Confira a análise cabine a cabine de jurados do desfile do Salgueiro

Cabine 1 por João Santoro

Comissão de frente e casal não tiveram problemas na primeira cabine. Vale destacar a dança do casal e o entrosamento, bailaram como manda o figurino. Alegorias gigantes e com fácil leitura. Uma parte do abre-alas do lado esquerdo não acendeu a iluminação. As fantasias bem acabadas, mas algumas alas de difícil entendimento. Harmonia da escola funcionou como um todo, mas no final do segundo setor a escol oscilou momentos bons e ruins. A evolução da escola pode ser prejudicada devido ao aumento dos passos na parte final do desfile.

Cabine 2 por Antonio Junior

O Salgueiro, apesar de alguns problemas, fez uma boa apresentação em frente ao segundo módulo de julgadores. A comissão de frente fez uma apresentação sem erros, assim como o casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, que levantou o público presente nos setores 5 e 6. A comunidade salgueirense cantou forte o samba-enredo, e a harmonia não foi comprometida. Apenas dois pontos negativos na apresentação da vermelha e branca da Tijuca. Durante a passagem do quarto carro da escola, a alegoria passou apagada, sem qualquer refletor aceso. E na quinta alegoria, problemas mecânicos deixaram a condução do carro mais dificultada e abriu-se um espaço de meio setor entre o carro alegórico e a ala que o precedia.

Cabine 3 por Geissa Evaristo

Antes mesmo do Salgueiro iniciar o seu desfile, bolas de coração foram distribuídas entre o público que animado cantava o samba-enredo da escola. Com 28 minutos de desfile a Comissão de Frente chegou ao módulo de julgadores, representando os Guardiões da Natureza, o grupo trazia no chão as entidades citadas no refrão do samba. Do alto do tripé uma componente levitava, levando o público ao delírio. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Sidclei e Marcella Alves, dançou e encantou. A porta-bandeira, mais do que a dança, encenou. O tempo todo apontando para a julgadora, a porta-bandeira parecia estar "incorporada" e em determinado momento parou  de cantar o samba para dar uma gargalhada, quase um grito. Uma apresentação um pouco mais longa dos casais que se apresentaram até aqui e completamente envolvente.

No abre-alas mais um "incorporado". O destaque do alto do carro ao passar pela cabine se sacudia e saia fumaça de seus pulsos e papel picado de suas costas. Dando um efeito ao extenso carro alegórico. Também chamou a atenção. Destaque para a bela ala de baianas. Além da fantasia requintada, ao rodopiarem a roupa exalava um aroma. A escola não sofreu com problemas de acabamento em suas fantasias. Estavam todas muito bem detalhadas, só uma ressalva para a ala 15 em que os componentes seguravam um adereço que soltava fumaça. O efeito incomodava a respiração do público, possivelmente também deveria estar incomodando principalmente os componentes desta ala. O quarto carro alegórico passou apagado na 3ª cabine e acendeu logo após a sua passagem, um pouco antes do segundo recuo de bateria. Após a passagem da bateria, as alas passaram com componentes menos alegres. A passagem da escola terminou frente ao módulo com 1 hora 14 minutos de desfile.

Cabine 4 por Guilherme Ayupp

Ao contrário do acontecido nos últimos anos, o Salgueiro cumpriu o seu desfile sem correr, apesar dos problemas semelhantes. Talvez por isso tenha cumprido o seu desfile com 1h21. A apresentação do casal Sidclei e Marcella Alves foi arrebatadora. Assim como a passagem da comissão de frente.

Comente: