Confira análise do desfile da União de Jacarepaguá cabine a cabine de jurados

Cabine 1 por João Santoro
Diferente da Em Cima da Hora que abriu o carnaval, a União de Jacarepaguá começou seu desfile parecendo pesada. A Comissão de Frente da União fez sua apresentação de forma rápida na cabine, já o casal, diferente da comissão, foi lento. Ao que pareceu, a dupla se mostrou nervosa. As alegorias grandes e bem acabadas faltou cuidado com a iluminação, assim como as fantasias, em sua maioria eram de difícil leitura. A escola pecou em evolução, já que o último carro demorou a entrar e demoraram para segurar a escola. A harmonia e o conjunto com isso foram prejudicados. Na maioria das alas o cantro foi ineficaz. O destaque positivo fica por conta do terceiro setor da escola que se mostrou mais animado e cantante.
 
Cabine 2 por Vitor Rangel
Comissão de Frente chegou aos 12 minutos em frente ao módulo 2 com uma apresentação muito rápida, não esboçando reação forte do público, pois esperavam algo a mais. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira fez uma performance segura, sem erros graves e foram muito aplaudidos pela jurada do quesito. As alas de número 4, 9 e 12, passaram completamente mudas em frente ao módulo. No geral a harmonia estava muito fraca, sendo raro encontrar componentes que cantavam o samba todo e a maioria absoluta só cantava o refrão. A jurada de Alegoria e Adereços fez muitas anotações durante a passagem dos carros, principalmente do primeiro e terceiro que passaram sem iluminação nenhuma. A ala 16 tinham elementos da fantasia caindo pelo chão. A apresentação acabou aos 46 minutos em frente a cabine e a partir do terceiro carro a escola começou a apertar o passo pois poderia estourar o tempo.
 
Cabine 3 por Geissa Evaristo
A Comissão de Frente chegou com 21 minutos de desfile na 3ª cabine e se apresentaram em apenas alguns segundos. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira executou uma apresentação simples, simpáticos cantaram e sorriram durante toda a apresentação. Em determinado momento da coreografia faziam referências ao candomblé. A segunda ala que era coreografada ficou por 5 minutos parada em frente a cabine, e a ala de baianas diferente do informado no roteiro dos desfiles distribuído na Marquês de Sapucaí, veio a frente do abre-alas e permaneceu parada a frente da 3ª  cabine por aproximados 10 minutos. Muitas baianas seguravam o chapéu de suas fantasias.
 
O belo abre-alas que assim como o da 1ª escola também era acoplado, trazia o carnavalesco da agremiação como destaque principal. Passou com todos os refletores apagados. Repleto de palhas, acabou ficando bem escuro, não sendo possível visualizar alguns componentes. Durante todo o  tempo que este primeiro setor ficou parado à frente da escola o jurado de evolução permaneceu de pé. 
 
Na ala de passistas algumas estavam com adereço nas pernas e outras com o mesmo adereço no pé.
 
O chapéu da bateria possuia problemas de acabamentos. O segundo carro foi o único que não teve problemas de iluminação e após ele, houve mudança na tonalidade das cores das fantasias que ficaram mais coloridas, saindo do clima "Africa". O terceiro carro também passou apagado e a frente dele se formou um extenso buraco. A 16 ala foi a que mais cantou na escola, que no geral teve seu canto bem fraco.
 
Aos 47 minutos a escola começou a correr o quarto carro também passou apagado, atrás dele a ala 19 teve 2 componentes que tacaram seus adereços de mão na frisa. Aos 49 minutos passou a última ala e aos 50 minutos haviam alguns componentes dessa ala soltos próximo a segunda cabine.
 
Cabine 4 por Daniel Guimarães

A Comissão de Frente se apresentou muito rapidamente em frente a cabine de jurados, com uma coreografia um tanto quanto simples e sem muito sincronismo.
 
O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira se apresentou com simpatia, mas com uma dança simples e sem momentos de explosão. Não se percebeu muita interação ou cumplicidade entre o casal.
 
A ala das baianas passou em posição trocada. No roteiro a ala deveria estar atrás do Abre-Alas, entretanto se apresentou a frente do mesmo. Tal mudança prejudicou o desenvolvimento do Enredo.
 
A harmonia muito irregular com algumas alas cantando pouco. Exemplos: Ala Oni Segun – O feiticeiro, Ala Emi Kinium – Espírito dos Leões e Ala Yawos – Os iniciados no segredo não morrem jamais. Destaque no canto foi a ala Eso – Feira Yorubana.
 
O Samba Enredo não rendeu o esperado, sendo cantado com intensidade apenas em seu refrão principal.
 
Evolução com muitos problemas. A escola ficou parada por aproximadamente 5 minutos. Na hora da entrada da bateria no recuo, a ala de passistas abriu um buraco. Outro buraco foi aberto entre a ala Ye Ye Okan Omin – Mesmo na dor não perderam o amor aos Orixás. O fim da escola precisou passar pela Sapucaí muito rapidamente para que o tempo limite não fosse estourado.
 
As fantasias ajudaram a leitura do enredo, principalmente as do segundo setor – Savanas Africanas.
 
As Alegorias eram grandiosas, em especial o Abre-Alas. Entretanto este carro passou pela avenida completamente apagado, fato que comprometeu o conjunto alegórico.