Conheça os candidatos a Rei Momo e Rainha do Carnaval 2012

Nesta sexta-feira, a partir das 19h, na Cidade do Samba, com entrada franca, a Corte Real do maior carnaval do planeta será conhecida. Oito mulheres e seis homens disputam quatro postos: Rei Momo, Rainha do Carnaval, 1ª Princesa do Carnaval e 2ª Princesa do Carnaval. Os portões serão abertos às 18h e, além do grupo de Samba Mix, a festa contará com show do cantor Leandro Sapucahy.

O concurso distribui ao todo R$ 75.000,00 para os três primeiros colocados de cada concurso. 20 mil reais para Rainha do Carnaval e para o Rei Momo. 15 mil reais para a 1ª Princesa e para a 2ª Princesa(segunda e terceira colocadas respectivamente do concurso de Rainha), além de R$ 3.500,00 para o Vice-Rei Momo e R$ 1.500,00 para o terceiro colocado. Os integrantes da Corte do Carnaval começam o mandatos no dia 28 de outubro e terminam no dia 27 de fevereiro de 2012, encerramento oficial do carnaval. Os candidatos serão julgados por 12 jurados.

Confira as candidatas na ordem de apresentação

Egili Aparecida de Oliveira Conceição – 31 anos

Passista do Salgueiro desde 2007, esta baiana de nascimento e carioca de coração é passista profissional e secretária executiva, onde exerce a função de tradutora. A experiência de ter morado fora do Brasil deu a Egili de Oliveira a oportunidade de aprender quatro línguas além do português. A bela mulata moradora de Copacabana garante que fala inglês, espanhol, italiano e um pouco de sueco. Ela revelou o que representará ser eleita nesta sexta-feira.

– Fazer parte da Corte do Carnaval representa a realização de um sonho. Acho que é sonho de todas as passistas do carnaval carioca fazer parte dela. Já venho participando de diversos segmentos dentro de uma escola de samba há muito tempo. Desde os 5 anos desfilo em blocos e, aos 14 anos, fui rainha de bateria de uma escola do interior de São Paulo. Depois voltei ao Rio de Janeiro, sou passista do Salgueiro desde 2007 e dou o meu suor pela escola, também sou rainha de bateria da União do Parque Curicica e estou presente na quadra sempre. Passei por várias doutrinas para poder chegar até o posto de Rainha do Carnaval. É um estudo: você vira passista, rainha, madrinha – disse ela, mãe de um jovem de 14 anos.

Egili garantiu também que os muitos afazeres do seu cotidiano não serão problema caso consiga fazer parte da Corte. Ela falou sobre a relação existente com a sua profissão.

– Tento conciliar todos os meus afazeres, é complicado, mas gosto de manter o meu tempo todo ocupado, isso me faz bem. Sempre quis ser tradutora e tenho fascínio por aprender outras línguas. Fiz muitos intercâmbios também e adoro viajar.

Jaqueline de Jesus Rocha – 28 anos

Finalista em 2010, a passista da Beija-Flor de Nilópolis Jaqueline de Jesus Rocha é microempresária e moradora de Ricardo de Albuquerque. Em 2011, ela até se inscreveu, mas passou mal no dia da disputa e não pôde concorrer. Mais uma passista entre as finalistas, ela falou sobre a participação da classe no concurso.

– A nossa participação é um incentivo para que mais meninas possam se inscrever, até porque temos poucas passistas no mundo do samba atualmente. É normal ver meninas desfilando em várias escolas para preencherem a ala.

O amor pelo samba também foi lembrado pela mulata.

– Amo o samba. Desde pequena frequento quadras de escolas de samba e acompanho o carnaval. Há 3 anos sou passista da Beija-Flor e espero alcançar o meu objetivo: ser eleita a rainha do carnaval 2012.

Luciana Cordeiro de Abreu – 26 anos

Concorrendo pela primeira vez, Luciana Cordeiro desfila há pouco tempo em escolas de samba, mas garantiu que sempre foi foliã de carteirinha. A empresária, moradora de Laranjeiras, desfilou como destaque da Unidos do Viradouro pela primeira vez no carnaval passado e falou sobre a importância do cargo de Rainha do Carnaval.

