Cubango: Festival de Pipas traz dias melhores para o Morro do Bumba

O 6° Festival de Pipas de Niterói realizado pela escola de samba Acadêmicos do Cubango, através da Federação Estadual, reuniu cerca de cinco mil pessoas ontem no campo do Morro do Bumba, em Viçoso Jardim. O local, onde ocorreu a tragédia ocasionada pelas fortes chuvas que atingiram a região em abril de 2010, deixando dezenas de mortos, foi escolhido para trazer lembranças melhores e, portanto, diferentes das vividas naquele período.

O festival marcou o primeiro evento popular no novo espaço, revitalizado após a tragédia e contou com a presença de ex-moradores, que tiveram ônibus para seu translado partindo de Várzea das Moças e do antigo 3º Batalhão de Infantaria, no Barreto. O presidente da agremiação niteroiense, Olivier Luciano Vieira, o Pelé, o festival tem como objetivo reunir a comunidade e fazer um trabalho comunitário.

– Queremos proporcionar um domingo de lazer para a população e mostrar as belas pipas artísticas – disse Pelé ressaltando ainda que o festival foi especial por ter sido o primeiro evento popular no Morro do Bumba após a tragédia – Muita gente pensava que o campo nem existia mais, mas ele foi revitalizado e poderá agora ser sempre usado pela comunidade – informou o presidente.

Todos os participantes ganharam diplomas, os três primeiros colocados em cada categoria ganharam troféus, e os campeões faturaram R$ 5 mil em dinheiro além de uma viagem para participar de um campeonato no exterior. Segundo Sérgio Lopes, um dos jurados do festival, o que se leva em conta na hora da votação é o desempenho da pipa no ar, além da beleza e do acabamento.

– Cada categoria tem sua especificidade, mas o que se leva em conta na hora da votação em todas as categorias é o desempenho da pipa no ar, além da beleza e o acabamento – explicou o jurado.

Para Samuel Junior, criador da Pipas de Ouro, que participa de todos os festivais da Federação Estadual e que premia o vencedor no último festival em dezembro, não existe perdedores nem ganhadores.

– Premiamos os que se destacam, mas não existe perdedores nem vencedores. O objetivo aqui é trazer alegria para a comunidade, transformar essa área que foi palco de uma desgraça em alegria. Pipa é cultura, é diversão, é alegria, é um brinquedo barato acessível a todos. Precisamos apenas ter o cuidado de alertar não só as crianças, mas os adultos também de como soltar pipa consciente – disse.

Os vencedores das categorias em cada categoria foram: a Turma da Lutena, representada por Ari, com a pipa "A mulher e a borboleta", na categoria Beleza; Roberto, com a pipa "Girafa"; Lico, com a pipa "Dragão Chinês" na categoria Centopeia; Luiz, de São Gonçalo, com a pipa "Deusa Indiana, na categoria Raia Vazada; Lagan, também de São Gonçalo, com a pipa "Coringa", na categoria Maranhão; Lino, representando a equipe Família de Niterói, com uma pipa de dez metros de comprimento, na categoria de Maior Pipa; e na categoria de menor pipa, Osmar, com uma de cinco centímetros. No festival foram distribuídas cerca de 4 mil pipas para as crianças com dicas de uso do brinquedo com segurança.