, o carro que representava o festival junino de Campina Grande teve problemas de locomoção e abriu-se um espaço muito grande, tendo em vista que todo o espaço dos setores 6 e 7 ficou vazio. O canto da escola foi irregular, alternando alas com canto forte e outras que sequer cantavam.

Cabine 3 por Geissa Evaristo

Aos 18 minutos de desfile a Comissão de Frente chegou ao módulo de julgadores. O grupo prendeu a atenção do público presente, principalmente pela roupa de metade dos integrantes (índios seminus). Na segunda parte da apresentação em que os integrantes mudavam o figurino, a índia que trocou a roupa para um vestido branco de candomblé se atrapalhou e dificuldades para vestir a roupa. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, logo atrás veio fantasiado numa bela fantasia na cor rosa. No momento do verso da letra do samba-enredo" Pegue seu par, dance quadrilha" eles faziam um rápido passo da típica dança de festa junina. Ao final da apresentação, deu a impressão de que o Mestre-Sala ia embora, mas a Squel continuou seu rodopio e ele voltou. (Não sei se fazia parte da coreografia ou se ele realmente errou). No primeiro setor da escola os mangueirenses estavam de fato fazendo uma festança. Soltos, brincavam e cantavam muito, o animado samba da Estação Primeira de Mangueira. Destoando desse conjunto, apenas a ala 7 que possuia muitos componetes que não cantavam o samba além dos refrões.

Na segunda alegoria, uma das velas do anjo da frente do carro estava caída, no tripé mamulengos a escultura da direita também estava caída. O quinto carro chamava a atenção pelo seu tamanho e beleza. A escultura do índio possuia um efeito de luz que fazia que o índio fosse mudando de cor ao longo do desfile. Impressionou. Na passagem da bateria, a rainha de bateria foi levantada por um tipo de guincho e sambou flutuando sobre a bateria. Foi o momento mais marcante do desfile com reação ao público dos setores 8 e 9. Com 1 hora e 11 minutos de desfile, a escola muda o ritmo e começa a acelerar o passo, com 1 hora e 13 minutos a escola terminou sua apresentação frente ao módulo. Importante frisar que nenhum buraco ou espaço entre alas foi formado nesta cabine, assim como nenhuma fantasia possuiu problemas de acabamento. Ponto negativo para a quantidade de pessoas com a roupa da diretoria. A escola passou com muitas, muitas pessoas mesmo em suas laterais. Prejudicando a evolução das alas e sem incentivar e ajudar a organizar os componentes, em sua maioria.

Cabine 4 por Vitor Rangel

A Comissão de Frente fazia uma bela apresentação até o momento da troca de roupas prejudicar a apresentação. Uma das dançarinas demorou um tempo maior que o planejado para colocar o vestido, tendo que ser auxiliada por outra integrante da Comissão enquanto a continuação da coreografia já havia se iniciado. Já o Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira fez uma apresentação segura e cativante, arrancando muitos aplausos de público e jurados. A Harmonia da escola foi muito irregular. Com exceção de algumas alas, como "Iemanjá", "Tribo Indígena – Boi Caprichoso" e "Porta-Estandarte do Cordão da Bola Preta", os componentes cantavam mais a parte final do samba, ficando um tanto quanto apagados no restante da letra do samba. Em Evolução, novas falhas. O Abre-Alas ficou preso na saída do sambódromo e a alegoria "O Ritual da Pajelança na Festa do Boi de Parintins" perdeu a cabeça na torre de TV. Erros graves que comprometeram a passagem da escola pelo quarto módulo.

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