– É muito importante representar o nosso estado do Rio de Janeiro, que é o cartão postal do Brasil. Todos querem estar aqui no carnaval. Até quem mora aqui não tem vontade de sair. A Corte é o atrativo. Temos a missão de representar bem o Rio e eu quero agarrar essa oportunidade com unhas e dentes, com toda a garra, responsabilidade e carinho que o carnaval merece. Quero mostrar aos foliões que o carnaval deve ser curtido com paz, sabedoria e respeito, partir daí as coisas dão certo e o povo curte a festa com felicidade – revelou ela, que já integrou a Corte do Carnaval de Niterói.

Apesar de ser marinheira de primeira viagem, ela não se intimida e garante que tem condições de vestir a faixa mais cobiçada do Rio de Janeiro.

– Estou muito feliz. Escuto por aí que não é fácil entrar logo de primeira, mas tenho esperança, apesar de achar todas as finalistas capazes de vencer. Depois que desfilei pela primeira vez e participei da Corte de Niterói fiquei com ainda mais vontade. Acho que isso me deu uma experiência bacana.

Patrícia Pontes Pereira Costa – 34 anos

Bailarina clássica formada, Patricia Pontes também é passista da Estácio de Sá e da Unidos de Vila Isabel. Formada em letras, mas trabalhando atualmente como supervisora de call-center, ela começou no samba desfilando em alegorias coreografadas, mas resolveu ser passista e revelou o que considera importante para uma Rainha do Carnaval.

– Ter amor pelo samba, pelo carnaval, gostar de pessoas, ser simpática e tratar bem a todos. Disseminar boas práticas e bons exemplos também.

Patrícia considera também que o atual momento de sua vida particular não poderia ser melhor para entrar no concurso.

– Há 3 anos tenho esse sonho, mas acredito que para se candidatar a um cargo como esse é preciso maturidade e disponibilidade para um cargo que te exige bastante. Hoje estou no momento certo.

Mais uma passista na final desta sexta-feira, ela comemorou o fato e disse que a classe está bem representada.

– Acho que mais meninas poderiam se inscrever sim, mas estamos bem representadas. A maioria das meninas que estão na final são passistas e acho que nós próximos anos a procura será maior.

Cristiane de Souza Alves – 34 anos

Outra representante das cabrochas do samba nesta final é a Cristiane Souza, que também passista do Salgueiro. Oriunda da Viradouro, a mulata é dançarina-show e atualmente mora no Engenho Novo. Ela revelou ser nascida e criada dentro do samba.

– A vontade vem desde que eu era criança. Sou nascida e criada no mundo do samba e acompanho há muitos anos. Qual é a passista do samba que não tem o sonho de ser rainha do carnaval ou rainha de bateria? Eu não sou diferente, desfilo há 35 anos(risos), nasci dentro de uma quadra.

Perguntada sobre a diferença entre sambar numa ala de passistas e participar de um concurso desse porte, Cristiane explicou.

– Acho que nós estamos abrindo as portas para as passistas tomarem mais coragem e procurarem seus diretores para que o samba delas seja lapidado. O samba da passista é um samba de quadra, não é para passarela do concurso de rainha do carnaval. Esse concurso é aquela coisa de mais glamour, mais elegância, mas digo e repito: toda passista pode ser lapidada e virar musa, rainha do carnaval ou rainha de bateria. Está na hora das escola começarem a investir nisso – alerta.

Angela Denise dos Santos – 29 anos

Moradora de Niterói, a advogada Angela Denise concorrerá pela primeira vez ao posto de Rainha de Carnaval. Passista da Viradouro há quatro anos, ela elencou as virtudes de uma rainha da folia carioca.

– Toda rainha do carnaval precisa ter postura, educação e transmitir carisma e alegria. Além disso, tem que amar o carnaval. O público merece carinho, afeto e atenção. É um cargo de muita responsabilidade, você representa algo importante do Rio de Janeiro.

Segundo ela, a vontade de concorrer surgiu após ter ido assistir ao concurso no ano passado, já que algumas amigas suas estavam concorrendo. Feliz com a oportunidade de participar da final, Angela elogiou o ambiente que encontrou entre as concorrentes.

– O ambiente é tudo aquilo que eu esperava mesmo. As pessoas são receptivas e carinhosas e as meninas se dão muito bem, são todas amigas, sem nenhum tipo de demagogia.

