Confira análise do desfile da Em Cima da Hora cabine a cabine de jurados

Cabine 1 por João Santoro
A escola de Cavalcante no geral fez um bom desfile, principalmente para uma agremiação que abre o carnaval. A comissão de frente chamou atenção com componentes em pernas de pau, trazendo o público junto com a apresentação. O casal mostrou-se nervoso e faltou sincronismo. As alegorias bem acabadas e de fácil leitura, assim como as fantasias. O samba passou bem na Avenida e o público, ao menos, próximos da cabine 1, cantou muito. O ponto negativo foi um buraco deixado na entrada no setor 3 pela alegoria 2. Faltou segurar a escola, já que quando fseguraram, o buraco já estava. O ponto positivo foi o canto da escola, principalmente as alas Cangaceiros, Bravos Jagunços, O Setarnejo e das baianas.
 
Cabine 2 por Vitor Rangel

Comissão de Frente chegou ao segundo módulo aos 14 minutos de desfile. A bela apresentação arrancou aplausos tanto do público como do jurado do quesito.

O casal fez uma dança segura diante dos jurados da cabine 2. O destaque negativo foi para o encamisado que pasou correndo na frente do casal no meio da apresentação, passando muito perto dos dois apesar de diversos diretores de harmonia gritarem alertando o homem.

A harmonia da escola passou relativamente bem pelo segundo módulo. Os dois primeiros setores do desfile estavam mais animados que os dois últimos. Destaque positivo para o grupo cênico “Retirantes” que emocionou o público e arrancou muitos aplausos, e para o canto forte das alas “O sertanejo”, “Palavras do bom jesus” e “República do anticristo”. Destaque negativo para as alas “sede” e “Repudio da Igreja”, que passaram bastante desalinhadas, e as alas “filhos da eternal esperanca” e “a obra virou carnaval”, onde pouquissimos integrantes cantavam o samba.

No geral, a escola evoluiu bem durante a passagem, sem correrias ou parada por um tempo muito longo.

Nas alegorias, destaque para a terceira, “A Gera Mancha o Sertao”, que foi aplaudida pela jurada do quesito no momento em que iteragiu com o público.

 

Cabine 3 por Geissa Evaristo

A Comissão de Frente chegou com 21 minutos de desfile na 3ª cabine. Os pernas de pau tiveram alguns problemas com os elásticos que utilizavam. Em momentos da apresentação alguns se soltaram. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira não mostrou segurança em sua apresentação, principalmente a porta-bandeira que teve dificuldades com o vento e sua bandeira não ficou totalmente esticada durante a sua apresentação frente aos jurados. O abre-alas que era acoplado passou com os refletores da lateral direita do primeiro carro apagados, no segundo acoplado mochilas dos empurradores do carro (muitas) eram vistas na traseira.

 
A destaque central de baixo do segundo carro alegórico interagia com o público que correspondia. Após a passagem da bateria, a escola disparou, todas as alas (sem exceção) passaram corridas, sendo praticamente impossível identificar quem era quem. Houve um buraco entre a frente do segundo carro, devido a correria. Este carro, por sinal, chamou atenção pela sua beleza.
 
O quarto e último carro destoava de todo o restante do desfile no que tange a beleza estética. Nele vieram baluartes e figuras importantes do Carnaval. Os arcos da Apoteose tinham problemas de acabamento em seu contorno. Na traseira, parte do gerador estava visível.
 
Apesar do samba conhecido, a escola cantou pouco. As fantasias estavam com um bom acabamento e fácil leitura do enredo.

 

Cabine 4 por Guilherme Ayupp

Muito bem a Comissão de Frente, sendo o ponto alto do desfile. A escola passou correndo desnecessariamente no módulo, com alas emboladas e cantando pouco. Conjunto alegórico bem, mas carro 4 destoou do restante. Fantasias muito bem feitas e de fácil leitura.