Cubango faz o ‘velório’ da Lesga

Na manhã desta segunda-feira, o presidente da Cubango, Olivier Pelé, fez o 'velório' da Lesga, na porta da entidade, no Centro do Rio. O dirigente levou caixão e coroa de flores. Ainda revoltado com o resultado do Grupo de Acesso A, ele disse que vai provar que houve fraude no Carnaval 2012.

Galeria de Fotos do enterro simbólico
 

– Não pegue Lesga, use camisinha. Faça um carnaval seguro. Prefeito Eduardo Paes diga não ao campeão, salve o carnaval – dizia Pelé, enquanto entregava camisinhas aos curiosos que paravam e a quem passava na rua.


 

O cortejo, com direito a todas as 'honrarias' de um velório, seguiu da rua que sedia a entidade – Beneditinos, número 10 – até a Avenida Rio Branco. Pelé disse que o objetivo incial era levar o caixão e enterrá-lo em Belford Roxo, mas o prefeito da cidade da Baixada Fluminense pediu que isso não fosse feito.

 

– Preferi não fazer e respeito ao pedido do prefeito de Belford Roxo e por respeito à comunidade da Inocentes. A escola também é vítima. Não tem culpa de toda essa armação. Os protestos continuarão. Hoje vamos para Niterói de alma lavada, mas iremos voltar e protestar na câmara dos vereadores e na assembléia legislativa. Vamos fazer com que o prefeito Eduardo Paes cancele o resultado desse carnaval que, assim como o anterior, foi comprado. Pessoas com mais de 40 anos de serviços prestados ao samba chegaram para mim e falaram que nunca tinham visto tanta armação.

 

 

O presidente da Rocinha, Déo Pessoa, passou pelo local durante a manifestação, mas não participou. O diretor de carnaval da Lesga, Marcus Aurélio Fernandes, o Marquinhos,  e o administrador geral, Ronaldo Borges, também apareceram rapidamente no local. De acordo com Pelé, Marquinhos estaria de sáída da Lesga. O presidente da Cubango mais uma vez queixou-se da pouca adesão de seus colegas de grupo.

 

– No sábado eu falei com os presidentes de Estácio, Viradouro e Rocinha. Quando estão comigo eles se animam, mas chega na hora não vem protestar. É isso que dá força para a Lesga. No ano passado, eu gritei sozinho contra oito e a bagunça continuou. Agora a história não pode se repetir. 
 

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