Ela também explicou como entrou no mundo do samba.

– O samba é tudo na minha vida. Há quatro anos atrás, eu fui visitar a quadra da Viradouro e, ao me ver sambar, a porta-bandeira Ana Paula me convidou para desfilar como passista na escola. Na época eu era casada e pedi autorização para o meu marido. Ele deixou e desde então eu não larguei mais o carnaval. Hoje desfilo também na Unidos da Tijuca como passista. Nos seis meses de preparação para o desfile eu paro e me dedico só a ele.

Suzan Maria Souza Gonçalves – 25 anos

Com a tarimba de quem fez parte da Corte do Carnaval em 2011, a bela Suzan Maria concorrerá pela terceira vez ao posto máximo feminino da folia carioca. Formada em matemática e estudante de engenharia, Suzan, que nasceu em São Gonçalo, mas é moradora da Tijuca, revela o que representou participar da Corte no último carnaval.

– Representou o cumprimento de uma meta que eu estabeleci. Coloquei na cabeça que faria parte da história do carnaval e eu, de fato, fiz. Fui princesa do Carnaval e isso será lembrado para sempre. Na Corte, pretendo conscientizar os cariocas de fazer as honras da casa e explanar a cidade do Rio de Janeiro para que os turistas retornem, não apenas durante o carnaval, mas ao longo do ano também.

Outro fato lembrado por Suzan foi a dura rotina de quem faz parte da Corte. Ela disse que chegou a dormir apenas três horas por noite e, ao se levantar, já tinha profissionais de maquiagem e cabeleireiro em sua casa a esperando para um novo dia. Apesar disso, ela garante que o cansaço é recompensado por um detalhe muito importante.

– Isso é para quem gosta e ama o carnaval. Para quem deixa o samba invadir as entranhas, não é para qualquer um. Carnaval é muito cansativo, mas quem o ama sabe tirar isso de letra – afirmou ela, que disse ter entrado no concurso após muita insistência de seus amigos – Fazer parte da Corte, sinceramente, não estava nos planos, mas meus amigos pediam e eu acabei cedendo. Eles me promoveram. Eu queria era saber de obra, engenharia (risos), mas me apaixonei.

Com a oportunidade que teve no último carnaval, já que herdou o posto de princesa, após desistências, Suzan pôde também aliar o carnaval a outro amor da sua vida: a engenharia. Pois acabou de entregar uma monografia chamada Engenharia do Carnaval. Ela lembrou o fato também para dizer que não haverá nenhum problema em conciliar as duas funções e lamentou as mulheres que estão no carnaval buscando ascensão social.

– No carnaval, as pessoas acabam olhando com outros olhos as mulheres que estão lá para conseguirem ascensão social, que é o caso de muitas. No meu caso não. Quis contemplar os meus amigos e fazer parte da história. Carnaval é muito mais do que desejo de ascender socialmente. Por trás de todas as plumas e paetês que a gente vê na Avenida há um trabalho árduo e intenso. As pessoas precisam olhar o carnaval com os olhos de cultura, entretenimento e empreendedorismo – disse ela, ao falar de sua facilidade para comunicar-se.

Letícia Martins Guimarães -28 anos

Outra que participa do concurso pela primeira vez e já alcançou a final é a professora de educação física Letícia Martins. Desfilante da Inocentes de Belford Roxo e moradora de Anchieta, ela também elogiou a união entre as concorrentes ao posto de Rainha.

– Não sei nos outros anos, mas dessa vez as meninas estão bem unidas, amigas mesmo, uma ajudando a outra. Isso é fundamental para que tenhamos um bom ambiente na Corte do carnaval. Estou me sentindo bastante à vontade e feliz por participar do Carnaval 2012.

Ela confessou que a vontade de concorrer não é recente, pelo contrário, vem de outras épocas, mas se preparou bastante para poder fazer bonito e ter chances de vitória.

– Na minha opinião a candidata deve ter simpatia, carisma, alegria e muito samba no pé. Há dois anos eu tenho vontade de me inscrever, mas achava que não estava preparada para a importância da função. Esse ano eu resolvi me inscrever e tenho esperança de vencer – finalizou.

Confira os candidatos na ordem de apresentação

Marcos Luis da Silva – 36 anos

Terceiro colocado em 2009, o fisioterapeuta Marcos Luis é torcedor da Estácio de Sá e morador do Bairro de Fátima. Esta é a terceira vez dele no concurso e o postulante a ter as chaves da cidade durante os dias de folia revelou o que acha que um Rei Momo precisa ter.

– Acho que ele deve ser espontâneo, alegre e simpático, essas são características essenciais. As vezes o cara nem sabe sambar muito, mas ele se diferencia por essas características. Curto mais a parte do carnaval do povo, da rua, os blocos. A minha ideia de vencer é ser o Rei Momo do povo. As vezes a gente direciona demais para as escolas e esquece daquela coisa maravilhosa que é o carnaval de rua, a criatividade do folião comum.

– A disputa desta vez é ainda mais difícil, já que Alex de Oliveira, eleito 10 vezes, e Milton Rodrigues, atual tricampeão, estão brigando pela coroa. Marcos, porém, acredita que isso pode beneficiar os outros concorrentes.

As pessoas se tocam muito em brigar umas com as outras. A questão de ter o Milton e o Alex disputando de novo pode até me favorecer, porque eu tenho as características necessárias para ser eleito. Estou melhorando, já fui terceiro e pretendo chegar em primeiro agora.

Milton Rodrigues da Silva Júnior – 32 anos

Nos últimos três anos não teve pra ninguém! As chaves da cidade durante o carnaval foram de Milton Rodrigues. Este bancário, torcedor da Beija-Flor e morador de Madureira, falou sobre a ocupação do cargo.

– É um prestígio e um privilégio estar à frente desta grande festa. O posto maior do carnaval. Temos uma responsabilidade grande e a missão de levar a cada canto do Rio de Janeiro a alegria, a fanfarra e a magia da Corte. Para isso é preciso ser verdadeiro, deixar a vaidade de lado e ser você. Embora você vista um personagem, eu sou um cara tranquilo, família e penso sempre na paz.

Milton contou que desde o ano de 1995 passou a amar o carnaval e que começou a concorrer em 2003. Foi vice duas vezes, terceiro em uma ocasião e, em 2007, precisou ficar de fora do concurso, já que não pôde participar devido estar prestando um concurso da instituição em que trabalha. A volta aconteceu com força total, pois no mesmo ano em que foi eleito pela primeira vez, também teve o privilégio de ser pai e ganhou uma promoção no trabalho.

Mas, como nem todo o reinado é feito de flores, Milton admite que nem sempre se está disposto para cumprir a exaustiva agenda da Corte.

– Todos tem problemas. Tem dia que a gente não está afim, mas tem que ir, é um contrato. Precisamos deixar de lado a tristeza e colocar um sorriso no rosto, incorporar o Rei Momo – afirmou ele, que era passista da Caprichosos de Pilares antes de tornar-se Rei Momo.

Wagner de Freitas – 50 anos

Cheio de gás para enfrentar a rotina de Rei Momo! Assim considera-se o cinquentão Wagner de Freitas. De porte atlético, o torcedor da Portela e morador de Madureira, é folião de carteirinha. Atualmente desfila apresentando o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Tradição. O administrador de empresa já foi vice-rei em 2009, mas acha que não precisa fazer nada de muito diferente para tornar-se Rei Momo desta vez.

– Acho que não preciso fazer muita coisa diferente não. Tenho que entrar com muita vontade, sem medo de quem está ou não na final. Temos o Alex, o Milton, e se eu ficar pensando nisso seria melhor nem entrar no concurso. Vou passar alegria, garra, vontade e simpatia para o público. É isso que se espera do Rei Momo. Estou preparando uma surpresa com relação a indumentária também, vou fazer um negócio legal –  revelou.

Wagner também falou sobre a queda da obrigatoriedade do peso mínimo, extinta ainda  na administração de César Maia.

– Foi uma decisão acertadíssima da Riotur. Todos tem direito a ser Rei Momo. O alto, o baixo, o preto, o branco, o magro e o gordo. Essa coisa de o Rei Momo ter que ser gordo não tem nada a ver. O rei Roberto Carlos é magro. O Michael Jackson, rei do pop, era magérrimo, então porque o rei do carnaval não pode ser magro? O carnaval é muito puxado. Estou preparado caso seja eleito. Malho, jogo futebol, corro e tenho condições de cumprir a agenda do Rei Momo levando muita alegria.

Alex de Oliveira Silva – 40 anos

Autoridade quando o assunto é exercer o posto de Rei Momo, afinal de contas já foi eleito dez vezes, o multifunções do carnaval, Alex de Oliveira, volta a concorrer desta vez. O arquiteto e professor universitário, que venceu pela primeira vez em 1996, admitiu que leva certa vantagem sobre os demais concorrentes.

– Levo uma certa vantagem por ter vencido várias vezes e estar militando nesse meio há 13 anos. Fui o último Rei Momo do Bola – que Deus o tenha – que me ensinou bastante, até porque naquela época ainda tinha a função de vice, pude conhecer junto com ele o que era ser Rei Momo, mas nada me credencia a ser eleito antes da final. Somos seis finalistas e acredito que todos amem o carnaval, mas tenho uma bagagem maior e quero aproveitar(risos) –  disse o torcedor de Salgueiro e Mocidade, que já chegou a pesar 225kg.

A diferença entre o concurso na época em que começou para a atual conjuntura do processo de escolha da Corte do Carnaval também foi lembrada por Alex.

– Hoje é muito diferente. A organização, o aspecto, o prêmio, a visibilidade e o nível dos candidatos são bem diferentes. Antes havia o Bola e o Bola Sete, então as pessoas se sentiam até um pouco intimidadas para entrar no concurso. De lá pra cá, houve uma série de modificações, mas o mais importante é que ser alegre, comunicativo e gostar de carnaval persistiu na hora da escolha dos melhores.

Amenon Teixeira Silva – 30 anos

Morador de Bangú e torcedor fanático da Mocidade Independente de Padre Miguel, onde desfilou como Deus Baco no último carnaval, Amenon concorrerá pela quarto ano consecutivo, três deles como finalista. O técnico de informática disse o que é preciso para ter sucesso na final desta sexta-feira.

– O carisma e o samba no pé são essenciais, além da concentração. Tem que ter noção para falar, saber o que vai dizer e também saber a hora que é para parar de falar, além de se apresentar bem. Roupa e figurino é complemento, mas a apresentação é essencial – afirmou ele, vice-rei em 2011.

Ao que parece, a preocupação na forma de se expressar é um trunfo de Amenon na decisão, ele lembrou também a importância da busca incessante por conhecimento, além do interesse pelo noticiário das escolas de samba. O nível da final foi comentado por Amenon.

– É uma final bem competitiva. Apesar de sermos amigos, somos todos concorrentes e cada um quer vender o seu peixe. Vamos ver o que vai dar.

Danyel Rodrigues da Silva – 25 anos

O candidato mais jovem ao posto de Rei Momo do Carnaval 2012 é Daniel Rodrigues. Enfermeiro e morador da Tijuca, ele é muito ligado ao carnaval em seu cotidiano. Desfila na ala do maculelê do Salgueiro, é passista da Estácio de Sá e coordena a ala de passistas da Caprichosos de Pilares. Logo em seu segundo ano na disputa já alcançou a segunda final e espera um desfecho diferente daquele ocorrido em 2011.

– Desfilo desde os sete anos de idade e o próprio pessoal da ala de passistas da Estácio me deu a ideia de concorrer. Fui para a final do ano passado meio que sem acreditar no que estava acontecendo e um pouco despreparado. Nesse ano eu estou batalhando e me preparando para levar essa coroa. Amo o carnaval e quero mostrar esse brilho para o mundo inteiro.

Danyel revelou estar acostumado com a maratona dos ensaios e usará esse condicionamento físico caso vença a cobiçada disputa. Ele afirmou que durante a final é necessário ter destreza ao falar, esbanjar simpatia, mostrar samba no pé e errar o mínimo possível para deixar boa impressão nos jurados. A dificuldade de vencer essa disputa foi outro ponto abordado pelo passista.

– A final está pesada. Não tem ninguém aqui que é marinheiro de primeira viagem.OMilton atual Rei Momo, Alex foi durante dez anos, Agamenon é vice-rei, Wagner e Batata já ficaram entre os três. Eu sou o único que não cheguei ainda entre os três primeiros. Está difícil, mas não é impossível conseguir.